Uncategorized

Lean thinking: como promover uma virada lean na empresa

Lean-Agile Leader na Supero

Compartilhar:

Promover mudanças em metodologias de trabalho e culturais nas empresas é sempre um grande desafio. Muito além de mudar processos, promover o Lean Thinking em uma organização passa por uma mudança de mindset, e para isso dar certo é preciso engajar todos os colaboradores, desde a alta gestão.

Muita empresas estão fazendo uma virada _lean_, pois compreenderam que não há mais tempo para ser perdido com processos que já não fazem mais sentido para seus clientes e para a própria organização.  O _Lean Thinking_, que pode ser traduzido como **“mentalidade enxuta”**, teve sua origem na década de 50,  baseado no sistema Toyota de produção. Leva em conta cinco princípios que devem ser aplicados em sequência: definir valor, mapear o fluxo de valor, criar um fluxo contínuo, organizar um fluxo puxado  e buscar a perfeição. Todo o processo tem o objetivo de aumentar a efetividade da empresa e, por consequência,  a satisfação dos clientes. 

Houve um tempo que se pensava que  a metodologia _lean_ se aplicava  somente para fábricas, mas atualmente é largamente utilizada em todos os setores. Em empresas do setor de tecnologia, como a [Supero](https://www.supero.com.br/), há cerca de dois anos a virada começou  a ser estruturada. Para promover essas melhorias, é preciso entender sobre cada uma dos cinco princípios. 

Princípio 1: Definir o valor
—————————-

O número 1, definir o valor, diz respeito a definir o que é valor na visão do cliente. O que realmente importa para ele em determinado momento, determinado projeto. Quais são suas expectativas, desejos, necessidades.  

Princípio 2: Mapear o fluxo de valor
————————————

O segundo princípio, mapear o fluxo de valor, trata de identificar e mapear os fluxos de valor e evoluir os processos. Se aplica em todas as áreas, desde compras, recursos humanos até a entrega aos clientes. Com esse mapeamento visual, é possível identificar as etapas que não trazem valor e buscar maneiras de eliminá-las, além de uma melhor compreensão de toda a operação da empresa. 

Princípio 3: Criar um fluxo contínuo
————————————

Criar um fluxo contínuo, terceiro princípio do Lean Thinking, começa imediatamente após  o mapeamento do fluxo de valor. Uma vez com os processos que criam valor mapeados, essas atividades devem ser realizadas continuamente para garantir o melhor desempenho, sem interrupções e atrasos. Isso exige um esforço conjunto em todas as áreas da empresa. 

Princípio 4: Organização de um fluxo puxado
——————————————-

Com as melhorias anteriores implementadas, é possível começar o quarto deles: Organização de um fluxo puxado. Isto significa deixar o cliente puxar a produção, começar um produto conforme a demanda e necessidade do cliente. 

Princípio 5: Buscar a perfeição
——————————-

Todas as etapas anteriores convergem para o quinto e último princípio: buscar a perfeição, que é atingida por meio da melhoria contínua, ou Kaizen, tornando os processos cada vez mais eficazes. Neste ponto, é importante destacar que a filosofia _lean_ não é estática, por isso requer um esforço conjunto para aperfeiçoamento. Esta melhoria pode ser de qualquer coisa, tanto de softwares, como produtos e processos. 

Após entender como funciona o pensamento _lean_, um papel importante é definir quem será o líder dessa transformação. Aí entra em cena o _Lean-Agile Leader, Agile Coach_ ou outro papel que mostre o caminho e inspire o time a fazer as coisas acontecerem. Um bom agente de transformação consegue estruturar um sistema onde ele passa a ser desnecessário, pois o time chegou ao um nível que consegue evoluir por si só.

Após o treinamento, é hora de começar a colocar a mão na massa, aplicando os cinco princípios. Todas as áreas devem estar envolvidas, trazendo suas dores e observando as especificidades, para entender como isso impacta no resultado final em entregas de produtos e serviços para os clientes.

 A gestão à vista, que é uma das boas práticas trazidas pelo pensamento lean, torna explícito a todos, sem filtros e de forma bastante transparente, que há melhorias sendo realizadas e que todos podem contribuir para o bem da organização.

Ao implementar esse pensamento, todos os colaboradores se tornam mais engajados na cultura de resolver os problemas, mesmo aqueles em que não estão diretamente envolvidos. Essa mentalidade também vai ao encontro das habilidades esperadas do profissional do futuro listadas pelos Fórum Econômico Mundial, que destaca a capacidade de resolução de problemas como fundamental. Em pouco tempo é possível verificar os resultados nas mudanças, deixando clientes e colaboradores mais engajados e satisfeitos.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de junho de 2026 15H00
O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia - mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Marcus Garcia - Diretor Comercial da Konia Tecnologia

3 minutos min de leitura
Lifelong learning
17 de junho de 2026 09H00
Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Daniel Luzzi - CEO Cognita Learning Lab

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
16 de junho de 2026 15H00
O mercado discute o futuro - mas continua ignorando quem já está pronto para trabalhar. Este artigo chama atenção para um movimento ignorado: a crescente presença da geração 60+, e o custo de continuar excluindo um dos recursos mais experientes e disponíveis da força de trabalho.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de junho de 2026 09H00
Na estreia da coluna, as autoras, Cecília Seabra e Thais Giuliani, propõem uma mudança de paradigma na liderança: sair das explicações rápidas e dos julgamentos para construir relações mais consistentes por meio da escuta, da curiosidade e da integração de diferenças.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
15 de junho de 2026 15H00
Colesterol, cardiologista, academia. Tudo certo. Só falta mencionar o que, de fato, está tirando as pessoas de campo.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
15 de junho de 2026 08H00
A liderança não cabe mais em rótulos e quem ainda pensa assim pode estar ficando para trás. Este artigo mostra como a valorização de perfis não lineares e a capacidade de integrar múltiplas experiências redefinem o conceito de talento nas organizações.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de junho de 2026 15H00
Mais do que falta de talento ou tecnologia, este artigo revela o verdadeiro risco das organizações modernas: pessoas que deixam de dizer o que pensam. Este artigo demonstra como isso compromete decisões, inovação e resultados sem que ninguém perceba.

Valter Bahia Filho – Autor e consultor educacional

6 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
14 de junho de 2026 08H00
Ao revisitar o colapso e a reinvenção da Japan Airlines, este artigo revela, à luz dos princípios do Aikido, que a verdadeira transformação organizacional não começa na estratégia, mas na superação do ego - quando liderança, propósito e consciência coletiva entram em fluxo.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
13 de junho de 2026 15H00
Inspirado por um colapso histórico no esporte, este artigo revela um dos riscos mais silenciosos das organizações: equipes talentosas deixam de performar quando a confiança desaparece - e a liderança não cria um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para falar, participar e contribuir de verdade.

Dr. Cristiano Nabuco - Reitor da Artmed School of Psychology (APSY)

6 minutos min de leitura
Marketing & growth
13 de junho de 2026 08H00
Em um cenário de mercado mais seletivo e volátil, este artigo mostra por que resultados consistentes não dependem de talento individual, mas da capacidade da liderança comercial de estruturar processos, diagnosticar com precisão e transformar vendas em uma operação científica.

Natalia Coca - Fundadora da FunFlow, estrategista de vendas e palestrante

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão