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Os objetivos são claros: ser CIO ou CEO

Apaixonado por tecnologia, o engenheiro de computação Augusto Knijnik já está gerando resultados na Natura e pensa em longo prazo
Sofia Esteves Fundadora, sócia e presidente do grupo de consultoria DMRH. Adriana Chaves Sócia do grupo DMRH, responsável pela divisão de desenvolvimento e carreira.

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A escolha do curso de engenharia da computação foi óbvia. Desde os 4 anos de idade, Augusto Knijnik mostra paixão por computadores; estimulado pelos pais, cuidava dos equipamentos da família. A opção pela carreira executiva, no entanto, foi inspirada pela mãe. Gestora de recursos humanos de grandes empresas, ela o levou a conviver muito cedo com o mundo corporativo e a aprender a gostar dele. No quarto ano da faculdade, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Augusto já começou a experimentar as grandes corporações. Primeiro, fez um estágio de férias no departamento de tecnologia da informação (TI) de uma multinacional de siderurgia e foi para os Estados Unidos (havia estudado no Canadá, tornando-se fluente em inglês). Depois, no último ano da faculdade, estagiou em uma grande empresa de projetos de engenharia, onde fez rotação em várias subáreas dentro da TI e atuou na implantação de um projeto, o do home office. Podia ser efetivado, mas preferiu tentar um programa de trainees. 

Inscreveu-se em alguns, porém no início do processo de seleção da Natura soube que era lá que queria entrar – pela perspectiva de inovar, desenvolver-se e contribuir efetivamente para o negócio. No final de 2013, tornou-se um dos 35 trainees da Natura, após uma seleção disputada, com oito fases e cerca de seis meses de duração, e depois de correr certo risco: quando teve de fazer uma apresentação pessoal sem uso de meio digital, criou uma nova letra para a música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, contando sua história, e tocou-a no violão para um grupo de executivos da empresa. Para definir o programa da Natura, Augusto usa o adjetivo “cuidadoso”. Em vez de caírem logo no trabalho, os trainees passam o primeiro mês só em treinamentos, inclusive com os executivos, e no segundo são divididos em grupos para disputar uma gincana de vendas, em que vivenciam a realidade das consultoras da empresa. 

A primeira atuação de Augusto foi no Natura Labs, área de contato com startups para expandir os negócios. Ele tinha de buscar startups, desenvolver o business case de novas ideias, fazer pilotos e implantar projetos relacionados com inovação tecnológica. Gerou resultados: os quiosques da Natura em shopping centers trouxeram conceitos tecnológicos inéditos para a empresa, como oferta de sistema Wi-Fi e envio de mensagem de texto aos passantes com as ofertas do dia, entre outros. 

Depois de um ano, Augusto foi para a área de aplicações de negócio, responsável pelos sistemas que promovem interação entre a Natura, seus consultores e consumidores, como os portais de campanhas e de conteúdos. Devia contribuir para a área ganhar ritmo e metodologias de startup. Entre os projetos desenvolvidos com sua colaboração ao longo de 2015 destacam-se o portal AdoroMaquiagem, o novo Natura.com.br e o aplicativo Natura SemprePresente. Ele foi efetivado e hoje já lidera um time de cinco membros. “Agora, estou me desenvolvendo como líder de pessoas.” E o futuro? No médio prazo, Augusto quer fazer um MBA no MIT; no longo, ser CIO em uma grande empresa ou CEO do próprio negócio. Ele continua tocando violão e guitarra.

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