Uncategorized

Mobilidade é mudar comportamentos

A construção de superciclovias e de mais áreas para pedestres tem estado entre as principais soluções para melhorar a mobilidade nos grandes centros, indo além da priorização do transporte público
A entrevista é de Sílvio Anaz, colaborador de HSM Mannagement.

Compartilhar:

A inovação comportamental tem sido a tônica da inovação na gestão pública da mobilidade urbana no mundo inteiro. Iniciativas tão ousadas quanto a adoção de preferência aos ciclistas em detrimento dos motoristas e a priorização dos pedestres sobre todos os outros públicos mostram muitas maneiras novas de resolver problemas. Até a concessão de estações de metrô a empresas, para que estas as tornem charmosas aos olhos dos usuários, parece uma tentativa de mudar comportamentos dos cidadãos, no sentido de aproximá-los mais do transporte público. O próprio transporte de carga tem buscado soluções fora da caixa que combinem comportamentos diferentes e tecnologias avançadas. 

**COPENHAGUE:  SUPERCICLOVIAS PREFERENCIAIS -** _ciclovias_

Em Copenhague, capital da Dinamarca, 36% da população usa a bicicleta para se locomover entre a residência e o trabalho ou o local de estudo. É o meio de locomoção mais popular na cidade, deixando para trás o transporte público e o automóvel, utilizados, respectivamente, por 33% e 25% dos moradores. 

Só que isso é pouco para os gestores públicos locais. A meta ali e em mais 16 municípios de sua região metropolitana é que 50% da população utilize a bicicleta como principal meio de locomoção até 2025. E o poder público não pretende consegui-lo apenas com a educação dos cidadãos; está desenvolvendo uma rede de 28 superciclovias interligando todas as cidades da região. Qual a diferença em relação às ciclovias comuns? Elas reduzem os pontos de paradas obrigatórias dos ciclistas –mesmo nas horas de rush, por exemplo, sinais verdes favorecem quem pedala. As superciclovias fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da região metropolitana de Copenhague, que começou a ser desenhado em 2009, quando as prefeituras concordaram em cooperar. 

Logo surgiu a ideia das superciclovias, nas quais esse tipo de usuário teria alta prioridade e contaria com serviços rápidos, confortáveis e seguros, como espaços para encher e calibrar os pneus. Essas vias conectariam zonas residenciais a locais de concentração de escritórios, escolas e universidades, mas áreas onde domina o transporte público também foram integradas ao desenho dos trajetos. 

A primeira superciclovia começou a funcionar em 2012 e interliga cinco municípios em 17 quilômetros. Desde sua inauguração, ela registrou aumento de 10% no número de usuários, a maior parte dos quais antigos usuários do transporte público ou de automóveis, o que mostra que o plano está dando certo. O financiamento das obras contou com verba do governo federal. A experiência dinamarquesa foi inspirada na superciclovia de Londres, Inglaterra. Os fatores que levaram a gestão pública da Grande Copenhague a optar por essa solução foram, principalmente, baixos custos para sua implementação, quando comparados com os da adoção de um sistema de metrô ou de veículo de superfície, e os benefícios que a solução oferecia em termos de redução dos congestionamentos e melhoria da saúde.

**NAMING RIGHTS RENDEM  RECEITA AO METRÔ DE LISBOA -** _metrô_

A primeira organização a comprar os naming rights de uma estação de metrô lisboeta foi a Portugal Telecom, em 2011. Ela ganhou o direito de nomear a estação Baixa-Chiado, localizada na área central da cidade. Foi para conseguir aumentar sua receita e fazer os investimentos necessários que o Metropolitano de Lisboa começou a vender para as empresas o direito de nomear suas estações –a companhia está oferecendo a possibilidade de elas associarem suas marcas às estações mais icônicas e movimentadas de suas linhas. O projeto de venda de naming rights busca, além de obter receitas adicionais para a companhia, estimular a revitalização das estações. E uma agência de publicidade faz a intermediação entre o Metropolitano de Lisboa e a empresa interessada. 

A estação da Portugal Telecom está na interconexão de duas das maiores linhas do metrô, utilizada por cerca de 13 milhões de pessoas anualmente. Por um período de cinco anos, a empresa de telecomunicações tem o direito exclusivo de promover sua imagem corporativa e suas marcas no interior da estação. Esse direito inclui também sua presença em todos os mapas da rede metroviária, site e apps. A Portugal Telecom ainda pode organizar eventos em seu interior e até fazer uma decoração customizada nela. 

A estação não passou a se chamar Portugal Telecom, mas Baixa-Chiado PT Blue Station. As plataformas foram equipadas com um sistema interativo de luz azul (a cor da empresa), que avisa sobre a chegada e partida dos trens, e a empresa oferece livre acesso ao Wi-Fi em todos os cantos lá dentro. As paredes e o teto são ilustrados com notícias e informações sobre a histórica vizinhança. Além disso, a agenda cultural ali tem vários eventos por dia. Para os cidadãos, a inovação do metrô de Lisboa cria mais atrações culturais e bem-estar e tira o peso dos custos dos cofres do governo.

**PARA ANDAR A PÉ -** _pedestres_

Nos grandes centros urbanos, reduzir o uso do automóvel e privilegiar os pedestres traz inúmeras vantagens para a cidade e os cidadãos, como melhoria da qualidade do ar, economia de recursos, maior habitabilidade e mobilidade social, humanização do ambiente urbano e ganhos turísticos. Mas fazer isso sem prejudicar o funcionamento de uma grande cidade é um desafio. Não para a prefeitura madrilena, na Espanha. Em 1997, a capital espanhola elaborou o Plano Geral sobre Planejamento Urbano de Madri. 

Entre seus principais objetivos havia três voltados para pedestres: a construção e recuperação de calçadões na cidade –como o bulevar Paseo del Prado–, o estabelecimento de rotas para serem seguidas a pé (livres da circulação de automóveis) e a organização de espaços compartilhados entre automóveis e pedestres. O plano começou a ser implementado gradativamente e, a partir de 2006, com a adoção de medidas para a melhoria da qualidade do ar na cidade, avançou a ideia de criar áreas livres da circulação de automóveis interconectadas que funcionassem como uma rede. 

O plano madrileno é amplo e inclui políticas para incentivar o uso de tecnologias e combustíveis limpos, investimentos para tornar o transporte público mais eficiente e sustentável, facilidades para meios alternativos de transporte, incentivo a operações sustentáveis de entrega de mercadorias e recursos para pesquisas sobre transporte e mobilidade sustentável. 

Entre as medidas já executadas estão os calçadões e as ruas de coexistência, nas quais se definem os espaços para pedestres e para veículos. Também se estabeleceram regiões de baixa emissão de poluentes na cidade, áreas de estacionamento restrito (com tempo máximo permitido de uma hora e tarifas menores para carros que usam combustíveis limpos), zonas de prioridade residencial (onde só veículos dos moradores, dos serviços públicos e de emergência circulam). Segundo os levantamentos, a facilidade de andar a pé já aumentou o potencial comercial de vários pontos madrilenos.

> **Ônibus como metrô,  o velho caso de Curitiba** 
>
> Se praticamente não tem casos recentes de inovação na gestão pública da mobilidade, o Brasil guarda um trunfo antigo que repercute até hoje mundo afora. Trata-se do modelo de mobilidade urbana sustentável de Curitiba, que virou referência na década de 1970. Em 1975, a Lei de Zoneamento da capital paranaense atrelou as diretrizes do uso do solo às concepções do sistema de transporte coletivo e dos eixos estruturais, o que deu origem a três tipos de vias urbanas: 
>
> (1) a central, de tráfego lento, onde fica o comércio local, e que coexiste com o corredor exclusivo para transporte público, o qual aproxima o ônibus do metrô de superfície; (2) a via externa, destinada ao tráfego rápido; e (3) o calçadão, na área central da cidade, possibilitando a circulação exclusiva de pedestres e o incremento das atividades de entretenimento e turismo. As mudanças no transporte coletivo começaram antes, em 1974. 
>
> O sistema passou a basear-se na prioridade absoluta do transporte coletivo sobre o individual, na ampla acessibilidade a ele com o pagamento de uma única tarifa, nos corredores de ônibus, na integração da rede (com terminais e estações que aceleram a transição do passageiro para outras linhas sem pagamento de nova tarifa, como se os ônibus fossem trens de metrô), na tipologia dos serviços definidos por ônibus com cores distintas, na existência de terminais de integração nos bairros, para ampliar o uso fora dos eixos estruturantes, e na abrangência a toda a região metropolitana. 
>
> O planejamento e a definição estratégica foram fundamentais para o sucesso dessa iniciativa de gestão pública, que coube ao governo do arquiteto Jaime Lerner, mas igualmente crucial foi a continuidade que lhe foi dada pelas diferentes administrações municipais que se sucederam. Hoje, 75% das pessoas que vão trabalhar em Curitiba utilizam diariamente o sistema de ônibus, índice elevado não observado em nenhuma outra cidade brasileira. Mas reconhecem-se muitos desafios a enfrentar ainda, como a criação de pontos para ultrapassagem dos ônibus nos corredores e a convivência entre os ônibus e os usuários de bicicletas. E preocupa cada vez mais o crescente número de automóveis registrados em Curitiba nos últimos anos.

**LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL NO TRANSPORTE DE CARGA** – _todo mundo junto_

Com a recorrente ocupação das áreas destinadas aos pedestres por veículos distribuidores de mercadorias nos horários de pico, a prefeitura de Liubliana, capital da Eslovênia, decidiu elaborar um plano de longo prazo. A meta era aumentar a consciência das empresas transportadoras, motoristas, donos de estabelecimentos, autoridades e cidadãos quanto à necessidade de uma logística sustentável de entrega das mercadorias. 

O projeto foi denominado Civitas Elan e começou com um mapeamento do fluxo das entregas na cidade para determinar quais seriam as medidas mais apropriadas no estabelecimento de uma política para uma logística sustentável. Com base nisso, foi desenvolvido um modelo de simulação em computador de distribuição eficiente de mercadorias e construído um portal na internet para divulgar e apoiar essa proposta de logística. Criou-se também uma ferramenta online para encontrar as melhores rotas. 

O plano começou a ser posto em prática em 2009 com a coleta diária de dados sobre o fluxo de veículos de carga nas principais ruas da cidade, assim como o levantamento dos maiores problemas que eles causavam. Em 2012, após uma extensiva análise de informações (como a duração média dos desembarques e a capacidade de transporte dos veículos) e o estabelecimento de parâmetros para o planejamento do tráfego e a otimização das entregas, foi criado um portal para a promoção da logística sustentável de transporte de cargas, que permite ao motorista simular as melhores rotas para circular, entre outras coisas. Têm sido realizados cursos e palestras para divulgar o plano e o portal.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O consumidor já é omnichannel. Sua empresa também é?

A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

Posicionamento não é desculpa para ser do contra

Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Por que o marketing precisa sair da própria bolha

As grandes ideias raramente surgem da repetição das mesmas referências. Em uma época de acesso democratizado à informação e às tecnologias, o diferencial competitivo passa a ser a qualidade das perguntas que fazemos. Ao refletir sobre arte, cultura e criatividade, o artigo argumenta que as marcas mais inovadoras serão aquelas capazes de formar pessoas que aprendam a observar, conectar e interpretar o mundo de formas que ainda não foram exploradas.

Por que alguns eventos entram para a história e outros são esquecidos na semana seguinte

Por trás dos maiores eventos do mundo existe um trabalho que começa muito antes da abertura dos portões. Leitura de cenário, curadoria estratégica, construção de comunidade e a capacidade de reunir as pessoas certas explicam por que alguns encontros se tornam plataformas de influência, inovação e negócios, enquanto outros permanecem apenas como eventos.

O fim da guerra fiscal: como a Reforma Tributária pode mudar a logística brasileira

Galpões logísticos, centros de distribuição e rotas de abastecimento foram desenhados ao longo dos anos para aproveitar benefícios fiscais estaduais. Com a chegada do IBS e da CBS, a localização das operações tende a voltar a ser determinada pela eficiência logística e pela proximidade dos mercados consumidores, desencadeando uma das maiores reconfigurações econômicas das últimas décadas.

Saudável, gostoso e acessível: a equação que desafia a indústria de alimentos no Brasil 

Reduzir açúcar, sódio e gorduras sem comprometer sabor, performance culinária e competitividade de preço tornou-se uma das equações mais complexas da indústria de alimentos. O artigo explora como mudanças regulatórias, comportamento do consumidor e inovação tecnológica estão redefinindo estratégias de produto, marketing, cadeia de suprimentos e crescimento no setor de bens de consumo.

Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo