Uncategorized

Aprendendo a ser dono da própria carreira

Na Johnson & Johnson, o trainee começa a fazer sua trilha dentro da empresa e até se submete à avaliação dos pares

Compartilhar:

“A Johnson & Johnson é um universo de possibilidades.” A frase é de Rafael Azevedo, trainee do programa de 2014 da empresa, que estudou ciências econômicas na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto e direito na Uniseb COC, e já mostra a inclinação do jovem: Rafael buscou graduações que dessem “visão macro a respeito dos comportamentos das instituições, corporações e pessoas”. Na empresa, amplitude também é a tônica. Para celebrar as mudanças que virão em 2016 (elas sempre vêm), mudamos o formato da coluna e batemos bola com Rafael:

Como está a vida de trainee? Muito melhor do que eu esperava. Tudo é muito dinâmico, alternando trabalhos em campo com escritório, e um ponto bem positivo é o constante contato com as diversas áreas da empresa. 

Além disso, somos donos de nossos horários e temos total autonomia para nos organizar. Estamos acostumados com a ideia de que ninguém além de nós mesmos é responsável por nosso sucesso. Do que você mais gosta? Talvez do contato com diversas regiões do mundo para alinhamento de projetos, compartilhamento de estratégias e ideias. 

Isso abre o horizonte de oportunidades, e existe a possibilidade real de participar de treinamentos e eventos nos Estados Unidos. A seleção foi muito puxada? Defino como surpreendente. Por exemplo, pela primeira vez em uma dinâmica de grupo, os candidatos deram feedback uns aos outros. No final do processo, quando fomos aprovados, aconteceu uma coisa incrível também, mas que não posso revelar, por causa dos futuros trainees [risos]. 

Também houve interação com trainees da turma anterior, um diferencial. Você usaria o adjetivo “fácil” para definir sua integração? Acho que não. Mas há uma razão. Entrei na Depuy Synthes, franquia de ortopedia que faz parte da Johnson & Johnson Medical Devices, e ela passava por uma fusão. Como era de prever, as peças estavam se encaixando, e todo mundo tinha muito trabalho. Eu também esperava ter um ambiente de menos cobrança no qual minha maior obrigação seria aprender. Logo entendi que seria cobrado por resultado; amadureci muito.

O que você acha da estrutura do programa? Em geral, é a tradicional. No começo, na Depuy Synthes, fiquei totalmente focado em vendas, para aprender sobre processos e entender como as áreas se complementam. Depois, houve bastante treinamento de produtos. No meio do primeiro ano, a gente recebe uma carteira de clientes e inicia efetivamente o trabalho como vendedor e desenvolvedor de mercado. 

O diferente é que, depois um ano, quis mudar de lugar e consegui; a companhia acredita mesmo que você é dono de sua carreira. Conversei com meu gestor e com o RH, e eles se movimentaram para me ajudar; agora trabalho com marketing de materiais de medicina esportiva. Quais os segredos para se dar bem na equipe? Ser disposto, proativo, humilde. Você está feliz? Sim, acho que minha evolução foi exponencial, muito mais rápida e robusta do que eu imaginava. A Johnson & Johnson é uma excelente escola de caráter e profissionalismo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Lifelong learning
16 de fevereiro de 2026
Enquanto tratarmos aprendizagem como formato, continuaremos acumulando cursos sem mudar comportamentos. Aprender é processo e não se resume em um evento.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
13 de fevereiro de 2026
Entre previsões apocalípticas e modismos corporativos, o verdadeiro desafio é recuperar a lucidez estratégica.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
12 de fevereiro de 2026
IA entrega informação. Educação especializada entrega resultado.

Luiz Alexandre Castanha - CEO da NextGen Learning

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, ESG
11 de fevereiro de 2026

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
10 de fevereiro de 2026
Quando a inovação vira justificativa para desorganização, empresas perdem foco, desperdiçam recursos e confundem criatividade com falta de gestão - um risco cada vez mais caro para líderes e negócios.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de fevereiro de 2026
Cinco gerações, poucas certezas e muita tecnologia. O cenário exigirá estratégias de cultura, senso de pertencimento e desenvolvimento

Tiago Mavichian - CEO e fundador da Companhia de Estágios

4 minutos min de leitura
Uncategorized, Inovação & estratégia, Marketing & growth
6 de fevereiro de 2026
Escalar exige mais do que mercado favorável: exige uma arquitetura organizacional capaz de absorver decisões com ritmo, clareza e autonomia.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de fevereiro de 2026
O desafio não é definir metas maiores, mas metas possíveis - que mobilizem o time, sustentem decisões e evitem o ciclo da frustração corporativa.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
4 de fevereiro de 2026
O artigo dialoga com o momento atual e com a forma como diferentes narrativas moldam a leitura dos acontecimentos globais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
3 de fevereiro de 2026
Organizações querem velocidade em IA, mas ignoram a base que a sustenta. Governança de Dados deixou de ser diferencial - tornou-se critério de sobrevivência.

Bergson Lopes - CEO e fundador da BLR Data

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...