Gestão de Pessoas

Como gerar as melhores experiências para funcionários e clientes

Métodos e ferramentas de customer success ajudam a construir experiências e a mensurar a satisfação do público interno e externo das organizações
É gerente de customer success e talent acquisition na Companhia de Estágios e atuou como headhunter na Page Personnel. Com formação em administração pela Universidade Mackenzie, tem certificação pela CS Academy com foco em atendimento ao cliente.

Compartilhar:

Colocar o consumidor no centro do negócio se tornou questão estratégica. Uma empresa que despreza essa realidade consolidada dificilmente sobreviverá à concorrência. Por isso, a área de customer success (CS) está, aos poucos, se tornando imprescindível dentro das organizações.

Para quem ainda tem dúvidas quanto à importância de se oferecer uma boa experiência ao cliente, a pesquisa do Facebook IQ, de 2021, chega a algumas conclusões importantes: no mundo inteiro, 81% dos consumidores mudaram um hábito de compra desde o início da pandemia. Para 92%, esse novo comportamento chegou para ficar.

Entre comportamentos e estatísticas interessantes, a que mais me chama atenção aponta que 79% dos consumidores globais afirmam que a experiência oferecida por uma empresa é tão importante quanto os produtos e serviços dela. No entanto, como materializar esse anseio dos consumidores dentro e fora das organizações?

A área de CS da companhia é responsável pelo ‘encantamento do cliente’. Ou seja, muito mais do que vender, o profissional de CS tem um compromisso com a fidelização do consumidor por meio de melhores experiências durante a entrega dos serviços e produtos.

Presente em empresas SaaS, cada vez mais temos visto a área de sucesso do cliente deslanchar nos mais diferentes segmentos. Em recursos humanos, não poderia ser diferente. Fazendo uma analogia ao colaborador como cliente interno, o RH desenvolve — ou deveria desenvolver — uma série de indicadores e ações com o objetivo de melhorar a experiência do funcionário e encantá-lo durante a sua jornada dentro da empresa.

## Compreendendo o parceiro interno

O trabalho exercido na área de CS pode ser uma ferramenta de gestão para o RH. Com o CS é possível entender esse parceiro interno — o que é o sucesso pra ele e entregar aquilo que ele precisa, mostrando valor. Afinal, cada colaborador faz a empresa crescer e estar em movimento.

Para isso, você pode aplicar o employee net promoter score (eNPS) na sua organização. Aliás, o tema foi debatido nesta __HSM Management__ num artigo sobre [performance de times híbridos](https://www.revistahsm.com.br/post/times-hibridos-resultados-de-um-metodo-pratico).

O método foi desenvolvido com o objetivo de classificar se a empresa representa um bom lugar para se trabalhar, por exemplo, além de avaliar os papéis de liderança interna. A avaliação consegue traçar a visão dos colaboradores sobre os produtos, serviços e ambientes de trabalho para que, assim, mudanças e melhorias reais possam ser feitas e incluídas no radar dos gestores.

Do ponto de vista estratégico, a métrica do eNPS aponta os resultados com rapidez, o que permite uma tomada de ação imediata. Desse modo, o método passa a ser considerado muito mais transparente e eficaz, se comparado a outros que levam mais tempo para serem desenvolvidos. E isso é uma grande vantagem.
Por ser de fácil manejo e entendimento, o método agiliza a organização após a coleta de informações, o que inclui tabulação de resultados e tomada de ações. Se for interessante, dá até para aumentar a frequência das mensurações.

## A empresa vista de fora

Nenhum talento deseja trabalhar em uma empresa que não se preocupa com o bem-estar dos consumidores. Por isso, é imprescindível se preocupar com a atração de clientes e formas de mantê-los dentro da organização. Isso é possível com a construção de um bom relacionamento ao longo de toda a jornada de relacionamento.

No entanto, não podemos melhorar algo que não podemos medir. Assim como o eNPS fornece elementos para que você entenda as necessidades de seu colaborador, o net promoter score (NPS) pode ajudar a mensurar os sentimentos do cliente. Com os números sobre fidelidade e satisfação coletados é possível ter uma ideia de como ele enxerga a sua marca e qual o impacto que causa na vida deles.

## Fidelidade interna e externa

Não tenho dúvidas de que o conjunto de ferramentas assertivas irá contribuir para o sucesso de seu negócio. Questionar, criar estratégias e, sobretudo, estar aliado com os desejos de seus funcionários, será fundamental.

Contudo, é importante que as melhorias comecem de cima para baixo. Os gestores têm um papel de grande relevância na conclusão desses processos. Apoiar a equipe de RH e parceiros pode ser a chave para ampliar seu reconhecimento no mercado como um bom lugar para trabalhar.

Profissionais satisfeitos geram parceiros fidelizados. Em outras palavras, é um círculo virtuoso capaz de gerar e alimentar linhas de comunicação mais assertivas com todos os colaboradores da empresa.

*Gostou do artigo da Ana Krentzenstein? Saiba mais sobre customer success assinando gratuitamente [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter) e escutando [nossos podcasts](https://www.revistahsm.com.br/podcasts) em sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

Artigos relacionados

SOMPO Holdings: da crise provocada por si mesma a uma transformação guiada por propósito

Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Por que lavar as mãos ainda é uma das maiores armas da medicina?

Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Cultura organizacional
30 de julho de 2026 14H00
Tecnologias, processos e estratégias podem mudar rapidamente. O que diferencia organizações resilientes é a capacidade de preservar os princípios que orientam decisões e comportamentos, transformando a cultura em um elemento de coerência em meio à mudança contínua.

Diego Alegre - CEO do Arquipélago "Culturas que transformam"

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de julho de 2026 07H00
A agricultura é uma das grandes forças econômicas do Brasil, mas seus mecanismos de inovação ainda são pouco compreendidos fora do setor. Este artigo parte de uma conversa com Jonas Hipólito, CEO da Biotrop, para observar como ciência, bioinsumos, biodiversidade, dados e competição global começam a redesenhar a próxima etapa da produtividade agrícola.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

21 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
29 de julho de 2026 14H00
Enquanto parte do mercado ainda vê a indústria como “velha economia”, empresas como WEG e John Deere mostram uma realidade diferente: na era da inteligência artificial, o ativo mais valioso pode não ser o algoritmo, mas os dados únicos gerados por ativos físicos que ninguém mais consegue reproduzir.

Átila Persici - COO da Bolder

8 minutos min de leitura
Liderança
29 de julho de 2026 07H00
Embora a presença feminina no mundo do trabalho tenha avançado de forma consistente nas últimas décadas, os desafios permanecem. Neste artigo, a autora propõe uma mudança de perspectiva: menos foco nos obstáculos e mais atenção às alavancas capazes de impulsionar transformações. Entre elas, destaca-se uma competência cada vez mais valiosa em tempos de incerteza: a capacidade de administrar paradoxos e liderar pela lógica do “E”, integrando eficiência e inovação, resultado e cuidado, racionalidade e sensibilidade.

Betania Tanure - PhD, Sócia fundadora da BTA, membro do Conselho de Administração do Magalu e da MRV e cofundadora do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
28 de julho de 2026 14H00
Rampas, tecnologias assistivas e conformidade regulatória são apenas o ponto de partida da inclusão. Entre a conformidade técnica e a adoção real existe um elemento frequentemente negligenciado: a cultura. Este artigo explora como a Inteligência Cultural pode determinar o sucesso ou o fracasso de estratégias globais de inclusão.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor e Clara Choen - Fundadora da Savant Consulting

12 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
28 de julho de 2026 08H00
Inspirado pelo legado de Oscar Motomura, o artigo questiona uma das crenças mais difundidas da gestão contemporânea: a ideia de que a transformação acontece apenas por meio das pessoas. A verdadeira mudança, argumenta o autor, depende da capacidade de revisar as estruturas invisíveis que moldam comportamentos, decisões e culturas organizacionais.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
27 de julho de 2026 14H00
Após anos de perda de passageiros e desafios financeiros, o transporte coletivo brasileiro ganha um novo marco regulatório que busca ampliar fontes de financiamento, reduzir desequilíbrios tarifários e criar condições para mais investimentos em qualidade, eficiência e experiência do usuário.

Vinicius Ladeira - Diretor Adjunto Nacional do SEST SENAT

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
27 de julho de 2026 08H00
Enquanto o debate sobre inteligência artificial continua concentrado em modelos, automação e produtividade, uma outra transformação acontece nos bastidores: a tensão gerada entre a democratização e a concentração de poder que pode definir a próxima fase da economia global.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

8 minutos min de leitura
Liderança
26 de julho de 2026 13H00
Após décadas em grandes empresas, o autor trocou a segurança da carreira corporativa pelo desafio de empreender na gastronomia. Nesta reflexão, mostra por que os princípios que sustentam uma multinacional - planejamento, processos, gestão financeira e foco no cliente - são exatamente os mesmos que garantem o sucesso de um restaurante.

Caio Fontenelle - Fundador dos restaurantes Figueira, Oliv e Pepper Jack

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de julho de 2026 07H00
A IA pode economizar horas em atividades operacionais, mas seu maior valor talvez esteja em outro lugar: ampliar perspectivas, conectar ideias e elevar a qualidade das decisões. O desafio é entender quando estamos ganhando velocidade e quando estamos construindo algo melhor.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo