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Como mostrar às pessoas que pequenas ações importam

Engajamento e meio ambiente devem caminhar juntos. Mas nem sempre é fácil enxergar um problema no “macro”
Candice Pascoal é fundadora da maior plataforma de crowdfunding do Brasil (Kickante), executiva de nível internacional com grande experiência na expansão de empresas americanas no exterior e best-seller do livro *Seu Sonho Tem Futuro*.

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Na última edição do Clinton Global Initiative (CGI), na qual estive presente, o ex-presidente americano Bill Clinton falou sobre a importância de agirmos em questões relacionadas a clima, saúde, crescimento econômico, crise global de refugiados e direitos das mulheres. As mudanças climáticas são um desafio complexo, em que é necessário o envolvimento da iniciativa pública, privada e da sociedade.

Mas como engajar a sociedade em um tema que é ao mesmo tempo urgente, mas que nem sempre sentimos seu impacto no dia a dia? Quando falamos em impacto social com muita grandiosidade, é difícil chegar a um entendimento.

Mostrar a dimensão do impacto individual é bastante complexo e exige ações inovadoras para se fazer compreender. Foi o que fez o empreendedor americano Donnel Baird, fundador da BlocPower, ao instalar placas de energia solar em seu apartamento. Seu feito chamou a atenção dos demais moradores do condomínio não pelo impacto ambiental, mas pela enorme economia nos custos domésticos.

Ele se profissionalizou, sua ideia foi recentemente financiada pelo fundo Bezos Earth Fund, de Jeff Bezos. Agora, sua ambição é levar tetos solares a mais lugares no mundo todo.

Porém, nem sempre é necessário a implementação de projetos ou adoção de novas estruturas. Às vezes bastam pequenos ajustes. Esse é o exemplo da americana Save Water, da minha grande amiga Katie Anderson, do Texas. A sua empresa ajuda empreendimentos imobiliários não-comerciais a reduzirem os gastos e os desperdícios de água em suas instalações com ajustes no fluxo de saída de água.

Resultado? O engajamento dos moradores é bem maior, sem gastar e sem mudar seu estilo de vida, pois até 50% da água antes desperdiçada é economizada. O grande pulo do gato de Katie foi oferecer dois modelos de negócio para convencer os administradores dos condomínios: pagamento de um valor fixo ou repasse da economia feita. A maioria optou pela segunda opção, que financeiramente gera lucros consideráveis para a empreendedora.

Agora imagine empreendimentos tão inovadores quanto os que comentei postos em prática em um país privilegiado pelo clima como o Brasil? Apesar das incertezas atuais do cenário econômico e político, somos um país fadado ao sucesso. O nosso clima tropical permite gerar e abastecer muitos municípios por meio da energia solar e eólica, sendo a transição energética uma nova oportunidade de negócios e com menos impacto ao meio ambiente.

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