Liderança

Faça, não espere acontecer

O mundo é desigual e você não está no centro dele
Fundadora da #JustaCausa, do programa #lídercomneivia e dos movimentos #ondeestãoasmulheres e #aquiestãoasmulheres

Compartilhar:

Você não tem culpa por seus privilégios ou pela falta deles.

Origem, gênero, orientação sexual, raça, etnia, genética, classe social, nacionalidade não são opções passíveis de escolha. 

Quando nascemos, somos seres humanos em construção. O preconceito não nasce conosco.

À medida em que crescemos, somos gradativamente formados pelo meio ambiente que habitamos, o grupo social a que pertencemos, a cultura da sociedade que integramos.

Aprendemos a ter preconceito, a diferenciar, a discriminar, a excluir, pelo exemplo das pessoas adultas que nos cercam e nos educam.  

Somos todos humanos e deveríamos ter acesso aos mesmos direitos e oportunidades. Mas não é essa a realidade que construímos ao longo do tempo como sociedade. 

O mundo é desigual. 

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. E até hoje temos aceitado passivamente, como algo normal, praticamente imutável, o fato de que alguns têm mais direitos, são melhores ou superiores à imensa maioria dos outros.

Gostamos de nos definir com um povo pacífico, hospitaleiro, alegre, festeiro, acolhedor, miscigenado e diverso. 

Amamos a nossa luz. Mas negamos nossa sombra com toda a força da nossa alma. 

Não conseguimos perceber, muito menos admitir, o quanto somos preconceituosos, machistas, racistas, homofóbicos, transfóbicos, gordofóbicos, ageístas, violentos, abusivos, entre tantas outras coisas. Todos e cada um de nós. Em maior ou menor grau, dependendo das circunstâncias em que construímos nossa identidade única e nossa existência.

O problema é que, enquanto vivermos em estado de negação, não conseguiremos agir para mudar a realidade. Ou você realmente acredita que é “normal” a desigualdade social, de gênero, racial, em que vivemos, para dizer o mínimo? 

Olhe à sua volta, faça uma lista das pessoas que você mais confia, dê um passeio virtual pelas suas redes sociais. Você conhece, convive, conversa, escuta, entende, se importa com alguém que seja diferente de você e das pessoas homofílicas da sua bolha? 

Você segue fazendo aquelas piadas e brincadeiras que ofendem as pessoas? Continua achando que, se não for contra alguém que você ama, a violência, o abuso, a humilhação, o assédio, a insegurança, a falta de acesso e oportunidades, a discriminação e o preconceito não dizem respeito a você e, portanto, não são problema seu?

Será que o chamado de consciência e responsabilidade coletiva que essa pandemia nos trouxe não foi suficiente para tirar você da letargia?

O que ainda falta para você entender e aprender que estamos todos conectados em rede e que ninguém é melhor que ninguém? Quando você vai parar de pensar com essa mentalidade de escassez e egoísmo que aprisiona e restringe? Você não é o umbigo do mundo! 

Individualmente, somos irrelevantes, frágeis, passageiros e finitos. 

Mas seremos sempre mais fortes, felizes e prósperos se as oportunidades e o acesso forem iguais para todas as pessoas. Quanto mais abundante for o sistema, mais abundância geraremos.

De uma coisa eu tenho certeza: ficar inerte, se penalizando ou buscando culpados por ter permanecido nesse estado de inconsciência até hoje, não vai levar você a lugar nenhum. 

Como já dizia Viktor Frankl, “você não é produto das circunstâncias, você é produto das suas decisões”.

Ou como diz a mãe do Edu Lyra, “não importa de onde você veio, mas sim para onde você vai”.

Você é parte do problema, da solução ou da paisagem?

Eu decidi ser parte da solução, falar e fazer. Vem comigo mudar o rumo dessa história?

*“Vem, vamos embora*

*Que esperar não é saber *

*Quem sabe faz a hora*

* Não espera acontecer”*

*Geraldo Vandré, música “Pra não dizer que não falei das flores”, de 1968.*

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que separa empresas inovadoras das que apenas fazem inovação

Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Pare de tentar prever o mundo. Construa uma empresa que aguenta vários.

Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Contratar, promover ou buscar fora: a decisão que separa o líder do gestor

Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

O retorno ao escritório e a ilusão do controle

O retorno obrigatório ao trabalho presencial tem sido defendido como uma solução para desafios de gestão, colaboração e produtividade. O artigo propõe uma reflexão: organizações de alta performance gerenciam pessoas pela presença ou pelo valor que entregam?

Comunicação, Liderança
23 de julho de 2026 08H00
A autenticidade virou commodity quando todo mundo aprendeu a soar autêntico do mesmo jeito. Este artigo explora como voz, vivência e consistência podem se tornar os principais diferenciais para líderes que desejam construir influência e confiança de forma genuína.

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
22 de julho de 2026 14H00
Logotipos já não são suficientes para conquistar relevância. Em um mercado saturado de mensagens, as marcas que se destacam são aquelas capazes de transformar interações em experiências memoráveis e consumidores em protagonistas de suas histórias.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de julho de 2026 09H00
Posicionamento claro, gestão comercial estruturada, experiência do cliente, disciplina financeira, desenvolvimento de talentos e capacidade de adaptação formam os pilares de um crescimento sustentável. O desafio das empresas de serviços já não é apenas expandir, mas criar condições para que essa expansão se mantenha saudável e rentável.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
21 de julho de 2026 14H00
A desconexão entre pessoas custa bilhões às empresas todos os dias. Ainda assim, muitas organizações seguem tratando cultura como documento, engajamento como métrica e comunicação como ferramenta. Talvez o problema esteja justamente aí.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de julho de 2026 09H00
A construção civil está deixando para trás práticas marcadas por desperdícios e retrabalhos. O avanço de soluções industrializadas, novas tecnologias e modelos de gestão mais eficientes aponta para um novo cenário: construir com mais qualidade, menor impacto e maior previsibilidade.

Rafael Brizot - Diretor da Max Mohr

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
20 de julho de 2026 14H00
Sem maturidade informacional, a IA não elimina problemas, apenas os torna mais rápidos e mais difíceis de controlar.

Bergson Lopes - Fundador e sócio-diretor da BLR DATA, Vice-presidente da DAMA Brasil

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
20 de julho de 2026 07H00
Quase 80% dos trabalhadores sentem culpa ao tirar férias e muitos continuam respondendo mensagens durante o período de descanso. O artigo discute como essa cultura afeta pessoas e organizações e por que líderes precisam dar o exemplo para transformar a relação com o descanso.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude e autora do livro “Saúde mental é inegociável”

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 14H00
WhatsApp, redes sociais, chats e inteligência artificial mudaram a forma como as empresas se relacionam com seus clientes. O desafio agora não é apenas responder mais rápido, mas transformar cada interação em uma oportunidade de fortalecer confiança, reputação e valor de marca.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 08H00
Pensamento estratégico, julgamento humano, curadoria de ferramentas digitais, desaprendizagem contínua e construção de significado despontam como as competências que diferenciarão profissionais em uma era em que inteligência e execução estão cada vez mais distribuídas entre pessoas e máquinas.

Denis Caldeira - CEO da Caldeira Growth e autor de "Cresça ou Desapareça"

8 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Cultura organizacional, User Experience, UX
18 de julho de 2026 14H00
À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

Aziz Camali Constantino - Idealizador e cofundador do Oxigênio Ilhabela

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo