Uncategorized
Oferecido por:

As principais tendências nas estratégias de fidelização de clientes no Brasil

General Manager da Collinson

Compartilhar:

Fizemos uma entrevista exclusiva com [Henrique Donnabella](https://www.linkedin.com/in/henriquedonnabella/), general manager da [Collinson](https://www.collinsongroup.com/en-us), empresa global especializada em fidelização e benefícios para clientes, sobre as estratégias para fidelizar consumidores mais efetivas atualmente.

Quer entender como aumentar os ganhos da sua empresa com a sua base atual de clientes, sem precisar elevar seus custos em aquisição de novos consumidores? Então você precisa ler esta entrevista. 

Quais as principais tendências nos clubes de assinatura no Brasil? Algum setor se destaca?
——————————————————————————————

Temos visto algumas tendências no mercado brasileiro sobre clube de assinaturas que valem serem mencionadas aqui.

A primeira diz respeito à expansão da proposta de valor dos clubes existentes, que sempre se basearam no benefício econômico (desconto) e agora se vê uma procura maior por benefícios não econômicos como, por exemplo, serviços preferenciais, ilimitados e eventos exclusivos. Os conceitos de clube/comunidade são parecidos e mais amplos do que se imagina: eles devem abordar as expectativas humanas no âmbito financeiro, através de um modelo econômico comportamental que visa a redução das perdas, mas também deve contemplar as nossas expectativas na esfera social – reciprocidade e o status. Sentir-se pertencente ao grupo, respeitado, prestigiado, com poder são, da mesma forma, importantes para aumentar o nível de fidelização dos membros do seu clube.

Pelos motivos acima descritos, existe uma outra tendência que são os programas de fidelidade gratuitos, que hoje oferecem uma melhor combinação entre benefícios econômicos e não econômicos, passarem a oferecer planos pagos. Nesta modalidade, você pode acelerar os ganhos do seu programa de fidelidade, além do ganho natural pela recorrência da compra. Pagar por pontos ou milhas adicionais, assim como pagar para ter acesso prioritário na fila do embarque, são exemplos de como os programas estão indo além do reconhecimento/recompensa tradicional, visando oferecer produtos pagos num modelo de assinatura mensal ou anual.  

O setor de entretenimento, como a Netflix e o Spotify, são os mais assinados de acordo com a pesquisa que realizamos, 74% e 29%, respectivamente.

Já no modelo de programas de fidelidade com assinaturas pagas, a indústria de viagens é a que mais se destaca (Multiplus, Smiles e Tudo Azul).    

Como as marcas podem começar a adotar estratégias de fidelização? Poderia citar algum exemplo de marca?
——————————————————————————————————-

O primeiro passo é avaliar quem é o cliente, seus interesses, suas motivações, seu comportamento transacional, sua afinidade com a marca. Uma revisão sobre os canais de vendas e o modelo de precificação dos produtos/serviços também é importante para definir uma estratégia de fidelização assertiva.

No desenho da estratégia é importante definir o comportamento do consumidor a ser influenciado. Um exemplo atual é o Ifood, que tem oferecido um programa de cashback bastante agressivo para determinadas regiões em São Paulo. São 15 reais de cash back por dia para os que pagam suas refeições utilizando o QR code do Ifood. Neste caso, o aumento da base de clientes do aplicativo (aquisição) e a mudança de hábito de pagamento (QR code) são os dois motores do programa.

Quanto ao modelo de assinatura, dentro do mesmo segmento, o Rappi lançou seu clube de assinatura chamado Rappi Prime. Ainda muito voltado para o benefício econômico (frete grátis), este modelo já está ganhando adeptos que, por definição, já estão altamente engajados com a marca e tendem a ser os clientes mais fiéis da empresa.   

O que as marcas precisam ter em mente com relação à evolução desse setor?
————————————————————————-

É muito importante entender a essência e os desafios da união de um modelo de negócios promissor, os clubes de assinaturas, e os tradicionais programas de fidelidade. Essa união é o que chamamos de Paid Loyalty – programas de fidelidade que criam planos pagos para oferecer uma experiência ainda mais relevante aos seus clientes. Na condição de pagante, o cliente que não atinge a frequência de compra esperada pela empresa e, consequentemente, não consegue obter as vantagens e benefícios através do programa de fidelidade gratuito, passa a ter uma opção de contribuir financeiramente para ter acesso a estes serviços e benefícios. 

Os clubes de assinatura podem ser muito eficazes para engajar mais os consumidores que já estão familiarizados com determinada marca e estão dispostos a pagar uma taxa para personalizar e aprimorar seus benefícios. Os clubes de assinatura são uma ótima ferramenta por si só e quando inseridos num programa de fidelidade gratuito. Mas, é necessária uma calibração cuidadosa das empresas para atingir seus objetivos de engajamento com sucesso.

Quais mercados poderiam aproveitar mais as táticas de fidelização disponíveis hoje?
———————————————————————————–

Nós realizamos um estudo este ano que revelou os mercados de principal interesse dos consumidores. Na pesquisa, foram entrevistadas mil pessoas sobre os setores que teriam ‘interesse para participar de um clube de assinatura’. 46% delas disseram ter interesse em assinar um clube voltado ao setor de alimentação (supermercados, bares e restaurantes) e 44% disseram ter interesse em um programa voltada à cinema. Outros setores de destaque foram o farmacêutico, produtos de beleza e postos de gasolina. 

Além disso, o setor de mobilidade também foi lembrado, 15% disseram ter interesse em programas voltados para aluguel de carros, bicicleta, patinete e outros meios de transporte. É possível que algumas marcas dentro dessas categorias já possuam programas de fidelidade, mas talvez não estejam oferecendo os benefícios ou vantagens que o consumidor procura, o que reflete uma oportunidade para esses mercados em aprimorar suas estratégias. 

Qual a expectativa dos consumidores com relação às marcas hoje?
—————————————————————

Benefícios econômicos ainda são muito esperados e desejados pelos consumidores, mais de 60% dos entrevistados em nossa pesquisa disseram preferir clubes de assinaturas que proporcionem descontos e promoções. Contudo, serviços preferenciais, ilimitados ou eventos exclusivos já ocupam um espaço importante na expectativa do consumidor (quase 40%). Além disso, na pesquisa, quando questionados sobre o que os levaria a assinar um programa de fidelidade, os consumidores disseram que pagariam por um clube de assinatura motivados por benefícios (53%), preço (26%) e conveniência (17%).

Qual a diferença entre um clube de assinatura e um programa de fidelidade?
————————————————————————–

Por definição, um clube de assinatura tem por objetivo entregar um serviço ou produto de forma recorrente para o consumidor. Ele pode ser entendido como um serviço adicional de conveniência no caso de um varejista ou como um novo canal de vendas de Fabricantes como a Nestlé e Unilever, que já utilizam este modelo para realizar uma venda direta sem a necessidade de um varejista. Nespresso é um bom exemplo.

Já os programas de fidelidade têm como principais objetivos o aumento da frequência de compra e do ticket médio, além da identificação com a marca.

O que une estas iniciativas e tornam clube de assinatura e programa de fidelidade co-irmãos são a capacidade de gerar dados demográficos e comportamentais de clientes, assim como sua finalidade de melhorar a experiência de consumo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Seu valor termina quando sua performance cai?

Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

A contradição que desafia a ONU: É possível falar em inclusão global sem Taiwan?

Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

O próximo Pix será de competências

Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Thought leadership: quando a ideia vale mais que a visibilidade

Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

A IA não vai tornar o trabalho mais humano. Nós é que precisamos fazer isso.

A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução