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O que são sistemas multiagentes, biologia generativa e o inteligência viva, destacados por Amy Webb no SXSW 2025

A palestra de Amy Webb foi um chamado à ação. As tecnologias que moldarão o futuro – sistemas multiagentes, biologia generativa e inteligência viva – estão avançando rapidamente, e precisamos estar atentos para garantir que sejam usadas de forma ética e sustentável. Como Webb destacou, o futuro não é algo que simplesmente acontece; é algo que construímos coletivamente.
CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village. Foi Chefe Global de Operações na The Bakery, onde hoje é Conselheira da empresa. Ocupou o cargo de CIO na Deloitte e na Andrade Gutierrez. É Doutora em Administração pela COPPEAD, atua como docente com foco em inovação em diversas instituições, como a Fundação Dom Cabral, a Singularity Brazil e a USP, além de ser membro do conselho de tecnologias de educação do SENAI e do programa de desenvolvimento de talentos femininos AngelUS Network.

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Amy Webb SXSW 2025

No SXSW 2025, Amy Webb, renomada futurista e fundadora do Future Today Institute, apresentou uma visão fascinante e, ao mesmo tempo, desafiadora sobre as tecnologias que moldarão o futuro. Sua palestra explorou três pilares principais: sistemas multiagentes, biologia generativa e inteligência viva. Apresentando seu conhecido report, destacou como essas inovações estão redefinindo os limites da ciência, da tecnologia e da sociedade.

Webb começou abordando os sistemas multiagentes, que são tecnologias capazes de deliberar e tomar decisões sem intervenção humana. Esses sistemas já estão sendo usados para criar políticas, regulamentações e até mesmo religiões em ambientes monitorados. O mais impressionante é que eles desenvolvem funcionalidades que não foram programadas inicialmente, demonstrando uma capacidade de evolução autônoma.

No entanto, Webb destacou que a linguagem natural humana ainda é um desafio para esses agentes. Enquanto a linguagem matemática facilita sua performance, nossas construções linguísticas e culturais ainda são complexas para eles. Esse gap entre a comunicação humana e a artificial é um dos grandes obstáculos a serem superados nos próximos anos.

Outro tema central foi a biologia generativa, que permite a criação de meta-materiais – substâncias que não existem na natureza, mas que possuem propriedades específicas para aplicações industriais e tecnológicas. Webb citou exemplos impressionantes, como robôs feitos de fungos e silício que reagem à luz de maneiras únicas, potencializando o desempenho de computadores.

Esses avanços já estão resultando em bio-computadores e materiais revolucionários. Um dos exemplos mais marcantes foi o de um porco geneticamente modificado que desenvolveu dentes humanos. Segundo Webb, a biologia generativa nos permitirá criar materiais e organismos que hoje parecem ficção científica, abrindo caminho para inovações que ainda nem imaginamos.

Por fim, Webb falou sobre a inteligência viva, sistemas que combinam inteligência artificial com biotecnologia. Esse superciclo tecnológico já está em andamento, e seu impacto será profundo e abrangente. A inteligência viva promete revolucionar setores como saúde, agricultura e computação, mas também traz desafios éticos e regulatórios que precisam ser enfrentados com urgência.

Webb alertou que o futuro não está distante – ele já está sendo construído. A combinação de IA e biotecnologia está criando novas possibilidades, mas também exige que governos, empresas e sociedade estejam preparados para lidar com suas implicações.

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CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village. Foi Chefe Global de Operações na The Bakery, onde hoje é Conselheira da empresa. Ocupou o cargo de CIO na Deloitte e na Andrade Gutierrez. É Doutora em Administração pela COPPEAD, atua como docente com foco em inovação em diversas instituições, como a Fundação Dom Cabral, a Singularity Brazil e a USP, além de ser membro do conselho de tecnologias de educação do SENAI e do programa de desenvolvimento de talentos femininos AngelUS Network.

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