Há vínculos que movem o mercado. E há aqueles que movem a gente. O networking estratégico, o de verdade, nasce quando esses dois mundos se encontram. Nos últimos encontros, vivi uma daquelas experiências que nos lembram por que insisto tanto em falar de relações humanas, pertencimento e inteligência relacional. E por que isso tem tão pouco a ver com agenda, poder ou troca transacional, e tudo a ver com humanidade.
Neste dia em questão, fui visitar um cliente, que nessa jornada se tornou um amigo querido. Eu me lembro dele começando, dos movimentos iniciais, os grandiosos planos e do trabalho sempre firme, corajoso e tão inovador.
Visitando seu novo escritório, me deparei com um lindo e grande prédio, um time enorme, operação robusta, uma empresa que cresceu não só em tamanho, mas em potência. E quando ele começou a me contar o que estava construindo… Eu me emocionei. De verdade.
Daquela emoção que sobe devagar e aperta o peito, precisei segurar firme a vontade de chorar. E não era emoção necessariamente pelo número de funcionários ou pelos resultados. Era pelo ser humano por trás do negócio, pela jornada, por tudo que ele superou e supera diariamente, o que entrega e o que representa, porque além de tudo, é um pioneiro no setor, tem coragem de experimentar e protagonizar o novo. Eu realmente me inspiro.
Ao encerrar nosso papo, encontrei um amigo e contei sobre a reunião anterior e, de novo, me emocionei ao narrar.
Depois fiquei pensando: que coisa bonita é sentir alegria genuína pelo crescimento do outro. E percebi algo sobre mim, sobre a minha forma de construir relações, sobre o meu trabalho e sobre o que, de fato, significa networking: eu nunca me conectei com ele pensando no tamanho que ele tinha. Ou no que teria. Sempre me conectei pensando no tamanho do bem que ele representa e no desejo profundo de vê-lo gigante, se esse fosse o sonho dele.
Essa é a diferença entre contato e vínculo. Entre agenda e rede. Entre presença e consideração.
Relacionamentos que emocionam mudam o jogo
Um relacionamento que não te move, expande e não desperta algo dentro do peito, dificilmente vai mover alguma coisa no mundo. Conexões sem afeto viram protocolo, e aquelas com afeto viram ponte.
E isso é inteligência relacional: é saber que pessoas não são marcos na nossa carreira, são parte da nossa vida. É entender que reciprocidade nasce antes de qualquer benefício. É perceber que o que sustenta o vínculo não é o que o outro pode te dar, mas aquilo que vocês constroem juntos.
E sim: isso tem impacto econômico, estratégico, profissional, mas antes de tudo, humano. Networking não é sobre o que as pessoas têm. É sobre quem elas são.
E quando você se relaciona a partir desse lugar, algo extraordinário acontece: o sucesso do outro te inspira, não te ameaça. A conquista do outro te emociona, não te distancia. A jornada do outro te ensina, não te intimida.
Isso é pertencimento, comunidade, maturidade relacional enetworking na sua forma mais pura e mais poderosa.
Se seus vínculos não te emocionam, talvez você esteja se relacionando com a estratégia errada
Networking não se faz com cálculo, se faz com coração disponível e intenção genuína. O vínculo que emociona é o mesmo que abre portas, sustenta decisões, fortalece reputações e transforma trajetórias, não porque exige algo, mas porque representa algo.
É essa tendência que ditará as relações não só em 2026, mas também nos próximos anos. E é nesse lugar que eu acredito. É desse lugar que eu construo e me inspiro. Todos os dias.




