Liderança
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A gente quer “ser” a liderança que queremos “ter”?

Reflexão importante, especialmente em tempos incertos como esse
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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Tempos de eleições, mudanças e ajustes organizacionais em várias empresas para se moldar aos novos tempos. Normal, em períodos como estes, vir a pergunta: que tipo de líder eu gostaria de ter? Sempre que eu ouço essa questão, aproveito para devolver: que tipo de líder você gostaria de ser? Depois do espanto, o sorriso. É assim que normalmente a conversa segue. 

A indagação assusta um pouco, mas ajuda a refletir sobre um bocado de coisas. Se liderar não é fácil, imagina hoje em dia, com o tanto de temas que a gente bem que poderia mudar de lugar, ajustar, reformar etc. 

Mas para tornar esse post curto, vou resumir aqui o que eu gosto, curto e me inspiro sobre lideranças empresariais. Espero não decepcionar vocês, mas política eu debato só pessoalmente. 

– Só dar lucro é muito pouco. Aliás, é o mínimo que a gente pode esperar das lideranças. Que não se limitem aí as nossas preocupações. 

– Liderança que olha no olho, que conversa e respeita. Rende 30 posts esse tema, né? Mas destaco que nada significa mais respeito do que educação nua e crua, que tem a ver com ouvir e considerar diferentes ideias, e com “deixar saber” – quanto mais a gente conhece sobre um tema, mais entende sobre ele e sobre as consequências. Quando a gente se vê de calças curtas numa situação, a gente se sente no mais profundo abandono. Vítima das circunstâncias. Ou seja, uma boa liderança dá contexto, dá porquês, explica os “comos”. Em outras palavras, tem tempo para as pessoas. 

– É preciso pensar em distribuir valor. O que não significa “dar coisas” ou ter uma postura assistencialista. Significa criar condições para que as pessoas vivam melhor e, com isso, possam comprar os produtos que a nossa empresa vende. Ou seja, a economia como um todo melhora para todos, não para um grupinho de privilegiados. E não vamos começar com a história de que é o mercado que demanda, tem que ser competitivo etc e tal. Liderar significa, sobretudo, **decidir** as regras da competição e do mercado.

– Até onde estamos dispostos a ir para proteger / respeitar o meio ambiente? Tema difuso, bem difuso. Mas trago aqui minha pequena contribuição: se a gente esperar a próxima geração dar um jeito nisso, o custo vai ser tão tão tão alto, que talvez a gente tire deles a oportunidade de serem bem-sucedidos. Pergunto: é mesmo o melhor que podemos fazer?

Para finalizar, faço a você um convite para continuarmos esse post.

Que tipo de líder você quer ser?

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É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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