Liderança, Times e Cultura

O papel da liderança na gestão ambidestra

Ambidestria exige uma mudança de mindset que vai muito além de apenas perspectiva e abordagem. Os líderes precisam se preparar constantemente para este tipo de ação.
Palestrante, TEDx Talker, consultora corporativa com mais de 20 anos de atuação e cerca de 650 eventos realizados, impactando 58 mil pessoas. Ao longo desse período, conduziu mais de 300 workshops em grandes empresas, consolidando expertise sólida em temas de alta demanda corporativa. Suas áreas de maior atuação em palestras e workshops são Gestão do Tempo, Produtividade, Cultura Organizacional, Planejamento Estratégico, Protagonismo, Intergeracionalidade, Design Thinking, Inovação, Liderança Inovadora e Ambidestra. Mestre em Gestão do Conhecimento e professora da ESPM e HSM Academy, é autora do livro Liderança para Inovação e co-autora de Jornada Ágil e Business Model You. Reconhecida como Personalidade do Ano em RH (ABTD-PR, 2021) e Top of Mind HSM Academy (2021 e 2022), combina visão estratégica, método

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Na última década, a expressão “inovação” se tornou obrigatória no ambiente corporativo. Desde então, empresas investiram pesado em novas tecnologias e ferramentas, buscando otimizar processos e criar produtos disruptivos. No entanto, muitas vezes elas negligenciaram um aspecto fundamental: a gestão de pessoas.

Mesmo investindo em tecnologia de ponta, essas organizações mantêm uma cultura de controle e microgerenciamento. Essa inconsistência cria um ambiente desmotivador, que sufoca a autonomia e a criatividade dos colaboradores.

Por isso, quando falamos em gestão ambidestra, é fundamental focar também no papel das lideranças na implementação dessa transformação cultural. Afinal, é a liderança ambidestra que poderá aliar ferramentas e processos com o elemento mais importante para a inovação: as pessoas.

O que é gestão ambidestra?

A gestão ambidestra é uma abordagem de negócios que busca o equilíbrio entre a eficiência operacional e a inovação. Essa estratégia entende que, para crescer no mercado de hoje, as empresas precisam ser capazes de navegar em duas frentes: uma que incentiva a criatividade e experimenta novos modelos; e outra que otimiza os processos já existentes e maximiza a eficiência da operação.

Porém, a ambidestria não delega a inovação a um único time ou departamento. Em vez disso, ela permeia toda a organização, criando um ambiente propício à experimentação e à aprendizagem. Essa mudança exige um esforço contínuo, liderado por indivíduos que compreendam e assumam os desafios dessa nova era.

Características da liderança ambidestra

Para implementar uma gestão ambidestra, é preciso investir fortemente em lideranças qualificadas, que estejam dispostas a abrir mão do controle e incentivar times autônomos.

Só assim é possível criar o ambiente com a criatividade e a experimentação necessárias para a inovação. Além disso, algumas outras habilidades são fundamentais:

● Abertura à mudança: É essencial que as lideranças ambidestras sejam receptivas a novas ideias e formas de fazer as coisas trazidas por seus liderados.

● Tolerância ao risco: Lideranças ambidestras criam um ambiente que permite o aprendizado com falhas, sem punir os erros. Só assim é possível investir em experimentação e inovação.

● Empoderamento das equipes: A autorresponsabilidade é um dos pilares da gestão ambidestra. Por isso, bons líderes delegam responsabilidades e confiam na capacidade dos colaboradores para tomar decisões.
● Diversidade: A diversidade de pensamentos, experiências e perspectivas é essencial para a inovação. Por isso, lideranças ambidestras promovem a inclusão e valorizam as diferenças.
● Decisões baseadas em dados: O uso da tecnologia pode ser um importante aliado para permitir decisões assertivas e acompanhar o desempenho da equipe, sem depender de microgerenciamento.

# Implementando a gestão ambidestra
Para implementar a gestão ambidestra de forma eficaz, é importante comunicar de maneira clara a visão e os objetivos da área a todos os profissionais, garantindo que todos estejam alinhados e engajados com o propósito da organização.

Além disso, investir em treinamento e desenvolvimento dos colaboradores é fundamental para capacitá-los a assumir novas responsabilidades e tomar decisões embasadas em dados.

Por fim, é imprescindível que a gestão ambidestra esteja alinhada com a estratégia mais ampla da empresa, garantindo que todas as iniciativas estejam direcionadas para os mesmos objetivos.

De forma geral, podemos dizer que a liderança ambidestra não é uma fórmula mágica, mas sim uma jornada que transforma a cultura organizacional. Ao abraçar essa nova forma de liderar, as empresas podem se preparar para os desafios do futuro e prosperar em um mundo em constante mudança.

Porém, é importante reforçar que o sucesso depende da participação de todos os colaboradores. Não se trata de um processo que acontece apenas entre as lideranças ou só na base. É necessário que toda a equipe colabore e incorpore essa mentalidade.

Gostou deste conteúdo? Que tal compartilhar suas impressões nos comentários? Vou gostar muito de saber como você entende o papel da liderança na implementação da gestão ambidestra. Até a próxima!

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Palestrante, TEDx Talker, consultora corporativa com mais de 20 anos de atuação e cerca de 650 eventos realizados, impactando 58 mil pessoas. Ao longo desse período, conduziu mais de 300 workshops em grandes empresas, consolidando expertise sólida em temas de alta demanda corporativa. Suas áreas de maior atuação em palestras e workshops são Gestão do Tempo, Produtividade, Cultura Organizacional, Planejamento Estratégico, Protagonismo, Intergeracionalidade, Design Thinking, Inovação, Liderança Inovadora e Ambidestra. Mestre em Gestão do Conhecimento e professora da ESPM e HSM Academy, é autora do livro Liderança para Inovação e co-autora de Jornada Ágil e Business Model You. Reconhecida como Personalidade do Ano em RH (ABTD-PR, 2021) e Top of Mind HSM Academy (2021 e 2022), combina visão estratégica, método

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