Tecnologia e inovação

3 premissas que mostram como a tecnologia agrega valor ao seu negócio

Tecnologia tornou-se a palavra de ordem deste século. Companhias que aceleraram seus modelos de negócios a uma nova tendência tecnológica conseguiram vencer as batalhas de mercado e atender a um novo perfil de consumidores digitais.
Advogado, fomentador do Innovation Hub do IBMEC. E, Cofundador do Observa China - Think Tank. Além de sócio da 睿巴瑞 Advisory Company que apoia novos negócios tecnológicos entre Brasil e China.

Compartilhar:

Outras tantas empresas que detinham tecnologias já ultrapassadas e entenderam a necessidade de uma atualização aumentaram suas vendas, reduziram custos e, em alguns casos, encontraram novos segmentos para atuação. São inúmeros os exemplos de organizações que, durante a pandemia da Covid-19 estruturaram a digitalização de seus negócios como meio de sobrevivência. 

Contudo, qual teria sido o gatilho para uso destas tecnologias? 

Fundamentalmente, os fatores predominantes em alguma medida e/ou escala se cruzam em uma objetivação: criação de valor. Pois é, as companhias que rapidamente entenderam que o bom uso da tecnologia é fator essencial para o crescimento sustentável, e em alguns casos, à própria sobrevivência, agregaram valor aos seus modelos de negócios. 

A criação de valor a partir de [tecnologias colaborativas](https://revistahsm.com.br/post/colaboradores-desejam-tecnologias-para-o-cuidado-mental) em qualquer modelo de negócio se baseia em três premissas essenciais. A primeira é a reanálise constante do modelo de negócio adaptado às novas tendências e a novos segmentos. A segunda delas é a estruturação de uma plataforma digital sólida que atinja seus consumidores sem fricções. A terceira é a inovação. Notamos que as mais expressivas companhias tecnológicas souberam fortalecer suas marcas a partir de um produto primário. Posteriormente criaram valor a suas plataformas, a partir de um desdobramento de outros produtos e/ou segmentos secundários.

A seguir, nos aprofundaremos nas três premissas essenciais. 

## Reanálise constante do modelo de negócio adaptado às novas tendências e a novos segmentos

Um exemplo notável desta premissa é o Alibaba Group, que soube navegar com sucesso em novos segmentos de negócios desde a sua criação. A partir do crescimento exponencial de mercado motivado por vendas em e-commerce, a liderança do Alibaba soube aproveitar o ecossistema já facilitado para estruturar um canal para meios de pagamento chamado “Alipay”. Posteriormente, em decorrência do sucesso entre os consumidores do produto, o “Alipay” foi desmembrado e tornou-se o “Ant Group”. Atualmente, o braço financeiro do Alibaba Group é uma das maiores empresas de tecnologia financeira com sede na China. Atualmente, a companhia possui um valor de mercado de US$35 bilhões. 

## Estruturação de uma plataforma digital sólida

Quando pensamos na criação de uma plataforma digital, não podemos perder de vista que fatores essenciais como pioneirismo, custos, parcerias estratégicas e clientes são pedras angulares de um projeto bem sucedido. As [plataformas mais engajadas](https://revistahsm.com.br/post/relacionamento-com-cliente-sem-tecnologia-nao-da) do mundo souberam disponibilizar um canal eficiente e facilitado aos seus consumidores para a comercialização de seus produtos. Podemos exemplificar isso com o caso do TikTok, que chegou a 800 milhões de usuários ativos mensais dentro de três anos do lançamento.

Para quem não conhece, o TikTok faz parte do grupo ByteDance, avaliado em torno de US$78 bilhões em apenas sete anos desde a sua fundação. A ByteDance ganhou destaque no mercado chinês ao inaugurar com pioneirismo uma nova era de videostreaming e mídia social, baseada em um modelo simples de interação que permite aos seus usuários criarem e compartilharem vídeos curtos e criativos. A simplicidade dos gráficos de interação de seu aplicativo, somada à facilidade de gravar novos vídeos, fizeram com que a plataforma chegasse a milhões de usuários em poucos meses. 

## Inovação

Por fim, não podemos perder de vista o principal motivador de qualquer base tecnológica: a inovação. Ingressar em segmentos com produtos e serviços com consideráveis avanços tecnológicos e/ou criar novos nichos de mercados, a partir de uma tecnologia inédita, são verdadeiras molas propulsoras à evolução dos mercados. A busca constante de parcerias estratégicas, como com empresas de logística e e-commerce, ou o incremento de features inovadoras que facilitam a vida do consumidor (como o botão de compra instantânea da Amazon) trazem o conceito mais puro de inovação às mãos dos consumidores. 

Neste quesito, o Alibaba ganha destaque mais uma vez. Durante a pandemia, a companhia criou um modelo de negócio para empoderar empresas e transformar digitalmente seus negócios por meio de seu know-how nas áreas de dados analíticos, tecnologia e operação.  O desenvolvimento de novos negócios tornou o Alibaba uma das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo, com valor de mercado avaliado em cerca de US$455 bilhões ao final do ano fiscal de 2019.

Além disso, durante o período da pandemia do novo coronavírus na China, o Alibaba Cloud identificou dentro dos nichos de monitoramento e diagnóstico da doença oportunidades de novos negócios. Assim, foram implementados três soluções inovadoras e rentáveis: a Epidemic Prediction Service, uma solução com foco em estimar período de pico, áreas de risco e contágio;  Genome Sequencing Data Analysis, uma solução que através de inteligência artificial aprimora a análise do genoma do vírus; e o CT Image Analytic Service, uma solução cujo foco é melhorar a performance dos testes da COVID-19.

Fundamentalmente, a tecnologia tem ajudado empresas em muitas métricas para criação de valor. É possível predizer que em um contexto em que a demanda global caminha cada vez mais para uma escala de oferta digitalizada de serviços e produtos, as empresas que souberem avaliar profundamente as novas tendências de mercado, por meio de uma constante reanálise de seus modelos de negócios e uma busca contínua por avanços tecnológicos terão os maiores diferenciais competitivos. Isto é, plataformas cada vez responsivas e facilitadoras aos consumidores terão mais chances de vencer o maior pesadelo de todas as companhias contemporâneas: tornarem-se obsoletas.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Morte: a próxima fronteira do bem-estar

Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Os rumos da agenda de diversidade, equidade e inclusão nas empresas brasileiras em 2026

Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência – com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de março de 2026 13H00
Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência - com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
29 de março de 2026 07H00
Este artigo revela por que entender o nível real de complexidade do próprio negócio deixou de ser escolha estratégica e virou condição de sobrevivência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de março de 2026 11H00
A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo - e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Poliana Abreu - Chief Knowledge Officer da Singularity Brazil, HSM e Learning Village

2 minutos min de leitura
Estratégia
28 de março de 2026 06H00
Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência - e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

André Veneziani - VP Comercial Brasil e Latam da C-MORE

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de março de 2026 13H00
Investir em centros de P&D deixou de ser opcional: tornou‑se uma decisão estratégica para competir em mercados cada vez mais tecnológicos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Estratégia
27 de março de 2026 07H00
Medir saúde organizacional deveria estar no mesmo painel que receita, margem e eficiência. Quando empresas tratam bem-estar como benefício e não como gestão, elas não só ignoram dados alarmantes - elas comprometem produtividade, engajamento e resultado.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...