Carreira, Cultura organizacional, Gestão de pessoas
4 min de leitura

“O futuro do trabalho é sênior e também sob medida”: uma conversa estratégica

Cris Sabbag, COO da Talento Sênior, e Marcos Inocêncio, então vice-presidente da epharma, discutem o modelo de contratação “talent as a service”, que permite às empresas aproveitar as habilidades de gestores experientes
A Talento Sênior é uma empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda. Faz parte do Grupo Talento Incluir e é idealizadora do Hub Sênior para Sênior. Foi finalista do ‘Prêmio Inovação Social da Fundação MAPFRE’, na categoria “Economia Sênior” e é acelerada pela Seniortech Ventures. Foi uma das startups convidadas a participar do Fórum ‘Davos Innovation Week’, sobre inovação em Davos (2024) para apresentar o conceito pioneiro de Talent as a Service (TaaS) na contratação de profissionais maduros.

Compartilhar:

O modelo tradicional de contratação está se transformando, e empresas que desejam crescer de maneira sustentável e inteligente já perceberam que a combinação entre experiência, flexibilidade e estratégia é o caminho a seguir. Essa foi a experiência do C-Level, especialista em Recursos Humanos, Marcos Inocêncio, quando ocupava o cargo de vice-presidente da empresa que ajudou a fundar, a epharma, ao contratar uma profissional de recursos humanos 45+ por meio da Talento Sênior, utilizando o modelo “talent as a service” (TaaS).

Nesta entrevista, Cris Sabbag, COO da Talento Sênior, conversou com o executivo, que contou como foi essa experiência inovadora. Na ocasião, a empresa tinha a necessidade de fortalecer a área de recursos humanos, em meio ao crescimento exponencial — que nasceu como startup e hoje movimenta cerca de R$10 bilhões — levou à adoção do TaaS como solução ideal para o modelo de negócio.

Para o experiente Marcos Inocêncio, o “talent as a service” não só atendeu a uma necessidade estratégica da empresa naquele momento, como também representou para ele uma tendência definitiva para o futuro do trabalho.

A seguir, ele conta como a contratação de uma profissional sênior agregou maturidade, visão estruturante e liderança à cultura ágil e jovem da empresa — mostrando que a experiência é, cada vez mais, um ativo indispensável para organizações que querem evoluir de forma inteligente e competitiva.

1.Cris Sabbag: Marcos, o que motivou a empresa buscar um profissional sênior para a área de Recursos Humanos?

Marcos Inocêncio: A epharma nasceu como startup para serviços de assistência farmacêutica que hoje movimenta cerca de R$10 bi e fomos nos transformando, especialmente na área de Pessoas. Nos últimos quatro anos, o RH evoluiu bastante, mas sentimos que havíamos chegado a um ponto em que precisávamos de uma bagagem mais sólida e estratégica para acompanhar o crescimento acelerado da empresa e que representasse a cultura organizacional ágil, horizontal, moderna e que conectava os sistemas digitais às pessoas. A equipe era bastante jovem, no momento, então a ideia foi justamente resgatar essa tradição e agregar uma visão mais madura, com quem já viveu processos de estruturação de cultura em outras organizações.

2. Cris Sabbag: E como surgiu a ideia de contratar no modelo talent as a service?

Marcos Inocêncio: Quando identificamos essa necessidade, ficou claro que não fazia sentido ter uma contratação tradicional, integral, com todos os custos e rigidez que isso representa. Foi aí que conhecemos melhor o modelo Talent As a Service, proposto pela Talento Sênior.

3. Cris Sabbag: Poderia comentar o perfil contratado pela epharma no modelo TaaS na ocasião?

Marcos Inocêncio: A Talento Sênior nos deu exatamente o que precisávamos nesse processo: acesso a uma profissional com trajetória consolidada, mas de forma sob medida, fracionada, adaptada à nossa realidade. Contratamos uma mulher 50+ que passou a trabalhar na epharma três vezes por semana, e isso gerou um impacto muito positivo.

4.Cris Sabbag: Que benefícios você destacaria nesse modelo, tanto para a empresa quanto para a profissional?

Marcos Inocêncio: Para a empresa, o principal benefício foi ter uma liderança estratégica altamente qualificada, mas de forma acessível e flexível. Conseguimos resolver dores pontuais e estruturar o RH para o futuro, sem os custos e a burocracia de uma contratação tradicional. Já para a profissional, vejo que o modelo permitiu que ela continuasse atuando em vários projetos e empresas, além da epharma, diversificando experiências, mantendo-se atualizada e motivada. É uma relação de ganha-ganha.

5.Cris Sabbag: E como a profissional pôde contribuir para essa transformação cultural na epharma?

Marcos Inocêncio: De forma muito significativa. Ela trouxe um plano de trabalho baseado na sua vivência anterior, especialmente com passagens por empresas de grande porte, que têm culturas organizacionais muito estruturadas. Essa visão dela ajudou a consolidar políticas de gestão de pessoas, processos de desenvolvimento, e principalmente a implementar uma visão estratégica de futuro, algo que a empresa considerava essencial. A jornada dela fez toda a diferença para o negócio.

6.Cris Sabbag: Você acredita que o modelo TaaS é uma tendência para o futuro do trabalho?

Marcos Inocêncio: Sem dúvida. Cada vez mais vemos o impacto da pirâmide etária no mercado de trabalho. É natural que profissionais seniores ocupem espaços estratégicos nas empresas. Além disso, o modelo TaaS responde bem à necessidade de combinar experiência com flexibilidade. Eu diria que é o futuro do trabalho. Deixar de lado o modelo tradicional, caro e engessado, para adotar algo sob medida, adaptado à realidade de cada empresa, é um diferencial competitivo.

7.Cris Sabbag: Na sua visão, o que representou ter um C-level as a service?

Marcos Inocêncio: Representou ter uma liderança estratégica para impulsionar resultados, mas com inteligência de gestão de recursos. O profissional sênior é um ativo estratégico para as empresas. Não se trata apenas de trazer alguém para apagar incêndios, mas de ter uma visão estruturante, para garantir que o crescimento aconteça de forma sustentável e bem fundamentada. Para empresas que não gerenciam adequadamente suas atividades, o futuro fica comprometido. Esse modelo nos permite crescer com inteligência, usando o melhor do capital humano que o mercado oferece.

8.Cris Sabbag: Que conselho você daria para outros VP de RH e empresas que estão considerando contratar profissionais seniores nesse modelo?

Marcos Inocêncio: Eu diria que vale muito a pena. É uma oportunidade de acessar experiência, visão estratégica e maturidade, fatores fundamentais para enfrentar momentos de transformação ou incerteza. E mais: é uma forma de contratar profissionais altamente qualificados sem comprometer o orçamento, com toda a flexibilidade que os novos tempos exigem. Tenho certeza de que esse modelo será cada vez mais adotado pelas empresas que querem crescer de forma sustentável e estratégica.

Saiba mais sobre a epharma e a Talent Sênior

A epharma é uma das principais plataformas de gestão de benefícios de saúde do país. A empresa, fundada há 25 anos, atua como um elo, unindo os ecossistemas de tecnologia e saúde, e criando conexões inteligentes entre os seus principais públicos: indústrias farmacêuticas, gestores de RH, farmácias e drogarias, operadoras de saúde, corretoras, healthcare e Affinity. Pioneira ao lançar o Plano de Benefícios de Medicamentos (PBM) no Brasil em 1999, conta com: mais de 42 mil farmácias, 2 mil clínicas e laboratórios de diagnósticos credenciados em todo o país, beneficiando 32,9 milhões de pessoas e gerando economia de R$ 2,5 bilhões, só em 2024. Mais do que uma plataforma de benefícios de medicamentos: um elo que oxigena todo ecossistema da saúde.

A Talento Sênior é uma empresa de talent as a service, que promove o que chama de “trabalhabilidade” de profissionais 45+ e que gera impacto social a partir de modelos de contratação que impulsionam a inclusão social e econômica por meio do trabalho. É idealizadora do Hub Sênior para Sênior (clique aqui para acessar), uma plataforma de comunidade digital, colaborativa e com curadoria, que visa impulsionar pessoal e profissionalmente pessoas 45+, para gerar negócios, trazer conteúdos, ampliar e fortalecer o networking.Foi finalista do Prêmio Inovação Social da Fundação Mapfre, na categoria “economia sênior” e é acelerada pela Seniortech Ventures. Foi uma das startups convidadas a participar do Fórum ‘Davos Innovation Week’, sobre inovação em Davos (2024) para apresentar o conceito pioneiro de Talent as a Service (TaaS) na contratação de profissionais maduros.

Compartilhar:

A Talento Sênior é uma empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda. Faz parte do Grupo Talento Incluir e é idealizadora do Hub Sênior para Sênior. Foi finalista do ‘Prêmio Inovação Social da Fundação MAPFRE’, na categoria “Economia Sênior” e é acelerada pela Seniortech Ventures. Foi uma das startups convidadas a participar do Fórum ‘Davos Innovation Week’, sobre inovação em Davos (2024) para apresentar o conceito pioneiro de Talent as a Service (TaaS) na contratação de profissionais maduros.

Artigos relacionados

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de agosto de 2026 08H00
Trinta e cinco anos após a criação da Lei de Cotas, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo medida principalmente pelo número de contratações. O desafio agora é outro: garantir experiências de trabalho dignas, acessíveis e capazes de promover desenvolvimento, pertencimento e crescimento profissional.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
5 de agosto de 2026 14H00
Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
5 de agosto de 2026 08H00
A mobilização que o maior evento esportivo do mundo desperta revelou algo poderoso sobre os brasileiros: nossa capacidade de nos unir em torno de um objetivo comum. Mas por que essa mesma energia raramente se traduz em avanços estruturais para o país?

Laura Jane Pereira de Souza - Administradora de empresas, consultora e mentora

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
4 de agosto de 2026 14H00
O retorno obrigatório ao trabalho presencial tem sido defendido como uma solução para desafios de gestão, colaboração e produtividade. O artigo propõe uma reflexão: organizações de alta performance gerenciam pessoas pela presença ou pelo valor que entregam?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia
4 de agosto de 2026 de 2026
Durante um dos maiores congressos de RH do mundo, uma provocação ganhou destaque: o futuro da área não será definido por sua capacidade de justificar sua relevância, mas por demonstrar, com dados e resultados, o impacto que gera para o negócio. Em um cenário marcado por inteligência artificial, novas formas de trabalho e pressão crescente por resultados, o RH é chamado a assumir um papel cada vez mais estratégico.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

3 minutos min de leitura
Liderança
3 de agosto de 2026 14H00
Christopher Nolan levou a Odisseia de volta às conversas contemporâneas. Este artigo aproveita a trajetória de Odisseu para discutir um dos desafios mais invisíveis das organizações: reconhecer quando estratégias que garantiram sobrevivência no passado passaram a limitar confiança, aprendizagem e crescimento no presente.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo