Uncategorized

Equilíbrio em tempos de crise

Elisa Rosenthal é a diretora presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário. LinkedIn Top Voices, TEDx Speaker, produz e apresenta o podcast Vieses Femininos. Autora de Proprietárias: A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário.

Compartilhar:

O mês de março é marcado mundialmente pela data relembrada no dia 8, quando a mulher é parabenizada pela sua força e conquistas históricas. 

O 8M reforça a necessidade de movimentos e ações afirmativas pela equidade, diversidade, inclusão e combate à violência contra nós.

Contudo, março de 2020 tem sido diferente. A pandemia mundial estabelecida pelo novo coronavírus, o Covid-19, tomou a frente dos principais assuntos do mês. 

Eventos e manifestações foram cancelados. 

Creches, escolas e universidades vêm sendo fechadas e empresas estão estipulando o home office para seus funcionários como medidas preventivas.

E, agora, fica a pergunta: **como reprogramar as nossas vidas para uma rotina onde não há uma divisão clara entre horário comercial e o resto do dia?**

O hábito de colocar o crachá, encher a caneca de café e ligar o computador no escritório começa a ser desafiado por um vírus que traz medo e distanciamento físico forçado entre as pessoas.

A cultura do mundo corporativo tradicional enfrenta uma guerra silenciosa há algum tempo. O Vale do Silício, as startups e o modelo de espaços de trabalho compartilhado, os coworkings, estão reinventando a nossa relação com o universo empresarial.

Quando companhias como Microsoft, Apple, Google, XP, lideram a decisão de implementar o home office como medida preventiva contra a disseminação do novo coronavírus, como fica o profissional que, habituado com a sua jornada segmentada, precisa agora, encontrar o equilíbrio entre o seu universo profissional e pessoal?

Para as [mulheres](https://materiais.revistahsm.com.br/webinar-empreendedorismo-feminino) e, especialmente as mães, essa divisão entre as nossas versões corporativa, pessoal e familiar é um desafio que vem sendo trabalhado há décadas.

Qual a mãe que nunca precisou atender uma ligação da escola em uma reunião importante ou saiu mais cedo do escritório para buscar o filho com febre na escola? 

Estas reconexões com a vida pessoal e familiar em meio ao ambiente corporativo são exemplos de como a experiência feminina pode agregar positivamente em um momento como este. 

O modelo de [liderança](https://materiais.revistahsm.com.br/lideranca-trabalho-remoto) Shakti, que propõe o equilíbrio entre o poder feminino e masculino nos negócios, é uma ferramenta de transformação que traz a proposta de **estimular o equilíbrio de forças – energias – que estão presentes em todos nós, independentemente do gênero.**

Como empresas que se abrem para este modelo de liderança e negócios podem estimular o equilíbrio dessas habilidades em tempos especialmente difíceis? 

Mentorias internas podem ser uma solução efetiva e de baixo custo envolvido, especialmente, se forem estimuladas a acontecerem entre cargos e pessoas diversas.

> Você pode se interessar também:
>
> [eBook Empreendedorismo e Crise. Baixe agora.](https://materiais.revistahsm.com.br/ebook-empreendedorismo-e-crise)

Com o aumento e estímulo do home office, mentorias online são ferramentas práticas para estimular os colaboradores e aproximar pessoas pelo ambiente virtual, quando, na realidade presencial temos que nos manter afastados uns dos outros.

Outro grande desafio deste momento é compreender o equilíbrio para apresentar resultados efetivos de produtividade. 

Quando a nossa rotina impõe um modelo de produtividade das 9h às 18h, podemos nos surpreender com os resultados obtidos ao abrir novas possibilidades às empresas e negócios. 

É neste momento que precisamos saber interpretar nossos resultados e aprender a ler os sinais do nosso corpo. 

Apesar de quase ter sido banalizado por gurus formulados, **o autoconhecimento continua sendo a base para o exercício da liderança.**

Conhecer a nós mesmos não requer uma viagem espiritual para o alto de uma montanha gelada. 

Momentos de silêncio e conexão com nossa mente bastam para atingir esse lugar. 

Vejam só que grande oportunidade o momento apresenta para este estímulo: _é o meio externo nos impulsionando a conviver de forma mais equilibrada com nossos meios internos._ 

Sejam eles físicos, no caso das empresas, sejam eles emocionais e espirituais, no caso dos colaboradores.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Essa reunião podia ser um agente

Enquanto agendas lotam e decisões patinam, este artigo mostra como a ascensão dos agentes de IA expõe a fragilidade das arquiteturas de decisão – e por que insistir em reuniões pode ser sinal de atraso estrutural.

User Experience, UX, Inovação & estratégia
8 de abril de 2026 16H00
Quando a experiência falha, o problema raramente é tecnologia - é decisão estratégica. Este artigo mostra que no fim das contas o cliente não quer encantamento, ele quer previsibilidade, simplicidade e pouco esforço.

Ana Flávia Martins - CMO da Algar

4 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança
8 de abril de 2026 08H00
O bar já entendeu que o mundo virou parte do jogo corporativo. Conflitos, tarifas e decisões políticas estão impactando negócios em tempo real. A pergunta é: o CEO entendeu ou ainda acha que isso é “assunto de diplomata”?

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
7 de abril de 2026 16H00
Executivos não falham no cenário internacional por falta de competência, mas por aplicar decisões no código cultural errado. Este artigo mostra que no ambiente global, liderar deixa de ser comportamento e passa a ser tradução

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

7 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Marketing & growth
7 de abril de 2026 08H00
Se a IA decide quem indicar, um dado se impõe: a reputação já é lida por máquinas - e o LinkedIn emergiu como sua principal fonte.

Bruna Lopes de Barros

5 minutos min de leitura
Liderança, ESG
6 de abril de 2026 18H00
Da excelência paralímpica à estratégia corporativa: por que inclusão precisa sair da admiração e virar decisão? Quando a percepção muda, a inclusão deixa de ser discurso.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

13 minutos min de leitura
Marketing & growth, Liderança
6 de abril de 2026 08H00
De executor local a orquestrador global: por que essa transição raramente é bem preparada? Este artigo explica porque promover um gestor local para liderar múltiplos mercados é uma mudança de profissão, não apenas de escopo.

François Bazini

3 minutos min de leitura
Liderança, Bem-estar & saúde, Gestão de Pessoas
5 de abril de 2026 12H00
O benefício mais valorizado pelos colaboradores é também um dos menos compreendidos pela liderança. A saúde corporativa saiu do RH e entrou na agenda do CEO - quem ainda não percebeu já está pagando a conta.

Marcos Scaldelai - Diretor executivo da Safe Care Benefícios

5 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de abril de 2026 07H00
A nova vantagem competitiva não está em vender mais - mas em fazer cada cliente valer muito mais. A era da fidelização começa quando ela deixa de ser recompensa e passa a ser estratégia.

Nara Iachan - Cofundadora e CMO da Loyalme

2 minutos min de leitura
Marketing & growth
3 de abril de 2026 08H00
Como a falta de compreensão intercultural impede que bons produtos brasileiros ganhem espaço em outros mercados

Heriton Duarte

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
2 de abril de 2026 08H00
À medida que a IA assume tarefas operacionais, surge um risco silencioso: como formar profissionais capazes de supervisionar o que nunca aprenderam a fazer?

Matheus Fonseca - Cofounder da Leapy

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão