Uncategorized
Oferecido por:

Coragem para mudar, alegria para viver

biógrafo e palestrante, escreveu este artigo com exclusividade para HSM Management, baseado na pesquisa feita para o livro Celso Ricardo de Moraes – A Trajetória Vitoriosa do Presidente do Grupo CRM, que incluiu cem horas de entrevistas com Moraes e quase uma centena de pessoas.

Compartilhar:

Ao longo da nossa trajetória, nos deparamos com momentos em que é necessário repensar sobre o rumo que estamos dando para a nossa existência. Fazer o que se ama e amar o que se faz nem sempre é tão fácil quanto parece.

A verdade é que nem sempre desempenhamos tarefas porque elas nos realizam pessoal ou profissionalmente. Às vezes, existem razões que vão além disso e que acabam nos prendendo: talvez a promessa de uma carreira promissora, ou puro comodismo, por questões financeiras, pela falta de atitude para provocar mudanças na vida e carreira… 

Mudar exige coragem e ousadia. E digo isso com a experiência de quem já pivotou a própria carreira mais de uma vez.

Nem sempre fui um jornalista e nem sempre fui biógrafo. Mas posso dizer que sempre fui inconformado no sentindo de buscar aquilo que me fizesse bem, que me deixasse feliz, que me desse satisfação… 

No começo da carreira, na década de 1980, acreditei que o meu caminho seria percorrido a partir da Administração de Empresas. Foi esse o curso que escolhi para a universidade e logo estava trabalhando na Votorantim, que era a maior produtora de zinco do Brasil. Foram seis anos, seis promoções.

Mas, aos 24 anos de idade, já com carreira executiva muito bem encaminhada, algo no meu interior me fez questionar se aquilo me fazia feliz e se eu seria capaz de, dali a cinco anos, continuar desenvolvendo as mesmas tarefas. As respostas foram negativas e esse foi o primeiro passo para que eu realizasse o sonho de ser jornalista esportivo. 

A mudança aconteceu de forma muito rápida: ainda na faculdade, passei a cursar jornalismo, um amigo e eu, criamos um jornal que, mais tarde, virou uma revista esportiva. Logo, estava trabalhando na Rádio Gazeta até que, no auge, passei a integrar a equipe do grande Luciano do Valle na TV Bandeirantes. Eu vivia um sonho acordado!

Durante muitos anos, me senti realizado, afinal, cobria os mais importantes eventos esportivos do Brasil e do mundo. Só que um dia isso mudou e comecei a entender que a minha profissão estava se tornando um fardo pesado. Mais uma vez, as dúvidas apareceram e mais uma vez percebi que era hora de mudar. 

Por obra do destino, conheci o empresário Samuel Klein, de quem escrevi a minha primeira biografia empresarial. Com ele, comecei a encontrar o meu propósito de vida. Tê-lo encontrado me fez entender que tudo o que eu havia vivido até aquele momento estava me preparando para uma realização ainda maior.

Se tivesse permanecido exatamente onde estava, talvez fosse hoje um grande executivo, talvez continuasse a trabalhar como jornalista esportivo. Entretanto a vida é muito preciosa para se resumir em vários “ses”. 

Fazer o que se ama e amar o que se faz exige coragem. Portanto, se você sente o desejo de mudança, acredite em si mesmo, na sua capacidade, aproveite as oportunidades que surgirem em seu caminho. Lembre-se que tudo começa com um pequeno passo e que a vida é muito curta para viver insatisfeito. Palavra de quem biografa grandes realizadoras e realizadores… empreendedoras e empreendedores… pessoas com 70, 80, 90 anos, e que deles ouve: “A vida passa muito mais rápido do que a gente imagina e gostaria…”

Então, busque o seu melhor Ikigai, palavra tão em moda e que se resume a encontrar o propósito. Um motivo e razão de vida que lhe propicie prazer, realização, felicidade e a certeza de estar vivendo um dia a mais e não um dia a menos!

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que Guimarães Rosa pode ensinar sobre liderança na era da IA

Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

O caso Abril não foi uma crise da mídia. Foi uma crise de adaptação

Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Seu valor termina quando sua performance cai?

Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

A contradição que desafia a ONU: É possível falar em inclusão global sem Taiwan?

Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

O próximo Pix será de competências

Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Inovação & estratégia
8 de setembro de 2026 14H00
Na mitologia grega, os centauros simbolizavam a convivência entre razão e instinto. Hoje, a união entre inteligência humana e artificial cria uma nova versão desse mito e desafia líderes a equilibrar produtividade, discernimento e autonomia em um mundo cada vez mais automatizado.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
8 de setembro de 2026 08H00
Muito utilizada em contratos de locação em shopping centers, a chamada cláusula de raio impede que lojistas abram operações concorrentes em uma determinada área geográfica ao redor do empreendimento. Embora não seja considerada ilegal por si só, a prática tem sido cada vez mais questionada por seus potenciais impactos sobre a livre concorrência, a liberdade empresarial e os direitos dos consumidores. O artigo analisa a evolução do entendimento dos tribunais e do CADE sobre o tema e discute os critérios que devem orientar a avaliação de sua legalidade.

Daniel Cerveira - sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados e Coordenador da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da ABF - Associação Brasileira de Franchising

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 14H00
Muito além da programação e da montagem de robôs, o artigo mostra como a robótica educacional está ajudando estudantes a pensar criticamente, experimentar, colaborar e criar soluções para problemas reais, conectando aprendizagem, propósito e impacto social desde a escola.

André Brandão Sala - CEO da Robomind

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 08H00
O Brasil já demonstrou sua capacidade de formar pesquisadores altamente qualificados. O desafio agora é fortalecer as pontes entre universidades, empresas, investidores e empreendedores para que a produção científica gere mais inovação, competitividade e impacto social.

Luiz Caires, PhD - Cofundador e CEO da Vyro Bio

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
6 de setembro de 2026 15H00
Nem sempre a queda de engajamento está relacionada à falta de motivação individual. Muitas vezes, ela surge em ambientes onde as pessoas deixam de se sentir ouvidas, evitam discordar e aprendem que é mais seguro permanecer em silêncio.

Rodrigo Rovaris - Gerente de Gente & Gestão da Blendus

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Marketing & growth
6 de setembro de 2026 08h00
À medida que a produção de conteúdo se torna cada vez mais presente na vida profissional e pessoal, surge uma questão importante: estamos ampliando oportunidades ou naturalizando a ideia de que toda experiência, habilidade e momento da vida precisam ser convertidos em visibilidade, audiência e monetização?

Ingrid Spyker - sócia da Creator Economy

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
5 de setembro de 2026 14H00
A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Felipe Berneira - CEO da Pronnus Tecnologia

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
5 de setembro de 2026 08H00
À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
4 de setembro de 2026 14H00
A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Juliana Algodoal - PhD em Análise do Discurso e especialista em comunicação corporativa

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de setembro de 2026 08H00
As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Juliana Bezerra - Líder de conteúdo na DEA Design

Oferecido por:
4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução