Business content, Gestão de pessoas, Estratégia e execução

Cinco megatendências para o futuro do trabalho

Saiba o que em breve vai interferir no desenvolvimento dos profissionais – e como se preparar para elas
É jornalista, colaborador de __HSM Management__ e __MIT Sloan Review Brasil__, autor dos livros Esquina Maldita e Rua da Margem - Histórias de Porto Alegre, além de editar o portal do Rua da Margem.

Compartilhar:

Especialistas como Tom Haak, diretor do HR Trend Institute, buscam mapear o que virá pela frente no mundo do trabalho com objetivo de ajudar os profissionais a desenvolverem as competências necessárias para encarar os novos tempos. Haak – que, anteriormente, atuou como executivo de RH em empresas como Philips Electronics, KPMG, Aon e Arcadis – observa a evolução de tendências de longo prazo, as quais denomina “megatendências”, tanto nos domínios das pessoas quanto no das organizações.

Durante o evento Conexões LG, evento promovido pela LG lugar de gente com curadoria de __HSM Management__, o especialista em gestão de pessoas compartilhou essas megatendências com os participantes. Confira quais são elas.

## 1. Propósito
A primeira megatendência a ser considerada é o propósito, que indica – em última instância – o que estamos fazendo para ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Mais do que palavras bonitas, o que está em jogo é a disposição de assumir responsabilidades.

Haak adianta que um [propósito claro e definido](https://blog.lg.com.br/proposito/) não se limita a atender as expectativas das pessoas que atuam dentro da empresa. Para ele, muitas organizações ainda estão demasiadamente focadas nos trabalhos internos e não [assumem responsabilidades](https://www.revistahsm.com.br/post/esg-a-decada-decisiva-para-o-planeta-e-o-futuro-do-capitalismo) em relação aos problemas da sociedade de maneira mais ampla.

## 2. Velocidade
Outra tendência de longo prazo que afeta diretamente o [futuro do trabalho](https://blog.lg.com.br/futuro-trabalho/) é a velocidade. Basta olhar em volta para perceber que, a cada dia, as coisas andam mais rápidas. A questão é saber adaptar-se a isso. O que atrapalha é que boa parte das ferramentas, sistemas e processos de RH foi elaborada em outra época, quando as organizações se moviam em um ritmo bem mais lento.

Exemplo? Uma parcela considerável de empresas ainda utiliza o ciclo de um ano completo para planejar os processos de gestão de performance. Elas estabelecem metas no começo do ano e buscam executá-las ao longo dos 12 meses seguintes, com uma pausa para avaliação no meio do ano. Desse modo, os resultados são revisados apenas ao final do ciclo anual.

“Todos já trabalhamos com ciclos anuais. Mas, para muitas organizações, isso é lento demais. Já estamos vendo que muitos desses ciclos se tornaram menores, eles viraram ciclos trimestrais”, afirmou Haak durante o evento. O raciocínio vale também para preenchimento de cargos e funções – em vez de dias, semanas ou até meses, por que não preencher as lacunas em questão de horas? “Isso é transformação, passar de meses para horas.”

## 3. Mudar a estrutura das organizações
A estrutura de boa parte das empresas está apegada à tradicional figura da pirâmide. Ou seja, encontra-se ainda subordinada a modelos de comando e hierarquia. Outra parcela já está evoluindo para o formato de organização em rede e, com isso, tornando-se cada vez mais horizontal e transparente. No modelo de organizações em rede, importa saber como as equipes são capazes de gerenciar a si mesmas, com autonomia e liderança distribuída.

Além disso, ao invés de focar somente nas pessoas que compõem sua [folha de pagamento](https://blog.lg.com.br/folha-pagamento-nuvem/), as organizações em rede estão direcionando suas atenções também para stakeholders, como fornecedores, consultores e clientes, e para a sociedade em geral. O diretor do HR Trend Institute cita o exemplo de uma companhia francesa que promove programas de treinamento para jovens do ensino médio, não somente com a finalidade de recrutar novos funcionários no futuro, mas também de ampliar o grau de consciência tecnológica para além dos muros da empresa. É um caso esclarecedor de organização que ampliou o foco de suas ações para alinhar seus objetivos aos da sociedade em geral, afirma ele.

Outra perspectiva é pensar que, no futuro, as organizações possam se transformar em hubs de talentos. Significa que, se precisarem de certas capacidades, poderão buscá-las em outro lugar, o que pressupõe estarem abertas também para compartilhar seus talentos com stakeholders ou mesmo outras organizações. De acordo com Haak, o RH deverá desempenhar importante papel na criação de hubs de talentos.

## 4. Aprender no fluxo do trabalho
Outro conceito essencial para o trabalho do futuro é o de aprender no fluxo do trabalho. Pode ser entendido também como estar o mais próximo possível do trabalho real executado pelas pessoas dentro da organização.

Para Haak, a maior parte das soluções de aprendizado de desenvolvimento está desconectada do trabalho efetivo realizado pelos colaboradores. “Reunimos pessoas em salas de aula, em conferências, quando o desafio é como chegar perto do trabalho real. Aprender no fluxo de trabalho é um conceito muito importante”, afirma.

## 5. Habilidades são mais importantes do que cargos
Finalmente, a quinta megatendência do futuro do trabalho é olhar mais para habilidades do que para cargos. O que isso representa na prática? Em vez de procurar alguém que combine com um cargo, buscar as funções que as pessoas podem desempenhar na organização, até mesmo em diferentes equipes.

Para isso, é preciso ampliar o leque de habilidades. Como? Desenvolvendo pessoas com habilidade A para que adquiram habilidade B e, dessa maneira, contribuam ainda mais com a organização. O foco em habilidades melhora o aproveitamento do potencial das equipes e aperfeiçoa o processo de recrutamento nas organizações.

Para se aprofundar na discussão sobre a transformação do mercado de trabalho, [clique aqui](https://pages.lg.com.br/ebook-conexoes-lg-hsm) e baixe o e-book *Insights do Conexões LG*.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quando uma guerra distante impacta os preços no mundo e no Brasil

Quando a geopolítica esquenta, o impacto não começa nos noticiários – começa na planilha: energia mais cara, logística pressionada, insumos instáveis e margens comprimidas. Este artigo revela por que guerras longínquas se tornam, em poucos dias, um problema urgente de precificação, estratégia e sobrevivência financeira para as empresas.

Inovação & estratégia
16 de março de 2026
A tecnologia acelera tudo - inclusive nossos erros. Só a educação é capaz de frear impulsos, criar critérios e impedir que o futuro seja construído no automático.

Adriana Martinelli - Diretora de Conteúdo da Bett Brasil

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
15 de março de 2026 14H30
Direto da cobertura do SXSW 2026, este artigo percorre as conversas que dominam Austin: quando a tecnologia entra em superciclo e a IA deixa de ser apenas inovação para se tornar força estrutural, a pergunta central deixa de ser técnica - e passa a ser profundamente humana: como preservar significado, pertencimento e propósito em um mundo cada vez mais automatizado?

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

6 minutos min de leitura
Marketing & growth, Inovação & estratégia
15 de março de 2026 11H00
Diretamente da cobertura do SXSW 2026, este artigo parte de uma provocação de Tom Sachs para tensionar uma pergunta incômoda a líderes e criadores: é possível engajar pessoas, construir mundos e sustentar visões quando nem nós mesmos acreditamos, de verdade, no que comunicamos todos os dias?

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Estratégia
15 de março de 2026 08H00
Quando empresas tratam OKR como plano, roadmap como promessa e cronograma como estratégia, não atrasam por falta de prazo - atrasam por falta de decisão. Este artigo mostra por que confundir artefatos com governança é o verdadeiro custo invisível da execução.

Heriton Duarte e William Meller

15 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de março de 2026 14H00
Direto do SXSW 2026, uma reflexão sobre o que está acontecendo com a Gen Z chegando ao mercado de trabalho cheia de responsabilidades de adulto e ferramentas emocionais de adolescente.

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

2 minutos min de leitura
Estratégia
14 de março de 2026 08H00
Feiras não servem mais para “aparecer” - quem participa apenas para “marcar presença” perde o principal - a chance de antecipar movimentos, ampliar repertório e tomar decisões mais inteligentes em um mercado cada vez mais complexo.

Fábio Kreutzfeld - CEO da Delta Máquinas Têxteis

2 minutos min de leitura
Liderança
13 de março de 2026 14H00
Diretamente do SXSW 2026, uma reflexão sobre como “autoridade” deixa de ser hierarquia para se tornar autoria - e por que liderar, hoje, exige mais inteireza, intenção e responsabilidade do que cargo, palco ou visibilidade.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de março de 2026
Quando a comunicação é excessivamente controlada, a autenticidade se perde - e a espontaneidade vira privilégio. Este artigo revela por que a ética do cuidado é chave para transformar relações, lideranças e estruturas organizacionais.

Daneila Cais - TEDx Speaker, Design de Relações Profissionais

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de março de 2026
Por trás da sensação de ganho de eficiência, existe um movimento oculto que está sobrecarregando profissionais. O artigo traz uma reflexão sobre como empresas estão confundindo volume de atividade com ganho real de produtividade.

Erich Silva - Sócio e Diretor de Operações na Lecom

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de março de 2026 13H00
Direto do SXSW 2026, enquanto o mundo celebra tendências e repete slogans sobre o futuro, este artigo faz o que quase ninguém faz por lá: questiona como a tecnologia está reconfigurando nossa mente - e por que seguimos aceitando respostas prontas para perguntas que ainda nem aprendemos a formular.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...