Marketing, Estratégia
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Da produção à curadoria: a nova lógica da relevância digital

O avanço dos vídeos curtos, dos criadores digitais e da inteligência artificial transformou a forma como consumimos informação e entretenimento. O desafio das empresas agora não é apenas alcançar audiências, mas construir confiança, interpretar comportamentos e criar experiências capazes de permanecer na memória das pessoas.
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Chief Growth Officer da Deloitte Brasil, com foco no crescimento das operações e desenvolvimento de alianças estratégicas e ecossistemas robustos, além de alavancar soluções inovadoras, que vão desde inteligência artificial até transformações digitais e dos negócios, para atender às demandas crescentes de mercados diversificados como Energia, Manufatura e Serviços.
Sócio-líder para a indústria de Technology, Media & Telecommunications (TMT) da Deloitte. É especialista no desenvolvimento e execução de estratégias tecnológicas voltadas à transformação dos negócios. Ao longo de sua carreira, liderou iniciativas que envolvem gestão de grandes equipes, relacionamento com clientes e alianças estratégicas, além de participar ativamente de decisões complexas relacionadas a riscos, governança e performance financeira.

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O mercado de mídia e entretenimento chegou em 2026 com um dilema. Por um lado, nunca foi tão fácil produzir, distribuir e medir o alcance de um conteúdo. Por outro, no entanto, nunca foi tão difícil atrair atenção, confiança e relevância. O crescimento dos vídeos curtos, do streaming, dos criadores digitais e da inteligência artificial generativa ampliou formatos e canais, mas ao mesmo tempo em que fragmentou a jornada do público.

Durante anos, a indústria operou sob a lógica da escala. Estar em muitos canais, publicar em grande volume e ampliar alcance pareciam caminhos suficientes para garantir relevância. Hoje, só isso já não basta. A audiência até pode ser alcançada, mas não necessariamente permanece e cria uma conexão. O desafio deixou de ser apenas aparecer no feed para se tornar memorável em meio ao excesso de estímulos.

Essa mudança altera também a percepção de qualidade. Tradicionalmente associada a grandes produções e altos investimentos, ela passa a incorporar fatores como identificação, autenticidade, utilidade e proximidade com o público. Conteúdos produzidos por creators e vídeos sociais ganham força justamente porque oferecem imediatismo, diversidade de vozes e sensação de participação, e comunidades digitais se transformam em ativos estratégicos para marcas e empresas de mídia.

Os formatos curtos ajudam a explicar essa transformação. Microsséries e microdramas, desenvolvidos para consumo no celular, entendem a fragmentação da rotina da audiência, cada vez mais ativa nas redes sociais, e transformam pequenos intervalos de atenção em hábito narrativo. Segundo projeções da Deloitte no estudo “TMT Predictions 2026”, as receitas globais desse formato devem mais do que dobrar neste ano, chegando a US$ 7,8 bilhões, mostrando como o público tem consumido cada vez mais, formatos mais compatíveis com jornadas móveis e aceleradas.

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial generativa acelera ainda mais esse cenário. Ferramentas capazes de criar vídeos, imagens e roteiros reduzem barreiras de produção e ampliam a quantidade de conteúdo disponível. Isso democratiza a criação e acelera experimentações, mas produz um efeito inevitável:  à medida que produzir fica mais fácil, diferenciar-se e construir confiança se tornam desafios maiores.

O valor competitivo começa, então, a migrar da produção para a curadoria, da distribuição para a confiança e da tecnologia para a interpretação cultural. A IA pode aumentar eficiência, acelerar processos e personalizar experiências, mas não substitui repertório, visão editorial nem construção de marca – e, nesse contexto, autenticidade tende a ganhar peso econômico. Ela não diz respeito apenas a estilo ou originalidade, mas também ao compromisso com a verdade, em contraste direto com a proliferação de desinformação e fake news.

Essa transformação também redefine a importância dos dados. Métricas isoladas já não são suficientes. O diferencial passa a ser a inteligência de audiência multiplataforma, ou seja, a capacidade de compreender como consumidores transitam entre redes sociais, streaming, TV, games e comunidades digitais. Mais importante do que medir visualizações será entender o que faz alguém parar, voltar, compartilhar ou criar vínculo com determinado conteúdo.

Para muitas empresas, esse será um dos maiores desafios estratégicos da próxima década. A fragmentação do consumo dificulta consolidar uma visão unificada das audiências e exige investimentos em infraestrutura de dados, governança e capacidades analíticas mais sofisticadas.

O futuro da mídia e do entretenimento será guiado pela capacidade de criar conexões genuínas, fomentar confiança e autenticidade em meio ao vasto universo digital. Num cenário cada vez mais fragmentado e competitivo, empresas e profissionais que conseguirem interpretar os dados com inteligência, inovar nos formatos e fortalecer vínculos com suas comunidades estarão mais bem posicionados para se destacar. Relevância e estratégia, mais do que volume, serão os diferenciais que determinarão o sucesso na era digital.

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A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.

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