Business content

Serviços sob demanda aliviam gastos das PMEs

Necessidades particulares das empresas podem ser atendidas quando se aposta nos modelos de serviços por assinatura. Isto é, você só paga o que consome
Carolina Tavares é jornalista e colaboradora da HSM Management. Em 2011, fundou a Jazz House, focada em comunicação e produção na área da música e das artes. Foi convidada a palestrar sobre marketing na música no evento Youpix de 2012, lançou o livro "Lições Empresariais de Game Of Thrones" e é mestra em Comunicação e Marketing Digital, além de fazer parte da cooperativa Brasil Auê, focada em projetos culturais para imigrantes na Catalunha.

Compartilhar:

O mercado de assinaturas soma 10 bilhões de dólares anuais nos Estados Unidos, tendo como grandes exemplos o Spotify e a Netflix. No Brasil, movimenta 1 bilhão de reais e, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), de 2016 a 2020, o mercado cresceu 167%.

E embora a consultoria Deloitte tenha revelado em uma pesquisa recente que os millennials são a geração mais inclinada a aderir aos clubes de assinatura, a pandemia da covid-19 tem feito com que esse modelo seja buscado por todos os consumidores – e não somente eles. As [PMEs têm buscado esses modelos](https://www.revistahsm.com.br/post/comunidade-empreendedora-e-alavanca-para-transformacao-digital) para aliviar seus gastos.

Para quem possui uma loja online de arte em camisetas, por exemplo, o que vale a pena? Contratar um serviço de impressão que permita a customização das camisetas de acordo com as vendas ou comprar uma grande leva de peças, pois os grandes negócios de impressão só imprimem grandes quantidades, e deixá-las em estoque, esperando que alguém as compre? A primeira opção, além de otimizar o serviço, sai mais barato e evita desperdícios.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) descreve esse tipo de serviço como benéfico às empresas, considerando que traz soluções específicas para as particularidades do empreendimento, as ajudando a alcançar resultados melhores. E quando pensamos no investimento que os pequenos e médios empresários precisam fazer para colocar seu produto na rua, o modelo de assinatura para veículos funciona como mais um alívio para as contas.

## Carro por assinatura
Meoo, [serviço de carro por assinatura da Localiza](https://www.revistahsm.com.br/post/o-que-sua-empresa-esta-falando-por-ai), possibilita que o empreendedor alugue até dez carros para si. Assim, as PMEs não precisam investir em um serviço de frota – que costuma ser mais parrudo e, consequentemente, mais caro – e escolhem um pacote mais adequado às suas necessidades, sem perder o atendimento de qualidade. Ou seja, os empreendedores pagam exatamente o que utilizam. Isso significa mais economia e gestão muito mais adequada, sem desperdício.

O serviço pode ser contratado por pessoa física ou jurídica e ajuda a economizar até 30% em relação a compra de um automóvel. Meoo também fornece veículo 0Km com documentação e manutenção inclusas. Para profissionais que precisam de poucos veículos para um serviço de entrega, por exemplo, é possível escolher o plano, entre 24 e 48 meses, e calcular quanto vai rodar por mês. O resto é por conta da Localiza e não há preocupação com a desvalorização do carro em uma futura venda, além de suporte técnico.

## Como saber se o modelo de assinatura é para você
Os serviços sob demanda são inúmeros, mas é preciso ter em mente alguns fatores antes de optar por esse modelo. Primeiro, detecte as necessidades do seu empreendimento neste exato momento e responda à pergunta: “eu já possuo ferramentas internas e/ou mão de obra para dar conta dessa questão?”.

Se a resposta for não, busque entender quem poderia fazer isso por você – delegar atividades é uma das bases de uma boa produtividade a baixo custo. Busque entender mais sobre os fornecedores, seus princípios, contratos e vantagens. E não se esqueça da [reputação no mercado](https://www.revistahsm.com.br/post/qual-e-o-segredo-de-uma-boa-estrategia-de-employer-branding)! A internet está cheia de promessas, não caia em palavras vazias e não assine papéis que tragam dúvidas a respeito daquilo que está comprando.

Em seguida, entenda qual pacote realmente faz sentido para você. Nem sempre o que funciona para o [concorrente](https://www.revistahsm.com.br/post/nao-deixe-seu-concorrente-trazer-o-longo-para-o-curto-prazo) vai dar certo para sua empresa também. Observe suas particularidades, sua rotina e a maneira como lida com as questões. Esse autoconhecimento empresarial vai ser crucial na hora de bater o martelo naquilo que realmente necessita.

## Um mundo de possibilidades
Quando se começa a enxergar a pluralidade desse universo sob demanda, é possível entrar em uma dimensão onde tudo é uma possibilidade. Você pode aderir a serviços que vão otimizar seu trabalho e diminuir custos da sua empresa, assim como pode fazer parte desses serviços de maneira integrada – isso significa usar as ofertas de maneira inteligente e gerar mais lucros. Por fim, você também pode enxergar nesse mercado uma brecha de criação de um serviço do seu próprio empreendimento.

Esse mundo de possibilidades está diretamente ligado à [personalização](https://www.revistahsm.com.br/post/a-hora-h-do-sxsw-consumo-imersivo-no-varejo), palavra-chave do momento. Tanto se ouve dizer sobre dados, big data, small data, algoritmos… Mas o que isso significa no mundo offline? A particularidade das entregas, a maneira personalizada como se tornou possível realizar tarefas para um cliente ou uma outra empresa é a vivência real daquilo que o digital consome a cada segundo.

“A transformação digital carrega o potencial de permitir às organizações resolver os maiores desafios da sociedade e precisamos começar a questionar para além das metodologias ou boas práticas de como fazê-la. De forma macro, a transformação digital tem duas forças motrizes principais. A primeira são as tecnologias passíveis de serem aplicadas a produtos e serviços. A segunda é a força invisível do mercado que evolui e responde conforme as necessidades dos consumidores”, ressalta Jan Kishi Diniz, sócio do Grupo Anga&D4namo.

*Confira mais artigos para empreendedores na [Comunidade Gestão PME](https://www.revistahsm.com.br/comunidade/gestao-pme).*

Compartilhar:

Artigos relacionados

Por que equipes entendem a estratégia e ainda assim não executam?

Muitas organizações possuem metas claras, planejamento estruturado e prioridades bem definidas, mas continuam enfrentando dificuldades para transformar estratégia em resultado. O problema raramente está na falta de entendimento. Está na capacidade de mobilizar pessoas, construir segurança psicológica e criar uma cultura em que colaboradores se sintam parte da solução, e não apenas destinatários das decisões.

Geopolítica da transição: o país precisa transformar potencial em influência

A disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, a transição energética e a corrida pela inteligência artificial estão redefinindo o equilíbrio global de poder. Nesse cenário, o Brasil reúne uma combinação rara de recursos estratégicos – energia limpa, minerais críticos e capacidade produtiva – que pode transformar sua posição internacional.

Três hipóteses para redesenhar o primeiro degrau da carreira

A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

O mito da prioridade “pra ontem” (e como não enlouquecer sua equipe)

A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Quando o BIM vira uma ilha: a lição do New York Times para a engenharia

Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Inovação & estratégia
8 de setembro de 2026 14H00
Na mitologia grega, os centauros simbolizavam a convivência entre razão e instinto. Hoje, a união entre inteligência humana e artificial cria uma nova versão desse mito e desafia líderes a equilibrar produtividade, discernimento e autonomia em um mundo cada vez mais automatizado.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
8 de setembro de 2026 08H00
Muito utilizada em contratos de locação em shopping centers, a chamada cláusula de raio impede que lojistas abram operações concorrentes em uma determinada área geográfica ao redor do empreendimento. Embora não seja considerada ilegal por si só, a prática tem sido cada vez mais questionada por seus potenciais impactos sobre a livre concorrência, a liberdade empresarial e os direitos dos consumidores. O artigo analisa a evolução do entendimento dos tribunais e do CADE sobre o tema e discute os critérios que devem orientar a avaliação de sua legalidade.

Daniel Cerveira - sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados e Coordenador da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da ABF - Associação Brasileira de Franchising

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 14H00
Muito além da programação e da montagem de robôs, o artigo mostra como a robótica educacional está ajudando estudantes a pensar criticamente, experimentar, colaborar e criar soluções para problemas reais, conectando aprendizagem, propósito e impacto social desde a escola.

André Brandão Sala - CEO da Robomind

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 08H00
O Brasil já demonstrou sua capacidade de formar pesquisadores altamente qualificados. O desafio agora é fortalecer as pontes entre universidades, empresas, investidores e empreendedores para que a produção científica gere mais inovação, competitividade e impacto social.

Luiz Caires, PhD - Cofundador e CEO da Vyro Bio

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
6 de setembro de 2026 15H00
Nem sempre a queda de engajamento está relacionada à falta de motivação individual. Muitas vezes, ela surge em ambientes onde as pessoas deixam de se sentir ouvidas, evitam discordar e aprendem que é mais seguro permanecer em silêncio.

Rodrigo Rovaris - Gerente de Gente & Gestão da Blendus

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Marketing & growth
6 de setembro de 2026 08h00
À medida que a produção de conteúdo se torna cada vez mais presente na vida profissional e pessoal, surge uma questão importante: estamos ampliando oportunidades ou naturalizando a ideia de que toda experiência, habilidade e momento da vida precisam ser convertidos em visibilidade, audiência e monetização?

Ingrid Spyker - sócia da Creator Economy

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
5 de setembro de 2026 14H00
A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Felipe Berneira - CEO da Pronnus Tecnologia

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
5 de setembro de 2026 08H00
À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
4 de setembro de 2026 14H00
A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Juliana Algodoal - PhD em Análise do Discurso e especialista em comunicação corporativa

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de setembro de 2026 08H00
As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Juliana Bezerra - Líder de conteúdo na DEA Design

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução