Coprodução HSM Management + Audencia

Mudar para atender os clientes

Pela sustentabilidade, a Pepsico rastreia a cadeia produtiva de suas batatas chips

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Trinta produtores em seis estados fornecem anualmente cerca de 125 mil toneladas de batatas para a PepsiCo Brasil. Eles ilustram bem as demandas que os agricultores crescentemente recebem dos clientes: devem atender a mais de 150 critérios, que incluem cumprimento das legislações sanitária, ambiental, trabalhista e boas práticas de agricultura regenerativa.

A Pepsico tem uma visão de ponta a ponta da cadeia produtiva de suas batatas chips, graças a um sistema tecnológico interligado e eficiente no País, com rastreabilidade em cada etapa da produção no campo. Assim, consegue certificar 100% das batatas produzidas dentro de seu programa de agricultura sustentável. “Organizamos uma cadeia complexa – que é a produção de batata em um país tropical – iniciada desde o desenvolvimento de novas variedades de batata, passando por um programa de batata semente até a implementação de boas práticas agrícolas e uso de novas tecnologias, sempre mantendo contato direto com cada produtor e monitoramento em tempo real”, conta Ricardo Galvão, diretor de agronegócio da PepsiCo, responsável por implantar o programa agrícola da empresa há 25 anos e por sua melhoria contínua.

Como os produtos rurais podem responder a essas demandas dos clientes e ao uso de tecnologia e dados? Com tecnologia e dados. É como Giampaolo Buso, diretor-executivo e sócio da PariPassu, explica: “É imprescindível documentar com rigor cada etapa, da escolha dos insumos para a plantação ao pós-consumo, passando por manejo integrado de pragas e irrigação, transporte e outros gargalos”. A PariPassu tem uma ferramenta para rastrear a cadeia de alimentos perecíveis.

Passar a fazer tudo isso está longe de ser trivial, no entanto. Exige uma mudança de mentalidade dos produtores rurais em relação à tecnologia, aos dados e à inovação. “Muitos ainda acham que o controle de processos traz custos; não veem os ganhos”, salienta Buso.

Quem investiu em tecnologia ao longo do tempo, no entanto, sabe dos ganhos. “Se, em 50 anos, a produtividade do agronegócio brasileiro cresceu 400% e o uso da terra aumentou 60%, foi graças à inovação e à tecnologia”, diz Cleber Soares, secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Agora, segundo ele, é preciso escalar isso, com tecnologia e dados. “Para aumentar nosso protagonismo mundial, temos de investir nessa agricultura digital.”

Ferramenta facilita o rastreamento

A plataforma PariPassu, criada em 2005 sob a liderança da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), facilita a demanda de fabricantes e varejistas por visibilidade da cadeia produtiva. Hoje é responsável por rastrear e conectar mais de 30 mil origens produtivas.

“A construção da ferramenta envolveu trabalho em conjunto da Abras com produtores, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, relata Marcio Milan, vice-presidente de relações institucionais e administrativo da entidade. “Conseguimos unir todos os elos da cadeia de produção de frutas, legumes e verduras.”

Artigo publicado na HSM Management nº 154, em coprodução com Audencia

__Leia também: [Uma expertise global e para a era digital](https://www.revistahsm.com.br/post/uma-expertise-global-e-para-a-era-digital)__

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