Uncategorized

Um mapa para acessar capital, o combustível para o crescimento das empresas

Endeavor, EY e EDP Ventures detalham o Mapa de Acesso a Capital, documento gratuito que orienta quem tem um negócio sobre as melhores decisões financeiras para crescer

Compartilhar:

Nos últimos sete meses, a principal preocupação das empresas foi sobreviver à crise desencadeada pela pandemia do coronavírus. Apenas sobreviver, no entanto, não basta. Voltar a crescer é essencial para que os negócios sigam gerando empregos, movimentando a economia e impulsionando o país para frente. Mas o que empreendedores e empreendedoras precisam para retomar o rumo dessa trajetória, fazendo a roda voltar a girar?

Um dos elementos essenciais é o acesso a capital, combustível para o crescimento das empresas. Tendo esse cenário em vista, a Endeavor – organização global sem fins lucrativos que apoia o empreendedorismo de alto impacto – lançou o Mapa de Acesso a Capital. O documento, construído com apoio da EY e da EDP Ventures, orienta quem tem um negócio sobre como tomar as melhores decisões financeiras para crescer. Nele, mentores e parceiros esclarecem os principais desafios de empreendedores e empreendedoras, mapeados a partir de mais de 400 interações com as empresas da rede Endeavor ao longo dos últimos 5 anos.

Como o acesso a capital funciona na prática? Qual é o cenário para as empresas que precisam levantar recursos hoje? Qual o impacto disso para as empresas? Essas e outras perguntas são respondidas abaixo por Renata Mendes, gerente de Políticas Públicas da Endeavor, Raquel Teixeira, sócia-líder de Private da EY no Brasil e América do Sul e líder dos programas Winning Women e Empreendedor do Ano, e Rosario Cannata, gestor de investimentos da EDP Ventures. Confira:

#### 1. Vivemos um período de crise aguda devido à pandemia de coronavírus. Em que medida as empresas – em especial, as de alto crescimento – têm conseguido levantar recursos para avançar com suas atividades nos últimos meses?

**Raquel Teixeira**: A crise mudou os hábitos de consumo da população, gerando aumento ou redução de demandas por determinados produtos e serviços. As empresas tiveram de se adaptar a uma nova realidade e os negócios foram atingidos de diferentes maneiras, tirando alguns projetos que ainda estavam na gaveta, principalmente aqueles ligados à transformação digital. E isso exigiu o levantamento de maior capital, antes previsto para outras iniciativas. Cada empresa deve analisar o que é melhor dentro da sua realidade antes de decidir qual caminho seguir na hora de captar esses recursos.

#### 2. Quais são as dúvidas mais comuns que os empreendedores demonstram ter ao buscar capital para seus negócios?

**Rosario Cannata**: Quando encontramos empreendedores que estão captando capital pela primeira vez, as dúvidas mais comuns são sempre relacionadas ao instrumento que poderá ser utilizado na rodada, como mútuo conversível ou *equity investment*, ao possível valor da transação e ao envolvimento dos investidores na governança da empresa. Na EDP Ventures, nós investimos muito tempo na construção do contrato e na estruturação da governança em conjunto com a startup. Daí a importância de uma plataforma como o Mapa de Acesso a Capital, que explica em detalhes todas as alternativas do mercado para que os empreendedores estejam o mais informados possível no momento da tomada de decisão. 

#### 3. O que exatamente é o Mapa de Acesso a Capital e de que forma ele pode ajudar superar os desafios dos empreendedores ao buscar capital?

**Renata Mendes**: O Mapa de Acesso a Capital é um guia completo e inédito no Brasil que oferece conceitos, instruções e boas práticas para acessar nove alternativas de financiamento para empresas: investimento anjo, seed, série A/B, growth capital, private equity, capital de giro, linhas de crédito, debêntures e venture debt. O objetivo do mapa é ajudar os empreendedores e empreendedoras a tomar melhores decisões de acesso a capital, de acordo com o momento e a estratégia de crescimento da empresa, para que possam ir atrás do principal combustível para escalar seus negócios. 

Até hoje, não existia um material que mapeasse todas as opções de acesso a capital no país, muito menos o passo a passo de como conseguir o financiamento ou investimento.  O MAC é de empreendedor para empreendedor: o material tem o viés do empreendedor, mostrando o que é melhor pra ele – algo difícil para ele conseguir em outro lugar. Por isso, o Mapa vai ajudar muitos empreendedores a sanar as dores causadas pela falta de conhecimento e preparação acerca do processo de acesso a capital.

#### 4. Por que a Endeavor, com o apoio de EY e EDP, decidiu encampar essa iniciativa? O que ela tem de diferente de outras do gênero?

**Renata Mendes**: Criamos o Mapa com o objetivo de oferecer as ferramentas necessárias para que os empreendedores se sintam preparados para ir atrás de capital para impulsionar o crescimento de seus negócios, entendendo seus desafios, momento e qual forma de financiamento procurar. A diferença é que a Endeavor, juntamente de EY e EDP, desenvolveu um material com o apoio de mais de 40 mentores da sua rede, especialistas de mais de 25 organizações especializadas, como redes de investidores, fundos e assessorias, e com insights colhidos durante mais de 400 mentorias com empreendedores realizadas nos últimos cinco anos. 

Além disso, o guia também oferece mapeamentos de players do ecossistema. Conhecemos muito de perto o que dói na jornada dos empreendedores. Construímos um material que é “de, por e para empreendedores”, além de ser o único no país a reunir todas as opções e orientações para acessar capital, seja via financiamento ou investimento.

#### 5. O Mapa aborda duas frentes principais de acesso a capital: crédito e equity. Quais são as vantagens e desvantagens de cada uma dessas alternativas? Para que tipo de negócios elas são indicadas?

**Raquel Teixeira**: As operações de dívida, se bem estruturadas e adequadas ao fluxo de caixa do projeto, possuem o potencial de aumentar o valor do negócio para o acionista. Isso ocorre todas as vezes que o capital de terceiros via operação de crédito é empregado em um negócio com taxa de retorno superior à de captação. As companhias alavancadas corretamente também tendem a possuir uma maior liquidez, o que contribui para a aceleração dos planos de investimentos. No entanto, as operações de dívida usualmente exigem garantias reais da empresa devedora e impõem à operação uma necessidade de disciplina e capacidade de geração de caixa capazes de garantir o repagamento.

Por outro lado, se as operações de equity não pressionam o caixa das companhias, elas têm como efeito colateral a diluição da participação societária. Os novos sócios têm como tese de investimento que aquele capital injetado contribuirá para o incremento do valor do negócio e a consequente valorização de suas ações compradas. Portanto, também possuem o direito de interferir na gestão do ativo. Não há um modelo mais adequado, mas é comum que empresas em estágio inicial de desenvolvimento não tenham risco de crédito consolidado, o que dificulta o acesso às dívidas de maneira competitiva e, consequentemente, tenham o equity como uma alternativa mais viável de acesso a capital.

#### 6. Em que medida é importante que as empresas tenham acesso a capital para voltar a crescer? E que diferença isso pode fazer para a recuperação da economia do país?

**Rosario Cannata**: Num ano em que o consumo será naturalmente mais baixo, as empresas mais capitalizadas serão aquelas que vão sobreviver melhor à crise e retomar mais rapidamente o ritmo de crescimento no curto prazo. Mais capital garante mais capacidade de reter talentos e clientes, mais chance de “pivotar” o modelo de negócio readaptando produtos e serviços ao novo contexto e mais possibilidade de ocupar o espaço deixado por concorrentes em crise.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ter mais robôs já não é suficiente

Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

A pergunta que todo treinamento deveria responder

Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
or muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de outubro de 2026 14H00
Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de outubro de 2026 08H00
O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

João Pedro Brasileiro - CEO da Innovation Latam, Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
9 de outubro de 2026 14H00
O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Jade Lumi Satomi - Diretora de Indústria na nstech

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
9 de outubro de 2026 08H00
A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Maria Eduarda Silveira - Founder & CEO da BOLD HRO

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução