Gestão de Pessoas

Trabalho híbrido mantém aquecido o mercado de plataformas para o RH

Mais um serviço desse tipo é lançado recentemente em Curitiba; confira o case
Sandra Regina da Silva é colaboradora de HSM Management.

Compartilhar:

Gestão de pessoas tem sido um dos principais desafios quando se fala em novos modelos de trabalho. Afinal, é bem diferente acompanhar todos os funcionários presencialmente e a distância.

Algumas empresas são conhecidas por apoiar essa transformação digital do RH, como a Gupy, fundada em 2015, e a LG lugar de gente, que nasceu em Goiás em 1985 como revendedora de computadores e acabou se tornando uma especialista em soluções de tecnologia para recursos humanos. Mas, desde que a pandemia eclodiu, surgem, em vários locais do Brasil, mais plataformas de software como serviço (SaaS) para atender à demanda dos profissionais de RH de gerenciar a singularidade de cada um dos funcionários e retê-los num modelo de trabalho remoto/híbrido. O fato de essa tendência continuar aquecida mesmo com a pandemia mais sob controle indica, inclusive, que o modelo de trabalho híbrido vem amadurecendo.

É isso que mostra o lançamento recente da Voors, no final de junho, pela empresa de software Viasoft, sediada em Curitiba. Sua proposta é acompanhar e analisar o cotidiano dos funcionários e munir de dados o gestor para facilitar seu desenvolvimento. A seguir, __HSM Management__ detalha o caso Voors, que ilustra o que vem sendo ofertado no mercado brasileiro.

## Análises preditivas
A Voors é a evolução de uma plataforma anterior da Viasoft, a Nela. A principal diferença entre uma e outra é o foco nos resultados em vez de tarefas diárias. O mais importante do produto é seu objetivo macro, mas as responsabilidades individuais e tarefas diárias continuam a poder ser acompanhadas na plataforma.

Por trás da Voors, há um recurso de inteligência artificial que fornece informações para líderes, incluindo leitura do comportamento do colaborador e análises de desligamento de pessoas. “É uma ferramenta para identificar possíveis insatisfações e gargalos sentidos pelos colaboradores”, explica Cristian Prior, head de implantação na Viasoft. Assim, o profissional de RH pode traçar ações focadas visando à resolução de problemas sentidos que muitas vezes passam despercebidos pelos chefes diretos.

“Fizemos muita pesquisa para entender o que os gestores precisavam. Voors olha três pilares: comunicação, processos e performance. Com ela, a área não precisa mais ter um monte de ferramentas, porque entrega todas as funcionalidades numa mesma plataforma”, diz Prior. Há ainda uma camada de business intelligence (leia-se “de números”), que permite obter análises de rotatividade, perfil, remuneração e até gerar cruzamentos de metas com resultados para avaliar performance.

Entre outras coisas, a Voors permite aos gestores, por exemplo, fazer análises preditivas com relação ao seu time, já que os funcionários registram no aplicativo seus sentimentos e como estão evoluindo nos projetos e tarefas. “Os indicadores de performance e motivação são exibidos no app, que tem versões para todo tipo de dispositivo”, diz Eduardo Harthecopf, gestor de marketing da Viasoft.

*A repórter Sandra Regina da Silva viajou para Curitiba a convite da Viasoft.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

O álibi perfeito: a IA não demitiu ninguém

Quando “estamos investindo em inteligência artificial” virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

Da reflexão à praxis organizacional: O potencial do design relacional

Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Marketing & growth
4 de abril de 2026 07H00
A nova vantagem competitiva não está em vender mais - mas em fazer cada cliente valer muito mais. A era da fidelização começa quando ela deixa de ser recompensa e passa a ser estratégia.

Nara Iachan - Cofundadora e CMO da Loyalme

2 minutos min de leitura
Marketing & growth
3 de abril de 2026 08H00
Como a falta de compreensão intercultural impede que bons produtos brasileiros ganhem espaço em outros mercados

Heriton Duarte

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
2 de abril de 2026 08H00
À medida que a IA assume tarefas operacionais, surge um risco silencioso: como formar profissionais capazes de supervisionar o que nunca aprenderam a fazer?

Matheus Fonseca - Cofounder da Leapy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de abril de 2026 15H00
Entre renováveis, risco sistêmico e pressão por eficiência, a energia em 2026 exige decisões orientadas por dados e governança robusta.

Rodrigo Strey - Vice-presidente da AMcom

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de abril de 2026 08H00
Felicidade não é benefício: é condição de sustentabilidade para mulheres em cargos de liderança.

Vanda Lohn

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de março de 2026 18H00
Quando conversar dá trabalho e a tecnologia não confronta, aprender a conviver se torna um desafio estratégico.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...