Empreendedorismo
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Como contornar a taxa de mortalidade de novos negócios no Brasil

Para furar a bolha do empreendedorismo é preciso esforço e persistência, além de muito conhecimento sobre o setor
Candice Pascoal é fundadora da maior plataforma de crowdfunding do Brasil (Kickante), executiva de nível internacional com grande experiência na expansão de empresas americanas no exterior e best-seller do livro *Seu Sonho Tem Futuro*.

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Empreender está na moda! Pelos mais variados motivos, investir no próprio negócio, sonho este de milhões de pessoas, está bastante em alta. Dados do boletim do [Mapa de Empresas](https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/mapa-de-empresas/boletins/mapa-de-empresas-boletim-do-1o-quadrimestre-de-2022.pdf/view), do Ministério da Economia, referente ao primeiro quadrimestre de 2022, por exemplo, mostram que mais de 1,3 milhão de empresas foram criadas no Brasil em apenas quatro meses.

Quando pensamos no ambiente digital, essa mesma tendência segue firme. Empreender de forma online tem se apresentado como algo bastante promissor desde 2020, quando a pesquisa [Panorama de Negócios Digitais Brasil 2020](https://herospark.com/empreendedorismo-digital-2020/), da HeroSpark, apontou que 54% dos empreendimentos digitais tinham menos de um ano de vida.

Em contrapartida, também são os novos e pequenos negócios que mais sofrem com as altas taxas de mortalidade, sejam os microempreendedores individuais (MEI) ou as microempresas. Dados do Sebrae e da pesquisa [Sobrevivência de Empresas (2020)](https://sebraepr.com.br/comunidade/artigo/sebrae-em-dados-sobrevivencia-de-empresas), realizada com base em dados da Receita Federal e com levantamento de campo, os MEIs apresentam a maior taxa de mortalidade de negócios em até cinco anos, com 29%, já os microempreendimentos têm taxa, após cinco anos, de 21,6% e as empresas de pequeno porte, de 17%.

Há alguns motivos para a alta taxa de falha de negócios com esses perfis, e vamos refletir agora sobre este cenário. A verdade é que o empreendedorismo no nosso País é bastante gourmetizado. Por mais que o número de pessoas que decidiram investir no próprio negócio tenha crescido, isso não significa que tenham atingido todo o seu potencial, muito pelo contrário. Quase 90% dos empreendedores não têm funcionários e metade ganha só um salário mínimo, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE.

## Não é fácil, mas também não é impossível
Começar o próprio negócio é mais difícil do que muitos imaginam. Demanda tempo, sacrifícios e conhecimento sobre o setor em que se pretende atuar. Por vezes, vejo empresas sendo fundadas na euforia, sem qualquer planejamento, pesquisa de mercado ou conhecimento de público-alvo. O resultado disso é a falha, já que torna-se quase impossível sustentar um negócio no longo prazo sem esses pilares básicos.

Empreender não está no nosso DNA, e isso significa que devemos nos aperfeiçoar. Há diferentes formas de nos prepararmos para tocar um empreendimento que tenha, de fato, potencial para prosperar. Entre várias técnicas que ensino no [Você.Expert](https://www.voceexpert.com.br/), aqui vamos partir do óbvio. Ame o que você faz. A sua ideia irá te perguntar, por meio de muitos altos e baixos, durante a longa jornada que está entre começar e ter sucesso, se é isso mesmo que você deseja.

O empreendedor, que vence, nem sempre é o mais preparado. Mas sempre é o mais esforçado e persistente. Para vencer no empreendedorismo, lembre-se que o mercado se vence na quilometragem. Quando a sua ideia lhe perguntar se é isso mesmo que você deseja, você precisa estar preparado para essa resposta.

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