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O que 5.670 minutos de conversas com executivos(as) me ensinaram em 2 anos

Entre escuta, repertório e prática, o que conversas com executivos revelam sobre desenvolvimento profissional no novo mercado.
É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

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Eu sou aficionado por podcast. Só há um problema (três, na verdade):

1. Eu escuto apenas podcast de Marketing e Negócios. Preciso começar a escutar sobre diversos outros assuntos. Afinal tem a ver com um dos aprendizados desse texto que estou escrevendo pra HSM;

2. Dos podcasts brasileiros que eu tento escutar, eu fico impressionado com o volume de conversas prolixas. Pouco aprendizado; pouco ensinamento prático; e

3. Eu tenho mais dificuldade de aprender as coisas do que as pessoas “normais”. 

Eu preciso de explicações mais didáticas. Preciso do começo, meio e fim. Preciso entender COMO aplicar aquele ensinamento/conhecimento. 

E cá pra nós, pouca gente tem essa habilidade de explicar as coisas dessa forma. Principalmente de transformar questões complexas em explicações simples e fáceis de entender.

E ainda tem a questão do idioma.

Não estou aqui para defender os Estados Unidos e Inglaterra. Mas o idioma inglês ajuda muito nas conversas deles, por ser um idioma direto; menos complexo. Pode ser um dos motivos de alguns dos podcasts de lá serem melhores? Talvez.

Mas quanto aos problemas nº 2 e 3 que citei, explodiu em mim uma vontade de aprender mais. E aprender melhor também.

Não estou aqui pra fazer propaganda, nem para puxar sardinha para o meu lado. Por isso não vou sequer mencionar o podcast que criei. Esse texto não é sobre iss.

Vou só falar de alguns convidados e o que eu aprendi nesses últimos dois anos. Venha comigo porque você vai precisar aprimorar o que eu tenho pra te dizer:

Alguns convidados:

Michel Alcoforado: Antropólogo. Bombando na TV Globo
Caleb Ralston: estrategista de conteúdo do Gary Vee
Chris Do, designer renomado mundialmente
Fábio Coelho, presidente do Google Brasil 
Rogério Barreira, CEO do McDonalds 
Artur Grynbaum, sócio do Boticário 
Milton Jung, âncora da CBN
Walter Longo – um gênio

E também CMO’s de diversas marcas: Aliexpress, Boticário, Braskem, Danone, GOL, Mastercard, McDonalds, MRV, Natura, GM, Havaianas, Schneider Electric, Tenda, e por aí vai.

Ou seja, uma turma com muito gabarito. 

Eles me ensinaram, viu. Ensinaram muito. Talvez o que eu vá te falar aqui, você até saiba. Mas e o COMO FAZER? 

Lembra da minha dificuldade de aprender e que eu preciso do COMO? Então isso vai te ajudar agora:

Eu gostaria que estes aprendizados mudassem sua vida a partir de hoje:

1 – O tarefeiro está perdido

A tecnologia e o avanço da IA vão fazer o que você faz. Não seja 100% tarefeiro. Uma pessoa que é apenas executora poderá ser facilmente substituída.

Como não ser tarefeiro, então? 

Use o framework da A.R.T.E:

A – Anote tudo que você fez no dia, durante 30 dias. Tudo mesmo

R – Rotule cada tarefa em 3 categorias:

 a) Tarefa mecânica

Tudo que for execução repetitiva, que não exija pensamento estratégico e que pode ser automatizada ou delegada.

b) Decisão

Exige que você tenha um julgamento sobre a situação. É o tipo de tarefa que define caminho ou prioridade.

c) Pensamento

Exige de você análise profunda, criação de estratégia e reflexão sobre o negócio.

T – Tire as tarefas.

Agora vem a parte difícil. Pergunte para cada item marcado como Tarefa:

a) Como isso pode ser automatizado?

b) Para quem isso pode ser delegado?

c) Isso realmente precisa existir?

E – Expanda o pensamento

Agora faça o oposto com Decisão e Pensamento.

Crie espaço na agenda para atividades como: não fazer nada (isso mesmo), planejamento, revisão de processos, conversas estratégicas e aprendizado.

2 – O curioso sai na frente

Eu não sei dizer quantos (as) convidados (as) me falaram que um dos principais motivos que os (as) levaram ao topo da carreira, foi a curiosidade. 

obs: em breve vamos colocar todos os 63 episódios (os próximos também) em um banco de dados, e criar um Agente que irá nos entregar diversos insights desses (as) Executivos (as). 

Como ser curioso?

Você vai colocar uma meta. Precisa ter uma meta. Caso contrário, você vai esquecer.

Durante 1 mês, você irá pesquisar pelo menos 5 tópicos por semana que você não conheça. Para isso não ser chato, você pode pesquisar sobre assuntos que você gosta.

Exemplo: eu gosto de exercer a curiosidade ampliando meu networking. Então sempre que conheço alguém, faço pelo menos 3 perguntas sobre ela. Claro, preciso primeiro saber qual meu limite das perguntas, para não virar um sem noção.

Anote tudo que você aprendeu. Pelo menos no primeiro mês.

Mas percebeu que, para ser curioso, precisamos fazer perguntas? Mas precisam ser boas perguntas. Veja só:

3 – Fazer perguntas

Não é qualquer tipo de pergunta. São perguntas inteligentes. As pessoas mais bem-sucedidas (não estou falando de dinheiro apenas) são as que sabem fazer perguntas.

a – No trabalho

Faça pelo menos 3 boas perguntas ao dia. Principalmente para os seus liderados.

Evite trazer a solução para as pessoas. Algumas boas perguntas:

Qual foi seu pensamento ao tomar essa decisão? O que você acredita que aconteceu para não termos alcançado a meta? Como posso te ajudar mais? No quê estou te atrapalhando? O que você gostaria para seu futuro tem a ver com o que você está fazendo no presente?

b – Na vida

Faça uma pergunta por dia que aguce a curiosidade. 

Faça pergunta para seus amigos e familiares sobre a profissão deles. 

Faça perguntas para amigos sobre as habilidades que eles têm; como desenvolveram, o que isso gera de bom para eles, etc.

4 – O criativo tem mais repertório

Ah, a criatividade! Estamos terceirizando tanto para a Inteligência Artificial, que ignoramos a potência do cérebro humano.

Marginalizamos a criatividade como se ela não fosse mais crucial para o nosso desenvolvimento profissional e humano.

Então como ser criativo?

a) Leia pelo menos um conteúdo diferente da sua área por mês. Pode ser um livro, artigo, bula de remédio. Mas leia! 

O cérebro absorve muito mais a leitura do que você assistir a algum vídeo

b) Se desafie a fazer algo que você nunca fez ou não gosta.

Pode ser um conserto, ida a um museu de arte, pintar um quadro, praticar um esporte diferente. Isso vai tirar o seu cérebro do lugar comum.

São essas as principais dicas dos até então 63 episódios com Executivos (as) que eu gravei.

O “como” fazer eu adicionei da minha experiência e do meu desafio de executar na prática. 

Espero que você me conte já este mês como você está indo.

Não se esqueça disso: largar a profissão ‘tarefeiro’, ser bastante curioso, fazer perguntas que nunca fez e desenvolver a curiosidade, é o que irá te diferenciar de qualquer um nesse novo mercado que estamos vivendo!

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É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

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