Uncategorized

O EMPREENDEDOR EXPONENCIAL

Para aproveitar a era da abundância, o gestor deve mudar sua mentalidade, o que requer um conjunto de ferramentas psicológicas
Peter Diamandis e Steven Kotler são autores do livro Oportunidades Exponenciais – Como Crescer e Impactar o Mundo (ed. HSM), em cujos highlights este artigo é baseado.

Compartilhar:

Tecnologias exponenciais acrescentam alavancagem física a todo empreendedor. Mas, para ele se tornar um empreendedor exponencial de fato – ou seja, para ser uma força pró-disrupção –, necessita de ferramentas psicológicas que lhe forneçam uma vantagem mental. 

Subir o Monte da Ousadia, além de desafiador tecnologicamente, é de uma dificuldade psicológica incrível. Todo inovador que conhecemos enfatiza a importância do jogo mental para o sucesso – especialmente os empreendedores exponenciais Elon Musk, Larry Page, Jeff Bezos e Richard Branson, que vemos como modelo. A atitude é o segredo e, para quem quer tê-la, sugerimos as ferramentas e técnicas mentais da metodologia conhecida como Skunk. 

Em 1943, o engenheiro-chefe da fabricante de aeronaves Lockheed, Kelly Johnson, recebeu uma ligação do Departamento de Defesa norte-americano. Caças alemães tinham acabado de surgir sobre a Europa, e os EUA precisavam de um modelo para o contragolpe. A missão era essencial e o prazo, impossivelmente apertado. 

Kelly, então, teve uma ideia. Nas instalações da Lockheed em Burbank, Califórnia, recrutou um pequeno grupo de seus engenheiros e mecânicos mais brilhantes, deu-lhe total liberdade de projeto – nenhuma ideia seria considerada excêntrica ou estranha demais – e isolou-o do resto da burocracia da Lockheed; poucos sabiam que a unidade existia. A unidade foi apelidada de Skunk Works em homenagem a quadrinhos da época. 

O sucesso foi total: o primeiro jato militar norte- -americano foi entregue ao Pentágono 143 dias depois, sete dias antes do prazo – em um projeto militar típico, esse é o tempo que leva para assinar a papelada. Nas décadas seguintes, a Lockheed repetiu o sucesso, produzindo alguns dos aviões mais famosos do mundo – o U-2, o SR-71, o Nighthawk, o Raptor – com a mesma metodologia. Qual a explicação? 

**METAS OUSADAS E SUBMETAS**

A natureza difícil das metas da Lockheed constitui o primeiro segredo do sucesso da metodologia Skunk. Os psicólogos Gary Latham e Edwin Locke descobriram que fixar metas é uma das formas mais fáceis de aumentar a motivação e o desempenho em 11% a 25% e que grandes metas levam aos melhores resultados, superando de longe metas pequenas, médias e vagas. 

O Google é uma empresa que trabalha com metas elevadas, que habitam aquela área indefinida entre os projetos audaciosos e a pura ficção científica. Em vez de ganhos de meros 10%, buscam melhorias de 10x (dez vezes) – o que é um aumento de 1.000% no desempenho. 

Essa é uma informação crucial para o empreendedor exponencial. Iniciar qualquer negócio é difícil e, quando há a intenção de abalar o setor, aterrorizante. Só que essa ambição é a alavanca-chave. 

Locke e Latham descobriram também que há um requisito para que a meta ambiciosa funcione: o alinhamento dos valores da pessoa com o que ela está fazendo (no caso de Kelly e sua equipe, o objetivo era salvar o mundo do perigo nazista). 

Outro achado importante diz respeito à necessidade de decompor a visão em partes executáveis, pequenas, que os psicólogos chamam de submetas. Elas trazem dois benefícios. 

O primeiro é o alinhamento do risco com a recompensa. Poucos projetos chegam a receber todo o financiamento de que precisam no início. Geralmente, o capital chega em estágios à medida que os empreendedores acham novos meios de atenuar o risco. 

O segundo benefício das submetas é psicológico. Latham e Locke ensinaram que existe uma alavancagem oculta em fixar grandes metas, mas estas só fazem aumentar a motivação. É igualmente fundamental que a pessoa que fixa essas metas confie em sua capacidade de alcançá-las, e isso pressupõe decompor grandes metas em submetas alcançáveis. 

**ISOLAMENTO**

Outra chave da metodologia Skunk diz respeito ao isolamento do projeto. Isolar-se estimula o risco, encoraja ideias estranhas e ousadas e age como uma contraforça à inércia do resto da sociedade. Como Burt Rutan, vencedor do X Ansari Prize, certa vez ensinou: “Na véspera de uma coisa ser realmente revolucionária, ela é uma ideia louca”. 

**ITERAÇÃO RÁPIDA** 

O terceiro grande segredo da metodologia Skunk é fazer iteração o mais rápido possível – essa é uma das melhores estratégias de atenuação do risco já desenvolvidas. Ou como no lema não oficial do Vale do Silício: “Fracasse cedo, fracasse com frequência, fracasse avançando”. 

Empreendimentos ousados requerem esse tipo de abordagem de experimentos. Como a maioria deles falha, o progresso real requer testar toneladas de ideias, reduzindo o intervalo entre os testes e aumentando os conhecimentos obtidos com os resultados. Isso é iteração rápida. 

**A SUPERCREDIBILIDADE EM 4 PASSOS**

Para lançar a International Space University, embrião da Singularity University, Peter Diamandis e seus parceiros perceberam que precisavam construir uma supercredibilidade, como todo empreendedor exponencial. A seguir, Diamandis compartilha sua estratégia para isso, passo a passo:

**PASSO UM:** Familiaridade importa. “Começamos recrutando a ajuda de pessoas que haviam visto nosso sucesso nos últimos cinco anos. Isso pode parecer óbvio, mas não é. No jogo das startups, especialmente no início da sua carreira, os apoiadores costumam ser os amigos próximos, e a família, as pessoas que já o conhecem e confiam em você. Depois, as pessoas mais propensas a investir no seu sucesso são aquelas que já viram você ter sucesso. Assim, se lhe falta um currículo, construa um. Comece seu projeto ousado com uma iniciativa bem menor para mostrar aos outros do que você é capaz. Então, aproveite essa rede para seu próximo passo.”

**PASSO DOIS:** Diminuir o ritmo e desenvolver credibilidade. “Em vez de nos precipitarmos rumo ao nosso objetivo ousado de uma universidade espacial, nosso primeiro passo foi organizar uma conferência para ‘estudar’ a viabilidade de uma universidade espacial. Muitos empreendedores saltam esse passo. Eles têm uma ideia ousada, obtêm um pouco de aceitação e confundem esse voto de confiança com um sinal de que os dólares estarão disponíveis. Talvez estejam, mas aceitação real significa mais do que apenas um pouco de confiança. Requer um monte de confiança. Investidores adoram ideias, mas financiam a execução. E para nós, bem, uma conferência já era algo que sabíamos como organizar. No decorrer de alguns meses conseguimos arrecadar US$ 50 mil – a maior parte em torno da ideia de realizar uma ‘feira de empregos’ aeroespaciais no MIT paralelamente à nossa conferência da viabilidade da International Space University.”

**PASSO TRÊS:** Alavancar a oportunidade. “Nossa grande oportunidade surgiu quando conseguimos o compromisso do chefe da Agência Espacial Canadense de vir dar uma palestra. Com o comparecimento da agência canadense, conseguimos convencer a Agência Espacial Europeia a comparecer, então a japonesa, a chinesa, a russa, a indiana e finalmente a própria Nasa. Lentamente, pouco a pouco, estávamos ascendendo rumo à supercredibilidade.”

**PASSO QUATRO:** A mensagem importa. “Nos seis meses antes da conferência, tentamos imaginar como seria uma universidade espacial, aprofundando os detalhes do que lecionaríamos e de quem compareceria. Desenvolvemos também um plano detalhado envolvendo sempre nossos conselheiros – dependíamos da qualidade de nossas ideias e de quem apresentaria aquelas ideias ao mundo. Tão convincentes foram as ideias e as pessoas que saltamos bem acima da linha da supercredibilidade. O evento logo se tornou a conferência fundadora da Singularity University.”

**AUTONOMIA, MAESTRIA E PROPÓSITO**

A metodologia Skunk inclui também um tipo especial de motivação. Aqui vale mergulhar um pouco na ciência da motivação. Na maior parte do século passado, essa ciência concentrou-se nas recompensas extrínsecas – ou seja, motivadores externos, do tipo “faça isso para obter aquilo”. 

Um grupo crescente de pesquisas tem mostrado, no entanto, que as recompensas extrínsecas não funcionam como se supõe. Para funções bem básicas, o dinheiro pode efetivamente influenciar o comportamento. Mas, quando as necessidades básicas deixam de ser uma causa cons

As recompensas intrínsecas – significando satisfações internas, emocionais – tornam-se mais cruciais, três em particular: autonomia, maestria e propósito. Autonomia é o desejo de conduzir nosso próprio barco. Maestria é o desejo de conduzi-lo bem. E propósito é a necessidade de que a jornada signifique algo. 

Para sermos ousados, precisamos dessas recompensas intrínsecas. Se os empreendedores não atualizam sua psicologia para acompanhar a tecnologia exponencial de que dispõem, poucas chances eles têm de vencer essa corrida. 

Isolar a equipe de inovação cria um ambiente onde as pessoas são livres para seguir a própria curiosidade, ampliando a autonomia. Iteração rápida significa acelerar os ciclos de aprendizado, ou seja, pôr as pessoas na rota da maestria. E alinhar grandes metas com valores individuais cria o verdadeiro propósito. 

Mais importante, você não precisa estar dirigindo uma Skunk Works para tirar proveito desses motivadores intrínsecos. O Google explora a “autonomia” por toda a empresa com seus 20% de tempo livre concedidos aos colaboradores. 

Tony Hsieh, CEO da Zappos, enfatiza a maestria, tornando a “busca de crescimento e aprendizado” central a sua filosofia corporativa e dizendo a famosa frase: “O fracasso não é um distintivo de vergonha. É um rito de passagem”. 

E o CEO da Toms Shoes, Blake Mycoskie, explora o poder do propósito ao decidir doar um par de sapatos a uma criança no mundo em desenvolvimento para cada par vendido. 

Com esse tipo de núcleo psicológico, não surpreende que Google, Zappos e Toms tenham se tornado líderes setoriais em tempo recorde. Criar uma empresa com autonomia, maestria e propósito como valores-chave significa criar uma empresa construída para a velocidade. E isso é fundamental a um empreendedor exponencial. 

**PENSAR EM LARGA ESCALA**

Elon Musk, Larry Page, Jeff Bezos e Richard Branson exemplificam o empreendedor exponencial, comprometido com o ousado, com o duradouro e com o magistralmente executado. O que todos têm em comum também é a capacidade de pensar em larga escala. A tecnologia exponencial permite aumentarmos a escala como nunca, mas, sem pensar grande, isso não ocorrerá.

Os seres humanos não captam a grande escala. Nosso cérebro evoluiu para processar um mundo mais simples, onde tudo o que encontrávamos era local e linear. Descobrimos que, para pensar em grande escala, todos os quatro contaram fortemente com as ferramentas psicológicas da metodologia Skunk, mais a supercredibilidade [veja quadro à esquerda] e as seguintes estratégias mentais adicionais:

1.Entusiasmo [veja quadro na próxima página].

2.Pensamento de longo prazo.

3.Pensamento centrado no cliente.

4.Pensamento probabilístico.

5.Pensamento racionalmente otimista.

6.Confiança em princípios básicos, também conhecidos como verdades fundamentais.

**FLUXO**

Todas essas ferramentas mentais de que a metodologia Skunk trata servem a uma função adicional. Não apenas aumentam a motivação e desempenho, mas também desencadeiam o estado de consciência conhecido como fluxo.

Tecnicamente, o fluxo é definido como um estado ótimo de consciência no qual sentimos o melhor de nós e atingimos nosso melhor desempenho. E você provavelmente teve alguma experiência nesse estado. Se alguma vez perdeu uma tarde em uma ótima conversa ou se envolveu tanto em um projeto de trabalho que esqueceu todo o resto, viveu isso. O fluxo descreve aqueles momentos de absorção total, em que ficamos tão concentrados na tarefa à frente que todo o resto desaparece. Ação e consciência se fundem. O tempo voa. O eu desaparece. 

O empreendedor precisa, portanto, aprender a usar os desencadeadores de fluxo, sejam psicológicos (individuais), sejam sociais (para grupos). Os psicológicos são as estratégias para cada um de nós voltarmos a atenção ao agora. O pesquisador pioneiro do fluxo Mihaly Csikszentmihalyi identificou entre essas estratégias as metas claras, o feedback imediato e uma relação saudável entre desafio e habilidades. Se o desafio é grande demais, o medo nos toma. Se é fácil demais, não prestamos atenção a ele. O fluxo surge no meio, entre o tédio e a ansiedade. 

**ENTUSIASMO EMPREENDEDOR: LEIS DE PETER (DIAMANDIS)**

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/ffa5aa31-c465-4302-adff-7a22a045c5c3.jpeg)![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/7ba65d47-5f06-458c-9ebb-5351bfd2c391.jpeg)![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/c49bf49b-d079-46bd-8b1b-5fd5b9d18c15.jpeg)

Os desencadeadores sociais se referem ao fluxo coletivo, que acontece com um grupo de pessoas. Se você já assistiu a uma virada no último quarto de um jogo de basquete, sabe do que estamos falando. Como precipitar o fluxo coletivo? 

Três dos desencadeadores sociais são versões coletivas dos desencadeadores psicológicos identificados por Csikszentmihalyi: concentração séria da equipe, metas claras compartilhadas e boa comunicação (ou seja, montes de feedback imediato). Porém há mais sete desencadeadores sociais: participação igual de todos, um elemento de risco (mental ou físico), familiaridade (o grupo se comunica com compreensões implícitas), fusão de egos (humildade), sensação de controle (escolher os próprios desafios e ter as habilidades necessárias para superá-los), escuta atenta e, por fim, o hábito de sempre dizer “sim, e…” (para que as interações sejam aditivas, mais do que argumentativas). 

Há, ainda, os desencadeadores criativos do fluxo. Pesquisas mostram que novos ambientes e experiências diferentes costumam ser o trampolim para novas ideias e, se a criatividade for considerada virtude na cultura de uma organização, isso também contará pontos a favor do fluxo. 

**SOPA DE PEDRA E ENTUSIASMO**

Ouvi a história da sopa de pedra na faculdade e ela nunca me deixou. Fazer sopa de pedra é a única forma de um empreendedor vencer. As pedras são as ideias ousadas; as batatas e cenouras doadas, os recursos e o apoio de investidores e parceiros. 

O que atrai as doações para a sopa de pedra ser produzida é o entusiasmo do cozinheiro. Só que não o entusiasmo cego, nocivo, e sim o entusiasmo explorador, de quem avança e pensa. 

Por isso, além das ferramentas psicológicas da metodologia Skunk, da construção de supercredibilidade e do pensamento em larga escala [veja os quadros das páginas anteriores], recomendamos a você só mais uma coisa: entusiasmo empreendedor.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Como promptar a realidade

Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento – e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

O álibi perfeito: a IA não demitiu ninguém

Quando “estamos investindo em inteligência artificial” virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

ESG
25 de março de 2026 09H00
Quando propósito vira vantagem competitiva, manter impacto e lucro separados é mais que atraso - é miopia estratégica.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

5 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
24 de março de 2026 14H00
Quando a geopolítica esquenta, o impacto não começa nos noticiários - começa na planilha: energia mais cara, logística pressionada, insumos instáveis e margens comprimidas. Este artigo revela por que guerras longínquas se tornam, em poucos dias, um problema urgente de precificação, estratégia e sobrevivência financeira para as empresas.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
24 de março de 2026 07H00
À medida que a China eleva a inteligência artificial incorporada e as interfaces cérebro‑máquina ao status de indústrias estratégicas, uma nova disputa tecnológica global se desenha - e o epicentro da inovação pode estar prestes a mudar de coordenadas.

Leandro Mattos - Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de março de 2026 14H00
Entre inovação, sustentabilidade e segurança regulatória, o modelo de concessões evolui para responder aos novos desafios da mobilidade urbana no Brasil.

Edson Cedraz - Sócio-líder para a indústria de Government & Public Services e Fernanda Tauffenbach - Sócia de Infrastructure and Capital Projects

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
23 de março de 2026 08H00
Num setor que insiste em se declarar neutro, este artigo expõe a pergunta incômoda que a tecnologia evita - e revela por que ampliar quem ocupa a mesa de decisões é urgente para que o futuro não repita o passado.

Roberta Fernandes - Diretora de Cultura e ESG do CESAR

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
22 de março de 2026 08H00
Num mundo em que qualquer máquina produz texto, imagem ou vídeo em segundos, o verdadeiro valor deixa de estar na geração e migra para aquilo que a IA não entrega: julgamento, intenção e a autoria que separa significado de ruído - e conteúdo de mera repetição.

Diego Nogare - Especialista em Dados e IA

3 minutos min de leitura
Liderança, ESG
21 de março de 2026 11H00
Entre progressos estruturais e desafios persistentes, o Brasil passa por uma transformação profunda e se vê diante da urgência de consolidar conselhos mais plurais, estratégicos e preparados para os dilemas do século 21.

Felipe Ribeiro - Sócio e cofundador da Evermonte Executive & Board Search

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de março de 2026 06H00
Se a Governança de Dados não engaja a alta liderança, não é por falta de relevância - é porque ninguém mobiliza executivo algum com frameworks indecifráveis, Data Owners sem autoridade ou discursos tecnicistas que não resolvem problema real. No fim, o que trava a agenda não são os dados, mas a incapacidade de traduzi-los em poder, decisão e resultado

Bergson Lopes - Fundador e CEO da BLR DATA e vice-presidente da DAMA Brasil

0 min de leitura
User Experience, UX, Marketing & growth
20 de março de 2026 14H00
Entenda como experiências simples, contextualizadas e humanas constroem marcas que duram.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
20 de março de 2026 08H00
Este artigo provoca uma pergunta incômoda: por que seguimos tratando o novo com lentes velhas? Estamos vivendo a maior revolução tecnológica desde a internet - e, ainda assim, as empresas estão tropeçando exatamente nos mesmos erros da transformação digital.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...