Tecnologia e inovação

O futuro da privacidade de dados e a identidade digital

Com o crescimento dos ecossistemas digitais, nunca foi tão fácil o acesso aos nossos dados pessoais. Grandes empresas de tecnologia têm buscado garantir privacidade e segurança aos seus usuários no ambiente online através da digital ID
Trocou as grandes corporações pelo mundo das startups e atualmente é CMO da unico, IDTech especializada em tecnologia para identidades digitais.

Compartilhar:

O que você, que está lendo este artigo, e uma celebridade têm em comum? Muita coisa, eu diria. Exposição, na maioria das vezes indesejada e até desconhecida, é a principal delas.

Você pode não ter paparazzi na sua janela ou ser perseguido por fãs onde quer que vá, mas já parou para pensar na quantidade de informações sobre você registradas no mundo digital? Tudo o que fazemos no ambiente online deixa rastros. Nome, endereço, preferências, hábitos de consumo… É uma infinidade de dados que, juntos, dizem muito sobre quem somos.

Com o crescimento acelerado dos ecossistemas digitais, os indivíduos estão cada vez mais compartilhando grandes quantidades de dados pessoais por meio de interações digitais de baixa segurança, sacrificando sua privacidade e segurança. Segundo a International Data Corporation, até 2025 a esfera de dados global será dez vezes maior que em 2016, chegando a 163 zettabytes – medida que representa um trilhão de gigabytes.

## Tema do dia: privacidade
Nesse cenário, a privacidade é um tema que anda em alta. Neste mês de fevereiro, o Brasil[passou a ter a proteção de dados pessoais](https://www.revistahsm.com.br/post/evento-como-se-adequar-a-lgpd-e-extrair-valor-para-a-sua-empresa), inclusive nos meios digitais, como cláusula pétrea da Constituição, ou seja, não pode ser alterada. Mas mesmo antes, a obrigação de proteger dados pessoais já era uma obrigação legal das empresas — além de ser um compromisso fundamental para construir uma relação de confiança com clientes e manter a competitividade.

É tema do dia na agenda de negócios. O mercado de privacidade deve crescer de US$ 1,57 bilhão em 2021 para US$ 17,75 bilhões em 2028, de acordo com a Fortune Business Insights.

Grandes empresas de tecnologia já pesquisam e desenvolvem soluções para maior privacidade aos usuários. Quem não buscar conhecimento e inovação nessa área, aos poucos, será substituído.

## Identidade digital
Um setor que tem encarado os [desafios de privacidade como oportunidade](https://www.revistahsm.com.br/post/a-hora-h-do-sxsw-hackear-ou-habilitar-o-ser-humano) para crescer e inovar é o de identidade digital. A digital ID é uma forma de provar quem somos, gerando oportunidades de realizar interações de modo simples e seguro no mundo digital. Eficiência, redução de custos, prevenção a fraudes e menos burocracia são alguns dos benefícios do uso de uma identidade digital segura.

Ao desenvolvermos soluções de identidade digital, temos a oportunidade também de oferecer mecanismos integrados para garantir a privacidade e segurança, ao mesmo tempo em que damos aos usuários acesso aos seus dados pessoais, direitos de decisão sobre quem tem acesso a esses dados, com transparência sobre quem os acessou.

Um exemplo de onde isso já acontece na prática é na Estônia, pequeno país europeu de 1,4 milhão de habitantes. Lá, 99% dos serviços podem ser acessados eletronicamente: votar, abrir uma empresa e até emitir certidão de nascimento. Por trás disso, está um [ecossistema de identidade digital](https://www.revistahsm.com.br/post/novas-tribos-do-mercado-de-trabalho-e-desafios-da-gestao-de-pessoas) que conecta as pessoas a essas facilidades, e o cidadão é sempre avisado quando alguém acessa seus dados. Acessos indevidos, inclusive, são investigados.

Uma vida, certamente, mais cômoda e segura para os indivíduos e mais hostil a paparazzis digitais.

Compartilhar:

Artigos relacionados

“Strategy Washing”: quando a estratégia é apenas uma fachada

Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos – mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do “strategy washing” e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Como a inteligência artificial impulsiona as power skills

Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

iF Design Awards, Brasil e criação de riqueza

A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS

Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares – precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Inovação
Segundo a Gartner, ferramentas low-code e no-code já respondem por 70% das análises de dados corporativos. Entenda como elas estão democratizando a inteligência estratégica e por que sua empresa não pode ficar de fora dessa revolução.

Lucas Oller

6 min de leitura
ESG
No ATD 2025, Harvard revelou: 95% dos empregadores valorizam microcertificações. Mesmo assim, o reskilling que realmente transforma exige 3 princípios urgentes. Descubra como evitar o 'caos das credenciais' e construir trilhas que movem negócios e carreiras.

Poliana Abreu

6 min de leitura
Empreendedorismo
33 mil empresas japonesas ultrapassaram 100 anos com um segredo ignorado no Ocidente: compaixão gera mais longevidade que lucro máximo.

Poliana Abreu

6 min de leitura
Liderança
70% dos líderes não enxergam seus pontos cegos e as empresas pagam o preço. O antídoto? Autenticidade radical e 'Key People Impact' no lugar do controle tóxico

Poliana Abreu

7 min de leitura
Liderança
15 lições de liderança que Simone Biles ensinou no ATD 2025 sobre resiliência, autenticidade e como transformar pressão em excelência.

Caroline Verre

8 min de leitura
Liderança
Conheça 6 abordagens práticas para que sua aprendizagem se reconfigure da melhor forma

Carol Olinda

4 min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia e execução
Lembra-se das Leis de Larman? As organizações tendem a se otimizar para não mudar; então, você precisa fazer esforços extras para escapar dessa armadilha. Os exemplos e as boas práticas deste artigo vão ajudar

Norberto Tomasini

4 min de leitura
Carreira, Cultura organizacional, Gestão de pessoas
A área de gestão de pessoas é uma das mais capacitadas para isso, como mostram suas iniciativas de cuidado. Mas precisam levar em conta quatro tipos de necessidades e assumir ao menos três papéis

Natalia Ubilla

3 min de leitura
Estratégia
Em um mercado onde a reputação é construída (ou desconstruída) em tempo real, não controlar sua própria narrativa é um risco que nenhum executivo pode se dar ao luxo de correr.

Bruna Lopes

7 min de leitura
Liderança
O problema está na literatura comercial rasa, nos wannabe influenciadores de LinkedIn, nos só cursos de final de semana e até nos MBAs. Mas, sobretudo, o problema está em como buscamos aprender sobre a liderança e colocá-la em prática.

Marcelo Santos

8 min de leitura