Direto ao ponto

Quem seremos após a tormenta

Os líderes precisam ajudar suas equipes a tirar o aprendizado mais rico – e mais humano – da pandemia, como afirma artigo da strategy+business

Compartilhar:

A pandemia de covid-19 está deixando um rastro devastador em todo mundo. No Brasil – que caminha a passos de tartaruga na vacinação enquanto vive o maior colapso hospitalar e sanitário de sua história, como apontou um estudo da Fiocruz –, fica a cada dia mais difícil compreender e elaborar tanta morte, tanta tristeza. Pois é com esse nó na garganta que as pessoas que estão tendo o privilégio de permanecer seguras e seguir com suas vidas têm que trabalhar e produzir todos os dias. Nas empresas, cabe aos líderes ajudá-las a tirar o melhor aprendizado possível desse momento obscuro.
Em artigo para a strategy+business, Eric J. McNulty, diretor associado da National Preparedness Leadership Initiative, ressalta que a questão não é o que faremos no pós-pandemia – e, sim, quem seremos e como iremos conviver uns com os outros. “A Covid-19 deu aos executivos o mais próximo do que eles jamais terão de uma folha em branco para reescrever normas e expectativas sobre o trabalho”, diz McNulty. “Será necessário criar espaço para conversas abertas e honestas de forma a colher a sabedoria das pessoas e aprender com a pandemia.” Ele sugere três práticas de liderança para ir além de simplesmente tentar voltar ao “normal”.

## Afirme o que importa para você.
A sugestão vem do livro TouchPoints, de Douglas Conant, ex-CEO da Campbell Soup Company. Conant sugere que os líderes compartilhem abertamente por que eles escolhem liderar e segundo quais códigos escolhem viver. McNulty recomenda ir além e ampliar isso para as equipes. “Crie um fórum no qual as pessoas possam compartilhar seus insights e usá-los para transformar o ambiente de trabalho – a configuração do espaço, as agendas, as normas, as práticas.” O feedback pode ser valioso e ajudar todos a trabalhar melhor juntos.

## Utilize o tempo de todos da melhor forma.
Como seria a organização se todos se esforçassem ao máximo não só para gerar resultados para o negócio, mas também para promover crescimento pessoal e profissional? Como seria se esse nível de engajamento fosse real? McNulty propõe um exercício para ilustrar o que é possível fazer para chegar lá. “Peça que todos desenhem dois gráficos de pizza. No primeiro, devem mostrar de que forma ocupam seu tempo hoje no trabalho. No segundo, como idealmente ocupariam esse tempo. O exercício consiste em criar o maior alinhamento possível entre os dois gráficos.”

## Facilite o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A pandemia borrou os limites entre a casa e o trabalho e isso só agravou a epidemia de burnout que já afetava o mundo corporativo. Mais do que nunca, os líderes precisam se comprometer a ajudar as pessoas a conquistar uma vida profissional – e pessoal – significativa.
Vale incluir metas pessoais nos indicadores de desempenho, criar dias livres de reuniões e, por que não, manter a liberdade para trabalhar de casa mesmo depois da vacina. Trata-se de acabar de vez com aquele conceito de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal em que o trabalho sempre vem primeiro.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A voz que não se ouve

Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

O que um anti-herói pode nos ensinar sobre liderança?

Neste artigo, a figura do Justiceiro, anti-herói da Marvel Comics, serve como metáfora para discutir o que realmente define o legado de um líder: a capacidade de sustentar princípios quando resultados pressionam, escolhas difíceis se impõem e o custo de fazer o certo se torna inevitável.

Quem vê as baratas cedo lidera melhor

Os melhores líderes internacionais não se destacam apenas pela estratégia. Destacam-se por perceber cedo os pequenos sinais de desalinhamento entre a matriz e os mercados, antes que eles virem problemas caros.

A NR‑1 encontrou a IA. O modelo antigo não sobrevive.

A nova norma exige gestão contínua de risco, mas só a inteligência artificial permite sair da fotografia pontual e avançar para um modelo preditivo de saúde mental nas organizações. Esse artigo demonstra por que a gestão de riscos psicossociais exige uma operação contínua, preditiva e orientada por dados.

Tecnologia & inteligencia artificial
3 de maio de 2026 08H00
Mais do que tecnologia, a inteligência artificial exige compreensão. Este artigo mostra por que a falta de letramento em IA já representa um risco estratégico para empresas que querem continuar relevantes.

Davi Almeida - Sócio da EloGroup, Rodrigo Martineli - Executive Advisor da EloGroup e Pedro Escobar - Gerente sênior da EloGroup

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
2 de maio de 2026 13H00
Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

8 minutos min de leitura
Liderança
2 de maio de 2026 07H00
Neste artigo, a figura do Justiceiro, anti-herói da Marvel Comics, serve como metáfora para discutir o que realmente define o legado de um líder: a capacidade de sustentar princípios quando resultados pressionam, escolhas difíceis se impõem e o custo de fazer o certo se torna inevitável.

Cristiano Zanetta - Empresário, escritor e palestrante TED

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
1º de maio de 2026 14H00
Se o trabalho mudou, o espaço precisa mudar também. Este artigo revela por que exigir presença física sem intencionalidade cultural e cognitiva compromete saúde mental e produtividade.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

16 minutos min de leitura
Liderança, Marketing & growth
1º de maio de 2026 07H00
Os melhores líderes internacionais não se destacam apenas pela estratégia. Destacam-se por perceber cedo os pequenos sinais de desalinhamento entre a matriz e os mercados, antes que eles virem problemas caros.

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Bem-estar & saúde
30 de abril de 2026 18H00
A nova norma exige gestão contínua de risco, mas só a inteligência artificial permite sair da fotografia pontual e avançar para um modelo preditivo de saúde mental nas organizações. Esse artigo demonstra por que a gestão de riscos psicossociais exige uma operação contínua, preditiva e orientada por dados.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Liderança
30 de abril de 2026 15H00
Este artigo desmonta o mito de que “todo mundo já chegou” na inteligência artificial - os dados mostram que não é verdade. E é exatamente aí que mora a maior oportunidade desta década (para quem tiver coragem de começar).

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
30 de abril de 2026 11H00
O futuro não é humano nem artificial: é combinado. O diferencial está em quem sabe conduzir essa inteligência. Este artigo propõe uma mudança radical de mentalidade: na era em que a inteligência deixou de ser exclusiva do humano, o diferencial competitivo não está mais em saber respostas - mas em fazer as perguntas certas, reduzir a fricção cognitiva e liderar a combinação entre mente humana e IA.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
30 de abril de 2026 08H00
Quem nunca falou e sentiu que o outro “desligou”? Este artigo recorre à neurociência para explicar por que isso acontece - e sugere o que fazer para trazer a atenção de volta.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
29 de abril de 2026 18H00
Este é o primeiro artigo de uma série de cinco que investiga o setor farmacêutico brasileiro a partir de dados, conversas com líderes e comparações internacionais, para entender onde estamos, como o capital vem sendo alocado e até que ponto a indústria nacional consegue, de fato, gerar inovação e deslocamento tecnológico.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

17 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...