Lifelong learning
6 minutos min de leitura
Oferecido por:

O que 5.670 minutos de conversas com executivos(as) me ensinaram em 2 anos

Entre escuta, repertório e prática, o que conversas com executivos revelam sobre desenvolvimento profissional no novo mercado.
É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

Compartilhar:

Eu sou aficionado por podcast. Só há um problema (três, na verdade):

1. Eu escuto apenas podcast de Marketing e Negócios. Preciso começar a escutar sobre diversos outros assuntos. Afinal tem a ver com um dos aprendizados desse texto que estou escrevendo pra HSM;

2. Dos podcasts brasileiros que eu tento escutar, eu fico impressionado com o volume de conversas prolixas. Pouco aprendizado; pouco ensinamento prático; e

3. Eu tenho mais dificuldade de aprender as coisas do que as pessoas “normais”. 

Eu preciso de explicações mais didáticas. Preciso do começo, meio e fim. Preciso entender COMO aplicar aquele ensinamento/conhecimento. 

E cá pra nós, pouca gente tem essa habilidade de explicar as coisas dessa forma. Principalmente de transformar questões complexas em explicações simples e fáceis de entender.

E ainda tem a questão do idioma.

Não estou aqui para defender os Estados Unidos e Inglaterra. Mas o idioma inglês ajuda muito nas conversas deles, por ser um idioma direto; menos complexo. Pode ser um dos motivos de alguns dos podcasts de lá serem melhores? Talvez.

Mas quanto aos problemas nº 2 e 3 que citei, explodiu em mim uma vontade de aprender mais. E aprender melhor também.

Não estou aqui pra fazer propaganda, nem para puxar sardinha para o meu lado. Por isso não vou sequer mencionar o podcast que criei. Esse texto não é sobre iss.

Vou só falar de alguns convidados e o que eu aprendi nesses últimos dois anos. Venha comigo porque você vai precisar aprimorar o que eu tenho pra te dizer:

Alguns convidados:

Michel Alcoforado: Antropólogo. Bombando na TV Globo
Caleb Ralston: estrategista de conteúdo do Gary Vee
Chris Do, designer renomado mundialmente
Fábio Coelho, presidente do Google Brasil 
Rogério Barreira, CEO do McDonalds 
Artur Grynbaum, sócio do Boticário 
Milton Jung, âncora da CBN
Walter Longo – um gênio

E também CMO’s de diversas marcas: Aliexpress, Boticário, Braskem, Danone, GOL, Mastercard, McDonalds, MRV, Natura, GM, Havaianas, Schneider Electric, Tenda, e por aí vai.

Ou seja, uma turma com muito gabarito. 

Eles me ensinaram, viu. Ensinaram muito. Talvez o que eu vá te falar aqui, você até saiba. Mas e o COMO FAZER? 

Lembra da minha dificuldade de aprender e que eu preciso do COMO? Então isso vai te ajudar agora:

Eu gostaria que estes aprendizados mudassem sua vida a partir de hoje:

1 – O tarefeiro está perdido

A tecnologia e o avanço da IA vão fazer o que você faz. Não seja 100% tarefeiro. Uma pessoa que é apenas executora poderá ser facilmente substituída.

Como não ser tarefeiro, então? 

Use o framework da A.R.T.E:

A – Anote tudo que você fez no dia, durante 30 dias. Tudo mesmo

R – Rotule cada tarefa em 3 categorias:

 a) Tarefa mecânica

Tudo que for execução repetitiva, que não exija pensamento estratégico e que pode ser automatizada ou delegada.

b) Decisão

Exige que você tenha um julgamento sobre a situação. É o tipo de tarefa que define caminho ou prioridade.

c) Pensamento

Exige de você análise profunda, criação de estratégia e reflexão sobre o negócio.

T – Tire as tarefas.

Agora vem a parte difícil. Pergunte para cada item marcado como Tarefa:

a) Como isso pode ser automatizado?

b) Para quem isso pode ser delegado?

c) Isso realmente precisa existir?

E – Expanda o pensamento

Agora faça o oposto com Decisão e Pensamento.

Crie espaço na agenda para atividades como: não fazer nada (isso mesmo), planejamento, revisão de processos, conversas estratégicas e aprendizado.

2 – O curioso sai na frente

Eu não sei dizer quantos (as) convidados (as) me falaram que um dos principais motivos que os (as) levaram ao topo da carreira, foi a curiosidade. 

obs: em breve vamos colocar todos os 63 episódios (os próximos também) em um banco de dados, e criar um Agente que irá nos entregar diversos insights desses (as) Executivos (as). 

Como ser curioso?

Você vai colocar uma meta. Precisa ter uma meta. Caso contrário, você vai esquecer.

Durante 1 mês, você irá pesquisar pelo menos 5 tópicos por semana que você não conheça. Para isso não ser chato, você pode pesquisar sobre assuntos que você gosta.

Exemplo: eu gosto de exercer a curiosidade ampliando meu networking. Então sempre que conheço alguém, faço pelo menos 3 perguntas sobre ela. Claro, preciso primeiro saber qual meu limite das perguntas, para não virar um sem noção.

Anote tudo que você aprendeu. Pelo menos no primeiro mês.

Mas percebeu que, para ser curioso, precisamos fazer perguntas? Mas precisam ser boas perguntas. Veja só:

3 – Fazer perguntas

Não é qualquer tipo de pergunta. São perguntas inteligentes. As pessoas mais bem-sucedidas (não estou falando de dinheiro apenas) são as que sabem fazer perguntas.

a – No trabalho

Faça pelo menos 3 boas perguntas ao dia. Principalmente para os seus liderados.

Evite trazer a solução para as pessoas. Algumas boas perguntas:

Qual foi seu pensamento ao tomar essa decisão? O que você acredita que aconteceu para não termos alcançado a meta? Como posso te ajudar mais? No quê estou te atrapalhando? O que você gostaria para seu futuro tem a ver com o que você está fazendo no presente?

b – Na vida

Faça uma pergunta por dia que aguce a curiosidade. 

Faça pergunta para seus amigos e familiares sobre a profissão deles. 

Faça perguntas para amigos sobre as habilidades que eles têm; como desenvolveram, o que isso gera de bom para eles, etc.

4 – O criativo tem mais repertório

Ah, a criatividade! Estamos terceirizando tanto para a Inteligência Artificial, que ignoramos a potência do cérebro humano.

Marginalizamos a criatividade como se ela não fosse mais crucial para o nosso desenvolvimento profissional e humano.

Então como ser criativo?

a) Leia pelo menos um conteúdo diferente da sua área por mês. Pode ser um livro, artigo, bula de remédio. Mas leia! 

O cérebro absorve muito mais a leitura do que você assistir a algum vídeo

b) Se desafie a fazer algo que você nunca fez ou não gosta.

Pode ser um conserto, ida a um museu de arte, pintar um quadro, praticar um esporte diferente. Isso vai tirar o seu cérebro do lugar comum.

São essas as principais dicas dos até então 63 episódios com Executivos (as) que eu gravei.

O “como” fazer eu adicionei da minha experiência e do meu desafio de executar na prática. 

Espero que você me conte já este mês como você está indo.

Não se esqueça disso: largar a profissão ‘tarefeiro’, ser bastante curioso, fazer perguntas que nunca fez e desenvolver a curiosidade, é o que irá te diferenciar de qualquer um nesse novo mercado que estamos vivendo!

Compartilhar:

É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

Artigos relacionados

Reduzimos o analfabetismo. Agora precisamos evitar que os jovens abandonem a escola.

Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais ficou abaixo de 5%. O avanço, porém, expõe uma nova urgência: milhares de jovens continuam deixando a escola para trabalhar. O desafio agora é construir caminhos que permitam estudar, gerar renda e desenvolver competências para um mercado de trabalho em rápida transformação.

Entre o burnout, a felicidade e a IA: o que aprendemos no Mind Summit 2026

Em sua primeira experiência em um grande evento de negócios, duas estudantes foram convidadas a refletir sobre temas que impactam diretamente a nova geração de profissionais. O resultado foi uma jornada de descobertas sobre bem-estar, propósito, trabalho e o papel das pessoas em um futuro cada vez mais tecnológico.

O futuro da governança continua sendo humano

Com a participação de nomes como Christopher Garman, Thomas Shannon, Sergio Rial, Jeane Tsutsui e Guilherme Horn, o Congresso IBGC 2026 propõe um debate sobre um dos temas mais relevantes da atualidade: como exercer liderança e governança em um mundo marcado por inteligência artificial, incertezas geopolíticas e mudanças cada vez mais rápidas, sem abrir mão das competências que permanecem essencialmente humanas.

Crédito justo depende de informação, não apenas de regulação

Investigações sobre práticas abusivas colocam em evidência a necessidade de repensar a relação entre instituições financeiras e consumidores. Em um ambiente marcado por inovação digital e alta demanda por crédito, a transparência deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do setor.

O conselho do Mind Summit 2026: mens sana in “corporate” sano

Das reflexões de Amy Edmondson sobre segurança psicológica aos alertas de Michael Long sobre a economia da atenção, passando pelas provocações de Paul Goldsmith e Deepika Chopra, a última edição do Mind Summit revelou um ponto em comum: o futuro do trabalho dependerá menos da capacidade das máquinas e mais da nossa habilidade de preservar aquilo que nos torna humanos em meio à aceleração tecnológica.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
20 de agosto de 2026 08H00
Embora as máquinas assumam atividades repetitivas e analíticas, competências como liderança, criatividade, pensamento crítico, negociação e julgamento continuam sendo essencialmente humanas. O desafio das empresas será criar ambientes em que essas capacidades atuem de forma integrada para impulsionar inovação e crescimento.

Ricardo Scheffer - CEO da SONDA no Brasil

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de agosto de 2026 14H00
Consumidores estão mais exigentes, mais conectados e menos tolerantes a experiências frustrantes. Ao mesmo tempo, os avanços em inteligência artificial estão permitindo que startups evoluam da simples automação para modelos capazes de interpretar contexto, tomar decisões e resolver demandas de forma autônoma. O resultado é uma nova lógica de crescimento baseada na qualidade da resolução, e não apenas na velocidade do atendimento.

Alan Schulte - Vice-presidente de Vendas para Startups e PMEs da Zendesk na América Latina.

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de agosto de 2026 08H00
Enquanto o Congresso debate mudanças na jornada de trabalho, empresas já precisam lidar com uma pergunta prática: como reorganizar pessoas, escalas e recursos sem comprometer produtividade, atendimento e sustentabilidade financeira? Neste cenário, dados, planejamento e governança tornam-se ferramentas essenciais para transformar incerteza regulatória em vantagem competitiva.

Marcelo Gomes - CEO da Nexti

Oferecido por:
5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de agosto de 2026 14H00
Em mercados cada vez mais competitivos, escolher uma máquina apenas pelo menor preço pode significar abrir mão de produtividade, automação e eficiência operacional. O artigo propõe uma mudança de perspectiva: substituir a lógica do custo inicial pela análise do valor que o investimento é capaz de gerar para a empresa ao longo dos anos.

Fábio Kreutzfeld - CEO da Delta Máquinas Têxteis

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
18 de agosto de 2026 08H00
Os profissionais de finanças foram treinados para dominar processos, consolidar informações e produzir análises complexas. Mas, em um mundo onde a inteligência artificial faz isso em segundos, a vantagem competitiva passa a estar em outro lugar: na capacidade de transformar informação em contexto, formular perguntas estratégicas e tomar decisões que nenhuma máquina consegue assumir sozinha.

Talita Braga - Diretora Executiva de Finanças da Infor na América Latina

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de agosto de 2026 18H00
Profissionais maduros seguem acumulando repertório, capacidade de julgamento e conhecimento organizacional, mas frequentemente enfrentam uma perda silenciosa de reconhecimento e pertencimento. Ao abordar o conceito de envelhescência, o artigo discute como profissionais experientes podem perder espaço simbólico mesmo permanecendo altamente qualificados e por que reconhecer, valorizar e integrar o repertório acumulado se tornou um desafio estratégico para empresas que desejam preservar conhecimento, fortalecer a sucessão e construir culturas verdadeiramente intergeracionais.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Finanças
17 de agosto de 2026 14H00
Hiperpersonalização, agentes inteligentes, analytics em tempo real e IA generativa já deixaram de ser tendências isoladas e começam a formar uma nova arquitetura para o setor financeiro. O desafio das lideranças passa a ser transformar essas tecnologias em capacidades organizacionais escaláveis, seguras e conectadas aos objetivos estratégicos do negócio.

Diego Souza - Principal Technical Manager no CESAR, e Maria Tereza Nagel - Gerente de Projetos no CESAR

Oferecido por:
8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de agosto de 2026 08H00
À medida que algoritmos passam a influenciar decisões cada vez mais relevantes, cresce uma questão que conselhos e lideranças não podem mais ignorar: quanto poder está sendo delegado à inteligência artificial sem supervisão adequada? O artigo propõe uma reflexão sobre a necessidade de incorporar a IA à agenda de governança corporativa.

Eliana Camejo - Vice-presidente do Conselho de Administração da Sustentalli e conselheira de Administração pelo IBGC

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças
16 de agosto de 2026 15H00
O envelhecimento populacional, a incorporação de novas tecnologias e o aumento das demandas assistenciais estão pressionando os custos da saúde em níveis inéditos. Mais do que analisar despesas, entender a formação do orçamento hospitalar tornou-se uma competência estratégica para operadoras que buscam conciliar qualidade assistencial, eficiência operacional e sustentabilidade de longo prazo.

Anderson Farias - CEO da TopSaúde Hub

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de agosto de 2026 10H00

Denise Joaquim Marques - Consultora internacional de negócios, especialista em Vendas e Marketing

Oferecido por:
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução