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O que a sua marca está fazendo nessa Copa vai ser lembrado em 2030?

Mais do que visibilidade, este artigo questiona o papel das marcas em momentos de emoção coletiva e mostra por que, na Copa, só permanece na memória aquilo que gera conexão real - o resto vira apenas ruído.
Sócio-fundador da ForALL

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O que a sua marca preparou para essa Copa? Você consegue responder sem hesitar? Se precisou de alguns segundos, ou se a resposta foi um silêncio constrangedor, você acabou de entender o tamanho do problema que quero discutir aqui.

A Copa do Mundo não é só um evento esportivo. Para o brasileiro, é um estado de espírito. Um momento em que o país inteiro para, respira no mesmo ritmo e experimenta uma emoção coletiva que pouquíssimas coisas no mundo são capazes de provocar. É o único momento em que o vizinho que você mal cumprimenta vira seu melhor amigo no segundo em que a bola entra na rede.

E é exatamente por isso que o que acontece nesse período importa tanto para as marcas. Não apenas como vitrine. Mas como oportunidade de conexão real, que, se for verdadeira, o brasileiro vai carregar com ele até a Copa de 2030 ou mais.

Ao longo dos anos, tenho visto marcas investirem fortunas em visibilidade e saírem do evento sem deixar rastro na memória de ninguém. Logo no uniforme, banner no estádio, post no Instagram com a taça e nada que fique. Porque presença sem significado é só ruído.

Há anos trabalho com o conceito de comunicação relacional, que é a ideia de que marcas relevantes não falam para pessoas, elas conversam com elas. A Copa é o laboratório mais rico que existe para testar esse conceito. Porque num momento de emoção coletiva tão intensa, qualquer coisa que soa artificial, oportunista ou vazia é descartada na mesma velocidade de um impedimento revisado pelo VAR.

A pergunta que separa as marcas que são lembradas das que somem no esquecimento coletivo é: o que você tem a dar ao brasileiro na Copa? Não o que você quer mostrar. O que você tem a oferecer. Uma experiência, uma promoção que celebra o gol, um sabor novo, um serviço que facilita a vida do torcedor, um conteúdo que faz ele gargalhar ou se emocionar. Algo que faça sentido dentro do contexto.

Pense no que o McDonald’s faz há anos. A campanha de hambúrgueres temáticos por países participantes, promoções que disparam no exato momento do gol, é um convite à celebração. A marca entra no jogo junto com o torcedor e ele aceita porque a proposta é verdadeira, tem sabor, tem timing, tem alma.. É a marca entrando numa memória afetiva do torcedor pela porta da frente, com respeito e leveza.

O que a sua marca fizer agora (ou deixar de fazer) vai ou não vai estar na cabeça desse torcedor quando o próximo torneio chegar.

Conexão verdadeira não se improvisa, se constrói. E o melhor momento para construir é quando o brasileiro está com o coração aberto, o olho no jogo e o sorriso no rosto. Esse momento é agora.

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