Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

Mobilidade urbana em transformação: o novo ciclo das concessões no Brasil

Entre inovação, sustentabilidade e segurança regulatória, o modelo de concessões evolui para responder aos novos desafios da mobilidade urbana no Brasil.
Com base nos seus mais de 175 anos de história, a Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo, com cerca de 460 mil profissionais, gerando impactos em mais de 150 países e territórios. A empresa fornece serviços de auditoria e asseguração, consultoria tributária, consultoria empresarial, assessoria financeira e consultoria em gestão de riscos para quase 90% das organizações da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras empresas. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Sócio-líder para a indústria de Government & Public Services, Edson Cedraz possui experiência em consultoria de gestão de riscos corporativos, com atuação em revisão de controles internos e processos, serviços de auditoria interna, consultoria em gestão de riscos, revisão de tecnologia da informação e projetos relacionados à conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley (SOX).
Sócia de Infrastructure and Capital Projects. Fernanda tem mais de 15 anos de experiência em projetos de infraestrutura e capital, ajudando clientes a alcançar produtividade e excelência operacional. Durante sua carreira, Fernanda teve a oportunidade de atuar em diversos segmentos de infraestrutura e projetos de capital, como energia, petróleo e gás, transportes e mineração. Fernanda liderou com sucesso negócios atendendo projetos da Vale e clientes de infraestrutura (esgoto, renováveis ​​e transporte), entregando soluções como FEL, Controles de Projetos, PMO, AWP, BIM, Lean, Inovação e Transformação Digital. Liderou implementações ponta a ponta para entregar projetos com sucesso, produtividade e previsibilidade. Experiência em planejamento e execução de projetos, gestão de programas e projetos, portfólio de negócios, excelência operacional e organizacional.

Compartilhar:

O setor de transportes e mobilidade vive um cenário de transformação, em que modelos mais eficientes, resilientes e sustentáveis são parte indissociável do planejamento urbano e se tornaram uma necessidade das grandes cidades. A mobilidade urbana evidencia cada vez mais a urgência de debater e priorizar, nas agendas pública e privada, novas soluções e modelos inovadores de concessão, capazes de responder aos desafios contemporâneos e promover melhorias efetivas para a sociedade.

Por muitos anos, o modelo de concessões brasileiro baseou-se em critérios econômicos, em que vencia o licitante com a menor oferta, seja em tarifa ao usuário ou valor de serviço, mas que sinalizasse a viabilidade do projeto. Nesse modelo, as propostas eram avaliadas e comparadas quase que exclusivamente pelo preço, com peso reduzido para critérios voltados para inovação, sustentabilidade ou qualidade operacional.

Nesse cenário, muitos projetos acabaram se mostrando economicamente inviáveis após o início da operação, aumentando o risco e demandando revisões de contratos e de tarifas. Com isso, a previsibilidade regulatória foi enfraquecida, exigindo intervenções. Especialmente a partir dos anos 2010, o Brasil passou a adotar novas normas e exigências, buscando reduzir o risco de propostas inviáveis e aumentar a sustentabilidade de longo prazo dos contratos.

Essa evolução no modelo de concessões chega agora a um novo momento, com as mudanças trazidas pela tecnologia, pelas preocupações com a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento de novos modelos de veículos baseados em combustíveis limpos e menor emissão de carbono.

Isso já se reflete, inclusive, nos anúncios do governo federal para as novas concessões rodoviárias. O Ministério dos Transportes projeta mais de R$ 120 bilhões em investimentos nos leilões realizados entre 2025 e 2026, com uma carteira de projetos que reflete uma estratégia que combina segurança regulatória, inovação e critérios sustentáveis.

Esses pontos são corroborados pelo estudo Global Transportation Trends, lançado em 2025 pela Deloitte. O documento identifica cinco tendências para os transportes e a mobilidade urbana para os próximos anos, que passam por diversificar os modelos de financiamento e de receitas; fortalecer a infraestrutura; integrar mobilidade autônoma; promover veículos de baixa ou zero emissão de carbono; e escalonar o emprego de IA.

A inovação e a inteligência artificial também são citadas como peças-chave na edição de 2025 da pesquisa Government Trends, também da Deloitte, que aponta como demandas públicas cada vez mais complexas tornam a eficiência na gestão governamental um imperativo. Nesse contexto, governos ao redor do mundo vêm encontrando caminhos para melhorar a entrega de políticas públicas por meio da modernização digital.

O exemplo vindo de iniciativas bem-sucedidas já adotadas em outros países ajuda a preparar um benchmark para possíveis soluções brasileiras. Um deles, analisado no estudo Global Transportation Trends, é o desenvolvimento de um gêmeo digital pela Organização de Planejamento Metropolitano de Broward, na Flórida.

O objetivo é aprimorar o planejamento de infraestrutura ao integrar dados sobre habitação, zoneamento, população e clima, permitindo que os planejadores utilizem visualizações geoespaciais para desenvolver ideias. O SMART METRO busca prever congestionamentos e riscos de inundação, além de simular impactos no transporte e no uso do solo. A agência espera utilizar a ferramenta para orientar projetos de reurbanização, melhorar as vias existentes e determinar as localizações ideais para paradas e rotas de transporte público.

A compreensão integrada dessas tendências e experiências é fundamental para direcionar recursos ao setor de transportes e mobilidade brasileiro, maximizando o valor gerado pelos investimentos e preparando o sistema para os desafios atuais e futuros. A infraestrutura segue sendo uma classe de ativo atraente e de longo prazo, abrindo espaço para a evolução do mecanismo de concessões no Brasil e possibilitando parceiras cada vez mais maduras entre setor público e privado, essenciais para fazer o país avançar.

Compartilhar:

Com base nos seus mais de 175 anos de história, a Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo, com cerca de 460 mil profissionais, gerando impactos em mais de 150 países e territórios. A empresa fornece serviços de auditoria e asseguração, consultoria tributária, consultoria empresarial, assessoria financeira e consultoria em gestão de riscos para quase 90% das organizações da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras empresas. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.

Artigos relacionados

Quem está ficando de fora do futuro da tecnologia?

Num setor que insiste em se declarar neutro, este artigo expõe a pergunta incômoda que a tecnologia evita – e revela por que ampliar quem ocupa a mesa de decisões é urgente para que o futuro não repita o passado.

A reinvenção dos conselhos no Brasil

Entre progressos estruturais e desafios persistentes, o Brasil passa por uma transformação profunda e se vê diante da urgência de consolidar conselhos mais plurais, estratégicos e preparados para os dilemas do século 21.

Inovação & estratégia
24 de janeiro de 2026
Inovação não falha por falta de ideias, mas por falta de métricas - o que não é medido vira entusiasmo; o que é mensurado vira estratégia.

Marina Lima - Gerente de Inovação Aberta da Stellantis para América do Sul

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de janeiro de 2026
Se seus vínculos não te emocionam, talvez você esteja fazendo networking errado. Relações que movem mercados começam com conexões que movem pessoas - sem cálculo, sem protocolo, só intenção genuína.

Laís Macedo - Presidente do Future Is Now

3 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
22 de janeiro de 2026
Se a IA sabe mais do que você, qual é o seu papel como líder? A resposta não está em competir com algoritmos, mas em redefinir o que significa liderar em um mundo onde informação não é poder - decisão é.

João Roncati - CEO da People+Strategy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de janeiro de 2026
Como o mercado está revendo métricas para entregar resultados no presente e valor no futuro?

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Inovação
20 de janeiro 2026
O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados. Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas

5 minutos min de leitura
Liderança
19 de janeiro de 2026
A COP 30 expôs um paradoxo gritante: temos dados e tecnologia em abundância, mas carecemos da consciência para usá-los. Se a agenda climática deixou de ser ambiental para se tornar existencial, por que ainda tratamos espiritualidade corporativa como tabu?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...