Transformação Digital, Gestão de pessoas

Avaliação 9 box: entenda como funciona a metodologia e quando adotá-la na empresa

Especialistas explicam como tirar o melhor proveito da ferramenta para diminuir os índices de rotatividade dos funcionários e aumentar a satisfação profissional
Ellen Murray é orientadora de carreira e especialista em Pessoas e Cultura na Refuturiza, ecossistema de educação e empregabilidade Com mais de 10 anos de experiência com orientação de profissional, análise de benefícios e processos de recrutamento humanizados, Ellen Murray é, atualmente, Especialista em Carreiras do ecossistema de educação e empregabilidade Refuturiza. A profissional possui graduação em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos, além de somar certificações como Mentoria Humanizada, Análise Comportamental Aprofundada e Recrutamento e Seleção focados em D&I.

Compartilhar:

A Avaliação 9 Box é uma ferramenta empregada pelo departamento de Pessoas e Cultura para avaliar o desempenho e o potencial dos colaboradores. Ao comparar os resultados atuais com as expectativas da organização, essa avaliação auxilia na identificação de talentos, no desenvolvimento de líderes e no alinhamento das estratégias de pessoal com os objetivos organizacionais, configurando-se uma abordagem estratégica.

Segundo o levantamento da consultoria de recrutamento Michael Page, mais de 80% dos funcionários que deixam seus empregos o fazem devido a questões relacionadas à insatisfação com a liderança, falta de oportunidades de crescimento ou falta de reconhecimento. Assim, implementar a Avaliação 9 Box pode ajudar as empresas a minimizar esses problemas, fornecendo uma estrutura clara para o desenvolvimento de talentos e a progressão na carreira.

Para a sócia-diretora e especialista em Pessoas e Cultura da Refuturiza, Renata Fonseca, adotar essa metodologia é não apenas identificar e desenvolver seus líderes de amanhã, mas também aumentar a satisfação e o engajamento dos funcionários, reduzindo os índices de rotatividade:

“A avaliação 9 box ajuda as empresas a identificar talentos dentro da organização, destacando colaboradores com alto potencial e desempenho, e planejando o desenvolvimento de carreira dos colaboradores de acordo com suas capacidades e aspirações”, destaca a profissional da Refuturiza, ecossistema de educação e empregabilidade.

Por meio da ferramenta, é possível identificar talentos e criar um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) de forma estratégica.

“Com 9box, conseguimos criar feedback estruturado que não aborda somente habilidades técnicas, mas leva em consideração as habilidades comportamentais dos colaboradores”, complementa Ellen Murray, orientadora de carreira e especialista em RH na Refuturiza.

# Avaliação 9 box sob medida para cada empresa

Também conhecida como Matriz Nine Box, a Avaliação 9 box avalia e classifica os colaboradores com base em duas dimensões principais. Nesse método de avaliação, os trabalhadores são plotados em um gráfico de duas dimensões, com o eixo horizontal representando o desempenho atual e o eixo vertical representando o potencial de crescimento futuro, no caso da empresa ter escolhido esse parâmetro de avaliação. Isso resulta em uma grade de nove quadrantes, daí o nome 9 Box.

Cada quadrante tem um significado distinto e aponta um conjunto específico de ações que podem ser tomadas em relação aos colaboradores.

Na Avaliação 9 Box, os eixos são editáveis, assim a empresa pode parametrizar os que serão utilizados na avalição.

“Esse é um diferencial grande da nossa plataforma: permitir que a empresa parametrize as dimensões que serão avaliadas. Desta forma, os gestores têm liberdade em utilizar a avaliação que faz mais sentido para a empresa. Por exemplo, é possível utilizar Desempenho x Potencial, Desempenho x Valores ou Desempenho x Fit Cultural, entre outros”, cita Renata.

Fit cultural – ou compatibilidade cultural – refere-se à harmonia entre um indivíduo e a cultura de uma organização. Em outras palavras, é a adequação entre os valores, crenças e comportamentos de uma pessoa e os valores, crenças e comportamentos que são valorizados e incentivados por uma empresa ou grupo.

Quando há um bom fit cultural, os funcionários tendem a estar mais engajados, satisfeitos e produtivos, pois se sentem alinhados com os objetivos e a forma de trabalhar da organização.

“Um dos pilares da construção da Avaliação 9 box é transparência em todos os processos. Sabemos que, para criar uma cultura organizacional forte e alinhada, a empresa precisa criar processos transparentes e uma comunicação clara. A 9 box busca encontrar e reter talentos, focando sempre na individualidade de cada profissional. De maneira clara, a ferramenta tem um papel relevante na formação de uma cultura organizacional sólida, fomentando transparência, meritocracia, crescimento constante e participação ativa dos funcionários”, explica Ellen.

# Como aplicar a avaliação na sua empresa

Para implementar com sucesso a Avaliação 9 Box na empresa, é importante capacitar os profissionais, bem como os gestores que participarão do processo. Com instrutores especializados e uma abordagem prática, é possível aprimorarem suas habilidades e impulsionarem o sucesso organizacional.

A ideia dos cursos é ensinar como criar e analisar essa ferramenta, mostrar quais são os planos para permanência, desenvolvimento individual e alta performance dos colaboradores, tipos de feedbacks, técnicas de comunicação não violenta, ferramenta diário de bordo, indicadores e métricas, entre outros conhecimentos, oferecendo uma oportunidade única para os profissionais interessados, assim podem aprimorar suas habilidades e impulsionarem o sucesso organizacional.

A tecnologia permite resultados assertivos e economia de recursos. Plataformas de Gestão de Pessoas têm disponibilizado soluções ágeis para operacionalizar a avaliação em empresas de diferentes portes e atuantes em diferentes segmentos.

“Oferecer a Avaliação 9 box de forma on-line pode tornar o processo mais eficiente, acessível e conveniente para colaboradores e gestores, ao mesmo tempo em que reduz custos e melhora a experiência geral do processo de avaliação”, ressalta Renata Fonseca.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A tecnologia muda. A essência da advocacia permanece.

Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Chega de olhar pelo retrovisor

A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Empresas preparadas para a próxima década não usam IA. Elas se reorganizam ao redor dela.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

O que separa empresas inovadoras das que apenas fazem inovação

Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Pare de tentar prever o mundo. Construa uma empresa que aguenta vários.

Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de agosto de 2026 08H00
Trinta e cinco anos após a criação da Lei de Cotas, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo medida principalmente pelo número de contratações. O desafio agora é outro: garantir experiências de trabalho dignas, acessíveis e capazes de promover desenvolvimento, pertencimento e crescimento profissional.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
5 de agosto de 2026 14H00
Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
5 de agosto de 2026 08H00
A mobilização que o maior evento esportivo do mundo desperta revelou algo poderoso sobre os brasileiros: nossa capacidade de nos unir em torno de um objetivo comum. Mas por que essa mesma energia raramente se traduz em avanços estruturais para o país?

Laura Jane Pereira de Souza - Administradora de empresas, consultora e mentora

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
4 de agosto de 2026 14H00
O retorno obrigatório ao trabalho presencial tem sido defendido como uma solução para desafios de gestão, colaboração e produtividade. O artigo propõe uma reflexão: organizações de alta performance gerenciam pessoas pela presença ou pelo valor que entregam?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia
4 de agosto de 2026 de 2026
Durante um dos maiores congressos de RH do mundo, uma provocação ganhou destaque: o futuro da área não será definido por sua capacidade de justificar sua relevância, mas por demonstrar, com dados e resultados, o impacto que gera para o negócio. Em um cenário marcado por inteligência artificial, novas formas de trabalho e pressão crescente por resultados, o RH é chamado a assumir um papel cada vez mais estratégico.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo