Uncategorized
Oferecido por:

Habilidades que vêm do fluxo de consciência

A ausência de ego, a sensação de intemporalidade, a motivação natural e a riqueza criativa, que surgem quando as pessoas estão em êxtase, podem alavancar seu desempenho
é jornalista, coautor dos best-sellers Abundância e Oportunidades exponenciais (ed. HSM), e Jamie Wheal, diretor-executivo do Flow Genome Project, que estuda o fluxo de consciência. Juntos escreveram Roubando o fogo (ed. HSM), em cujos highlights este artigo se baseia.

Compartilhar:

Em 2001, Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, enfrentavam a maior decisão de sua vida a bordo da startup. A empresa vinha crescendo demais para a liderança dos dois jovens e, aos olhos dos investidores, precisava de um pouco de “supervisão adulta”. Para escolher o CEO, Page e Brin chegaram à conclusão de que tinham de ir além do processo de seleção normal. Currículos se mostravam simplesmente inúteis; a qualificação técnica não constituía um diferencial. Eles só queriam encontrar alguém que conseguisse deixar o ego de lado a fim de compreender profundamente os planos e anseios da organização, alguém capaz de, na avaliação do _New York Times_, “disciplinar a cultura exuberante e autoindulgente do Google sem matar a genialidade”. 

Assim, em um golpe de inspiração desesperada, Page e Brin recorreram a um processo de seleção incomum – e brutal. O finalista ao cargo de CEO do Google deveria passar cinco dias e cinco noites sem dormir, enfrentando sol implacável, frio congelante e cercado de condições de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade do mundo VUCA. Pressionado física e psicologicamente ao extremo, o candidato teria sua reação avaliada. Ele se refugiaria em si mesmo ou se fundiria com a equipe? 

O festival Burning Man, no deserto de Nevada, Estados Unidos, é um dos ritos de passagem mais estranhos da atualidade. A expressão “rito de passagem” indica bem o que se passa ali. Fervilhante, atrai dezenas de milhares pessoas e já instituiu costumes exóticos e rituais próprios, arregimentando um exército de seguidores. Trata-se de uma verdadeira folia dionisíaca, uma festa do fim dos tempos. A escolha de sua definição fica por conta de quem participa; só não há como negar que algo muito especial acontece ali. Page e Brin eram participantes assíduos e entusiasmados do Burning Man. Seu Google incluía no pacote de regalias dos funcionários ônibus grátis para o evento. 

Participar de festivais como o Burning Man equivale a praticar meditação ou tomar drogas psicodélicas. São estados alterados que têm em comum a ativação de seis grandes substâncias neuroquímicas que desempenham algum papel na formação de vínculos sociais: serotonina, dopamina, noradrenalina, endorfinas, anandamida e oxitocina. A noradrenalina e a dopamina normalmente fundamentam o “amor romântico”. As endorfinas e a oxitocina constroem vínculos entre mãe e filho e entre amigos. A anandamida e a serotonina aprofundam sentimentos de confiança, abertura e intimidade. Quando combinações dessas substâncias fluem em um grupo, os laços se estreitam e há maior cooperação. 

Foi esse estreitamento do laço cooperativo, esse êxtase profissional comunal que Page, Brin e tantos programadores do Google encontraram no deserto. Era um estado alterado de consciência que sugeria uma forma de trabalhar em colaboração e um sentimento que deveria ser experimentado em primeira mão por qualquer pessoa que tivesse a pretensão de liderar a empresa. Como explica Fred Turner, sociólogo da Stanford University, o festival leva uma experiência de inteligência coletiva às pessoas; transforma o trabalho de engenharia em uma espécie de êxtase profissional comunal. 

Em outras palavras, se fosse capaz de suportar o calor escaldante, as tempestades de areia, as noites em claro e a implacável estranheza do “não dou a mínima para quem você é” do Burning Man, o então candidato a CEO Eric Schmidt poderia ser a pessoa ideal para ajudar a realizar o sonho de crescimento do Google e não matá-lo. 

Deu certo: Eric Schmidt era essa pessoa. Page e Brin subiram, respectivamente, para a nona e a décima posição da lista da _Forbes_ das pessoas mais ricas do mundo, enquanto Schmidt, sem ser fundador nem membro de família fundadora de um império, se tornou bilionário com as opções de ações que conquistou – um caso raro na história. Mesmo para uma empresa como o Google, habituada a metas despretensiosas como organizar todas as informações do mundo ou cultivar o “pensamento 10x” (de sempre buscar resultados dez vezes maiores), o que se pode dizer de um retorno de 40.000%? Simplesmente inestimável – e próprio da economia exponencial, ágil. 

**O ÊXTASE**

Como você pode usar o êxtase do Burning Man nas decisões-chave de seus negócios? 

Primeiro, vale esclarecer que, quando falamos em êxtase, estamos nos referindo a uma gama bastante específica de estados não ordinários de consciência (ENOC). Dentro do amplo grupo de ENOC, nos concentramos em três categorias específicas: 1) os estados de fluxo, aqueles momentos de extrema concentração em que as coisas fluem com plena eficiência, inclusive coletivamente, como no caso dos googlers no Burning Man; 2) os estados contemplativos e místicos, nos quais técnicas como cânticos, dança, meditação, sexualidade e, mais recentemente, tecnologias vestíveis são usadas para desligar o ego; e 3) os estados psicodélicos, área na qual a retomada de pesquisas autorizadas tem levado a algumas das descobertas farmacológicas mais intrigantes das últimas décadas. Juntas, essas três categorias definem nosso território do êxtase. 

Na maior parte dos últimos cem anos, elas sempre foram tratadas separadamente. Em geral, os estados de fluxo eram associados a artistas e atletas; os estados contemplativos e místicos, a espiritualistas e santos; e os estados psicodélicos, a hippies e frequentadores de raves. Na última década, contudo, os avanços da ciência cognitiva descortinaram uma visão menos fragmentada do assunto, revelando que esses fenômenos aparentemente não relacionados compartilham notáveis semelhanças neurobiológicas. 

O estado ordinário de consciência em vigília deixa uma assinatura previsível e uniforme no cérebro: uma ampla atividade no córtex pré-frontal, ondas cerebrais na faixa beta de alta frequência e um gotejamento constante de substâncias químicas do estresse, como a noradrenalina e o cortisol. Durante os estados alterados que descrevemos aqui, essa assinatura muda marcadamente. Em vez de uma ampla atividade no córtex pré-frontal, vemos partes específicas dessa região se iluminarem, tornando-se hiperativas, ou se desligarem, tornando-se hipoativas. 

Ao mesmo tempo, as ondas cerebrais se desaceleram: do agitado beta para o alfa, propício a devaneios, até chegar ao mais profundo teta. Em termos neuroquímicos, substâncias do estresse, como a noradrenalina e o cortisol, são substituídas por hormônios ligados ao aumento do desempenho e à produção do prazer, como dopamina, endorfinas, anandamida, serotonina e oxitocina. 

Desse modo, por mais diferentes que as três categorias de estados alterados possam parecer, seus mecanismos neurobiológicos básicos – isto é, os botões e as alavancas acionados no cérebro – são os mesmos. Essa compreensão nos possibilita ativar os estados alterados com precisão inédita. 

Fomos ao Googleplex entender como isso é feito lá. Cruzamos de bicicleta o colorido campus do Google, a fim de participar da abertura do novo centro de mindfulness (atenção plena) multimilionário da empresa. Pintado em um sereno tom de verde-limão com detalhes cor de bambu, o local dispõe de um bar aberto 24 horas para servir sucos frescos e de salas de meditação, todas equipadas com sensores vestíveis e dispositivos de neurofeedback. O Google havia entendido que, no mercado altamente competitivo da tecnologia, ajudar os engenheiros a entrar em fluxo (e a permanecer assim por mais tempo) era um investimento essencial. 

“Temos comunidades ativas ao redor do mundo, porém a maior dificuldade é convencer quem nunca meditou a começar”, diz Adam Leonard, um dos líderes do G Pause, programa de treinamento de mindfulness do Google. “Quem já medita conhece os benefícios. As pessoas superocupadas, estressadas demais para desacelerar, são as que mais precisam da meditação, mas também as mais difíceis de convencer.” 

Por isso há tantas iniciativas na empresa de criar um ambiente integrado de trabalho e vida pessoal – vans e ônibus com Wi-Fi para levar funcionários para o escritório e para casa, refeitórios com comida preparada com ingredientes vindos direto da fazenda, ingressos para aventuras de fim de semana. São tentativas de minimizar interrupções e manter os colaboradores em fluxo. 

Ao fazer todo o possível para manter as pessoas desprendidas de si mesmas e absortas nos projetos, o Google pretende fazer com que aquele mesmo êxtase comunal experimentado no deserto seja uma parte permanente da vida no campus.

**US$ 4 TRILHÕES POR ANO**

Peter Drucker dizia: “Diga-me o que você valoriza e talvez eu acredite em você, mas me mostre sua agenda e seu extrato bancário e eu lhe mostrarei o que você realmente valoriza”. Decidimos seguir o conselho do grande guru da administração e verificar para onde o dinheiro está indo. 

Depois da visita e da constatação de quanto tempo e dinheiro o Google investia para maximizar os benefícios dos estados alterados, foi inevitável pensar nas possibilidades para o resto de nós, meros mortais. Fora do contexto de entidades focadas em alto desempenho, seria possível buscar deliberadamente o êxtase? Isso importaria para as pessoas normais? Em caso afirmativo, até que ponto isso seria importante? 

Seguimos Drucker e começamos a pesquisar a economia dos estados alterados. “Desligar-se de si mesmo” demanda uma precisa movimentação biológica – uma assinatura no cérebro. Em termos específicos, implica a desaceleração da atividade neuroelétrica, a desativação da rede que sustenta a autoconsciência e a presença de pelo menos duas das “seis grandes” substâncias neuroquímicas mencionadas anteriormente. Se certa experiência produz essa assinatura, então seu custo pode ser incluído na contabilidade. 

Nossa análise começa com a incontestável premissa de que qualquer estudo do êxtase deve incluir todas as substâncias usadas para alterar os estados de consciência, desde o álcool, o tabaco e a cafeína, no lado lícito, até a cocaína, a heroína e as metanfetaminas, no lado ilícito. 

Em seguida, ampliamos a amostragem para abranger não apenas as substâncias, mas também as experiências que alteram nosso estado de espírito. Avaliamos programas terapêuticos e de desenvolvimento pessoal criados para “me ajudar a sair de mim mesmo” ou “me ajudar a ser mais feliz”, desde o aconselhamento psicológico e psiquiátrico até o gigantesco mercado de autoajuda na internet. 

Também examinamos uma ampla gama de atividades de busca do fluxo, como esportes radicais, videogames e jogos de azar – em outras palavras, práticas voltadas principalmente a recompensas intrínsecas, e não ao reconhecimento externo. Em seguida, abordamos as categorias mais amplas da mídia e do entretenimento. Na indústria da música ao vivo, preferimos nos limitar a um gênero em alta e excepcionalmente qualificado: a cena da música eletrônica, ou electronic dance music (EDM). Também incluímos em nossa análise o cinema e a TV, concentrando a atenção em gêneros especialmente imersivos e escapistas, como filmes IMAX/3D e streaming de pornografia. Concluímos o estudo com algo que todo mundo conhece muito bem: as mídias sociais. O grande apelo dessas distrações online é a eficácia com que elas preparam o cérebro para receber uma recompensa (principalmente com a dopamina, a substância neuroquímica do bem-estar). 

Categoria por categoria, seguimos o conselho de Peter Drucker, verificando o que as agendas e contas bancárias dizem acerca do valor da sensação de sair de si mesmo, em cada caso específico. As descobertas nos deixaram perplexos. Tudo somado, a economia dos estados alterados movimenta cerca de US$ 4 trilhões por ano. O valor é maior do que o PIB da Grã-Bretanha, da Índia ou da Rússia. Isso comprova sua eficácia. 

**POR QUE FUNCIONA**

Há quatro razões pelas quais o estado alterado de consciência, ou êxtase, ou fluxo, contribui tanto para o desempenho das pessoas: 

• Ausência de ego e visão. Sem aquele crítico interno nos importunando o tempo todo, temos uma verdadeira sensação de paz e descobrimos uma versão melhor – mais confiante e mais clara – de nós mesmos. Sempre que sair de si mesmo, você ganhará um pouco mais de perspectiva. E, cada vez que voltar, seu mundo estará um pouco mais amplo. 

• Intemporalidade e capacidade. Com a atenção focada no presente, você pode ver melhor tanto os perigos como os prazeres potenciais, conscientizar-se de sua posição e de seu destino e fazer correções em sua trajetória. 

• Motivação sem esforço. A natureza intrinsecamente gratificante dos estados não ordinários basta como motivação. A capacidade de acessar a motivação naturalmente pelo prazer, e não pelo esforço, tem grandes e amplas implicações. Em todas as áreas, como a educação, a saúde e os negócios, a desmotivação humana custa trilhões de dólares ao ano. 

• Riqueza criativa. É a inspiração criativa, a loucura divina ou aquele tipo de conexão com algo maior do que nós, que nos faz sentir que entendemos a inteligência imbuída em todo o universo. Os gregos chamavam essa súbita compreensão de anamnésis – literalmente, “o esquecimento do esquecimento”, ou uma poderosa sensação de rememoração. 

**CONTRA O VENTO**

Como os estados alterados de consciência podem nos ajudar a competir nos dias atuais? 

A resposta aparece na história do iate de Larry Ellison, fundador da gigante do software Oracle, na concorrida regata America’s Cup de 2013. Um dos homens mais ricos do mundo, Ellison gastou mais de US$ 10 milhões construindo o iate mais rápido possível. O barco da Oracle foi equipado com hidrofólios futuristas que o levantavam inteiro para fora da água, possibilitando velocidades de até 55 nós. O iate desafiava todos os limites no campo das embarcações impulsionadas pelo vento. 

No entanto, nem toda essa tecnologia ajudou a equipe da Oracle a vencer o barco da Nova Zelândia nas primeiras seis regatas das finais. Mesmo tendo reunido uma equipe de engenheiros de software para mapear e planejar cada detalhe, o time de Ellison não conseguia superar aqueles desconhecidos velejadores neozelandeses. A realidade sobre as águas simplesmente se recusava a confirmar as projeções dos complexos modelos de computador que os especialistas da Oracle haviam criado. 

Na verdade, toda aquela dispendiosa tecnologia encobria o que o capitão, Jimmy Spithill, no fundo, já sabia: o iate da Nova Zelândia estava triunfando por navegar por um curso radicalmente diferente. Uma das coisas mais difíceis de fazer com eficiência é navegar bem na direção contrária à do vento. É fácil ser impulsionado quando o vento bate por trás: qualquer pessoa com uma canoa e um grande saco de lixo como vela consegue. Mas ir diretamente contra o vento requer equilibrar com precisão a força das velas contra a resistência proporcionada pelas bolinas (as grandes quilhas que ficam sob a embarcação para evitar a deriva lateral). 

**SAIBA MAIS SOBRE ROUBANDO O FOGO**

A maioria das pessoas se lembra de Prometeu por sua ousadia em roubar o fogo dos deuses e por seu castigo eterno, acorrentado a uma rocha. Poucos, porém, sabem por que ele cometeu o roubo. Zeus havia vencido os titãs e passado a ser o mandachuva do Olimpo, mantendo dois titãs para trabalharem para ele na criação do mundo: Epitemeu e Prometeu. O primeiro ficou encarregado de criar todos os seres vivos da Terra; começou a fazer os animais com a argila do rio, concedendo-lhes os dons que Zeus tinha designado – força, velocidade, presas e pelos. Então, o segundo se compadeceu dos seres humanos, trêmulos e indefesos na escuridão, e perguntou a Zeus se poderia lhes dar o fogo para compensar sua fragilidade. Zeus não autorizou, mas Prometeu roubou o fogo mesmo assim. 

Resgatando essa lenda, o jornalista Steven Kotler e o cientista Jamie Wheal, da University of Colorado, EUA, argumentam em seu livro Roubando o fogo: a ciência por trás dos super-humanos (ed. HSM) que não é preciso ninguém mais roubar o fogo por nós; já temos condições de simbolicamente roubar o fogo divino, alterando nossos estados de consciência e ganhando facilmente as quatro habilidades que podem nos diferenciar. Vale dizer que os autores não fazem apologia a substâncias ilícitas, que são só um dos caminhos para o fluxo de consciência. 

Em vez do zigue-zague “alto e lento” padronizado da equipe da Oracle, navegando a cerca de 45 graus na direção do vento, os neozelandeses optaram por quebrar as convenções: navegavam “baixo e rápido”, a 50 ou até 60 graus contra o vento. Com isso, o barco emergia em seus hidrofólios e surfava quase 30% mais rápido do que os outros competidores. É bem verdade que a tripulação tinha de descrever uma trajetória um pouco maior, porém o fazia em enorme velocidade. 

Sem mais nada a perder, o capitão Spithill confrontou Ellison e demitiu seu perito em tática. Nas regatas seguintes, escolheu também velejar contra o vento para capitalizar a eficiência proporcionada pelos hidrofólios. Ao abandonar as velhas convenções e se adaptar ao verdadeiro potencial da embarcação, o velejador conduziu a equipe Oracle a oito vitórias consecutivas – a maior virada já registrada no mais antigo evento esportivo internacional da modalidade. 

Estamos diante de uma decisão similar à do capitão do barco da Oracle neste exato momento. Assim como a antiga sabedoria do iatismo favorecia o “alto e lento”, direcionando a embarcação o mais perto possível do destino final contra o vento, nós também estamos imersos em uma cultura do “alto e lento”, que envolve um processo implacável de determinar metas e avançar em linha reta em direção a elas. É por isso que muitos trabalhadores deixam de gozar mais da metade de suas férias remuneradas e ainda se gabam de suas jornadas laborais de mais de 60 horas por semana. Valorizamos o sofrimento e o sacrifício como motores de desempenho. 

Abrir mão disso para buscar o desempenho extraordinário pode parecer, à primeira vista, irresponsável ou, no mínimo, um profundo contrassenso. No iatismo, contudo, Spithill aprendeu que os ganhos de desempenho proporcionados pelo uso dos hidrofólios eram tão pronunciados que, se não abrisse mão do convencional estilo de navegação, seria derrotado por quem corresse tal risco. 

O mesmo se aplica ao êxtase. Pesquisas demonstram que as experiências nesse campo nos elevam acima da consciência normal e nos impulsionam para avançar com ainda mais rapidez. Muitos ainda subestimam o tema, por causa da educação, do desenvolvimento pessoal e da formação profissional convencionais. Sem parâmetro de comparação além daquilo que se entende hoje por alto desempenho, é mesmo difícil imaginar quão rápido poderíamos avançar e quantos territórios novos poderíamos cobrir com o impulso proporcionado pelos estados alterados. 

Estados não ordinários de consciência tendem a acelerar o aprendizado, facilitar as curas e proporcionar um impacto mensurável na vida pessoal e profissional. Entretanto, a fim de nos beneficiarmos ao máximo dessas vantagens, precisamos rever nossas táticas e derrubar muitas convenções. O leitor está pronto para isso?

Compartilhar:

Artigos relacionados

Seu valor termina quando sua performance cai?

Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

A contradição que desafia a ONU: É possível falar em inclusão global sem Taiwan?

Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

O próximo Pix será de competências

Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Thought leadership: quando a ideia vale mais que a visibilidade

Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

A IA não vai tornar o trabalho mais humano. Nós é que precisamos fazer isso.

A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de setembro de 2026 14H00
A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

Matheus Fonseca - Fundador da Leapy

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de setembro de 2026 08H00
Profissionais de alto impacto já conseguem pesquisar, analisar, testar hipóteses e executar entregas com um nível de autonomia impensável há poucos anos. O problema é que muitas organizações ainda operam com estruturas, processos e planos de carreira desenhados para limitar exatamente esse potencial.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

Oferecido por:
8 minutos min de leitura
Liderança
18 de setembro de 2026 14H00
A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de setembro de 2026 08H00
Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Marcus Granadeiro - Membro do RICS - Royal Institution of Chartered Surveyors (MRICS) e sócio-diretor do Construtivo

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Vendas, Liderança
17 de setembro de 2026 15H00
Toda equipe de vendas convive com metas. O problema começa quando a pressão pelo resultado transforma forecast em interrogatório, cobrança em ansiedade e gestão em controle excessivo. A autora traz uma reflexão sobre como líderes podem influenciar a performance sem comprometer a confiança e a qualidade das decisões comerciais.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
Marketing
17 de setembro de 2026 13H00
As principais lições para quem está entrando no mundo das buscas generativas e quer entender como marcas passam a ser encontradas, citadas e recomendadas pelas IAs

Clayton Melo - Jornalista, estrategista de inovação, GEO PR, storytelling estratégico e comunicador de futuros. Tem MBA em Marketing pela FGV, Master em Foresight e Design de Futuros pela ESPM e formação em Leadership for the AI Age (MIT Professional Education) e Multimedia Storytelling pela University of the Arts London. É diretor de IA, Foresight e Inovação da GBR.

Oferecido por:
Direito, Regulação & Compliance
17 de setembro de 2026 08H00
Quando uma grande empresa entra em recuperação judicial, os impactos não ficam restritos ao seu balanço. Fornecedores deixam de receber, investimentos são adiados, empregos ficam ameaçados e a atividade econômica perde força, criando um efeito dominó que alcança empresas e consumidores em todo o país.

João Alberto Graça - Advogado, consultor em Direito Tributário, Societário e Governança Corporativa, membro do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná

Oferecido por:
5 minutos min de leitura
Liderança
16 de setembro de 2026 18H00
Ao observar a comunicação constante de um pequeno grupo de galinhas-d’angola, o autor encontrou uma metáfora surpreendente para um dos maiores desafios dos líderes: perceber, interpretar e responder aos sinais que as pessoas emitem antes que o silêncio, a desmotivação ou a ruptura se tornem irreversíveis.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

Oferecido por:
12 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de setembro de 2026 14H00
A área branca se tornou um ativo estratégico! Energia, refrigeração, distribuição elétrica e gestão térmica passaram a determinar quais infraestruturas conseguirão acompanhar a próxima geração da transformação digital.

Felipe Vasco da Silva - Diretor de Aplicações Tecnológicas para a América Latina da Vertiv

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
16 de setembro de 2026 08H00
Em tempos de exposição digital permanente, o compartilhamento de fotos e informações de crianças nas redes sociais exige uma reflexão cada vez mais necessária: até que ponto registrar memórias é diferente de tornar a infância pública? O fenômeno do sharenting convida pais e responsáveis a repensarem os limites entre afeto, privacidade e responsabilidade no ambiente online.

Ana Bia Medeiros - Líder em Educação na Kiddle Pass

Oferecido por:
4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução