Inovação
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Megatendências abrangentes no design: estrutura holística para 2025

O papel do design nem sempre recebe o mérito necessário. Há ainda quem pense que se trata de uma área do conhecimento que é complexa em termos estéticos, mas esse pensamento acaba perdendo a riqueza de detalhes que é compreender as capacidades cognoscíveis que nós possuímos.
Rafael Ferrari é sócio de Strategy & Business Design e líder de soluções de Inovação da Deloitte. No ano de 2024 foi eleito um dos 3 brasileiro na lista do top 100 OutStanding global LGBT Executive Role Model. Com mais de 15 anos de experiência realizou trabalhos na América Latina e Canada. Liderou de projetos com abrangência global e atualmente lidera os maiores programas de inovação e transformação digital do país. É professor titular da Fundação Dom Cabral no MBA Internacional. Na escola Conquer é professor de transformação digital e inovação. Nos últimos quatro anos se dedicou a criação e evolução do DE&I LGBT+ no Brasil fazendo parte do conselho global do tema em nossa empresa.

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Megatendências abrangentes no design: estrutura holística para 2025

Pensando na fronteira do conhecimento e riqueza da complexidade: qual é o papel do design na construção do nosso futuro?

Em um painel que explorou as principais tendências do iF Design Trend Report 2025, Uwe Cremering, que é CEO da iF International Forum Design GmbH, Cheryl S. Durst, Vice-Presidente Executiva e CEO da International Interior Design Association, Leigh Gammons, CEO da Tangent, e Lisa Gralnek, Diretora Administrativa da iF Design USA, debateram o tópico, trouxeram previsões de futuro e insights relevantes para o mundo do design, peça fundamental para inovação.

A tese central do debate foi que design é um poderoso meio de contar histórias, elevando a experiência humana ao criar soluções significativas, sustentáveis e empáticas que conectam tecnologia, cultura e bem-estar individual. Questões cruciais para entendermos nossa existência neste mundo.

Vamos conferir quais são as tendências?

1. Digitalidade Humana (Interação Humano-Máquina): num contexto onde existe a revolução tecnológica da IA, os limites entre as capacidades humanas e das máquinas são cada vez mais tênues, por isso, precisamos reiterar considerações éticas sobre a integração tecnológica. Nesse sentido, a IA precisa ser compreendida como inteligência colaborativa, não substitutiva. Além disso, teremos o surgimento de interfaces digitais multissensoriais e com maior foco no design tecnológico centrado no humano.

Pontos para ficar no radar: A inteligência humana autêntica continua sendo essencial. Porém, é necessário ampliar a compreensão do uso tecnológico e a criação de um arcabouçou ético para a integração de IA é essencial.

2. Localização vs. Globalização: Se faz necessária a preservação da identidade cultural. As cadeias de suprimentos resilientes e baseadas em recursos locais serão, eventualmente, uma exigência. Não podemos desvairadamente enxergar soluções globais. Sociedades não funcionam desta maneira. O que mudará com a globalização são as abordagens de design hiper-locais.

Pontos para ficar no radar: O senso de pertencimento é fundamental para a experiência humana, por isso é necessário equilíbrio entre padrões globais e autenticidade local. Nesse sentido, a especificidade cultural como vantagem no design

    3. Co-cociedade (bem-estar e qualidade de vida): No contexto pós-pandemia, a transformação dos espaços de trabalho está sendo impulsionada por uma crescente conscientização sobre saúde mental e social. O design voltado para a experiência humana holística surge como uma tendência essencial, priorizando ambientes que promovem saúde emocional, física e, principalmente, social.

      Pontos para ficar no radar: As tendências incluem ambientes de trabalho que priorizam a saúde emocional, física e social, com um design que apoia o bem-estar psicológico e espaços flexíveis centrados no ser humano. É crucial ficar atento a ambientes que curam e inspiram, à interação social como prioridade no design e ao conforto emocional como métrica essencial na criação desses espaços.

      4. Transição ecológica e sustentabilidade: No contexto da crise climática, a consciência ambiental crescente e os princípios da economia circular estão moldando novas abordagens de design. As tendências incluem abordagens de design regenerativo, o desenvolvimento de produtos com pegada de carbono neutra e a inovação sustentável como estratégia essencial de design.

      Para ficar no radar: É importante considerar o design como uma ferramenta para resolver problemas ambientais, a transparência no impacto ecológico e a adoção dos princípios do design circular.

      5. Circularidade e Design Regenerativo: No contexto da transformação da economia linear, da escassez de recursos e do pensamento sistêmico no design, as tendências apontam para a transição do modelo “criar-usar-descartar” para modelos regenerativos. Isso inclui a otimização do ciclo de vida dos produtos e a redução de desperdício por meio de design inteligente.

      Para ficar no radar: Essencial enxergar o design como um processo regenerativo, não extrativo, adotar um pensamento sistêmico holístico e alinhar modelos econômicos com princípios ecológicos.

      Estas noções nos levaram novamente ao conceito de design, que foi debatido ao final e foi refinado como um conceito que deve ser centrado no ser humano, potencializado pela tecnologia, responsável ambientalmente e sensível à cultura. Essa abordagem integrada busca equilibrar inovação, sustentabilidade e humanização, garantindo que o design seja uma força positiva para a sociedade e o planeta.

      Novamente, sempre em direção aos vínculos.

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      Rafael Ferrari é sócio de Strategy & Business Design e líder de soluções de Inovação da Deloitte. No ano de 2024 foi eleito um dos 3 brasileiro na lista do top 100 OutStanding global LGBT Executive Role Model. Com mais de 15 anos de experiência realizou trabalhos na América Latina e Canada. Liderou de projetos com abrangência global e atualmente lidera os maiores programas de inovação e transformação digital do país. É professor titular da Fundação Dom Cabral no MBA Internacional. Na escola Conquer é professor de transformação digital e inovação. Nos últimos quatro anos se dedicou a criação e evolução do DE&I LGBT+ no Brasil fazendo parte do conselho global do tema em nossa empresa.

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