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Otimismo crescente na economia Africana

Pesquisa realizada pela London Business School revela as raízes da alegria

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Líderes empresariais de economias de crescimento significativo na África começaram o ano de 2020 com índices altos de otimismo. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa realizada pelo Wheeler Institute for Business and Develop­ment, da London Business School, em parceria com a Africa List, comunidade de lideranças em ascensão do setor privado da África.

O estudo The Africa List Business Barometer ouviu 357 executivos que atuam em República Democrática do Congo (RDC), Etiópia, Tanzânia, Uganda e Zâmbia. Os profissionais foram convidados a responder sobre temas como confiança, perspectivas de investimentos, expectativas sobre condições econômicas futuras, riscos e oportunidades.

Alguns números do levantamento se destacam, como estes: 

* 81% dos entrevistados relatam que a situação dos negócios em seu país é boa ou satisfatória;
* 87% preveem que o ambiente de negócios permanecerá o mesmo ou melhorará em 2020;
* 85% pretendem manter ou aumentar o nível de investimento em seus negócios em 2020, traduzindo seu otimismo em ações concretas;
* 43% afirmam que suas empresas podem “fazer o bem” nos países em que atuam criando empregos. 

A expansão e a melhoria da infraestrutura, e o crescimento da demanda de consumo são algumas das principais razões para esse otimismo em relação aos negócios e ao potencial crescimento. 

O otimismo dos líderes, no entanto, é acompanhado de uma clara consciência sobre os desafios – duradouros e persistentes – do ambiente econômico em que atuam, incluindo questões relativas ao marco regulatório, ao ambiente político e à qualificação da mão de obra. 

A escassez de profissionais com as capacitações adequadas é identificada como uma das principais restrições ao crescimento das empresas: cerca de um terço dos executivos expressaram preocupações nessa área. Em entrevistas realizadas paralelamente à pesquisa, muitos executivos contaram que estão canalizando investimentos consideráveis para a qualificação de trabalhadores.

“Nos países africanos, desafios fundamentais como a necessidade de criar bons empregos, de reduzir a pobreza e de enfrentar a escassez de oportunidades de saúde e educação significam que as empresas que fornecem empregos, treinamento e instalações de boa qualidade são avaliadas de maneira muito positiva e são exemplos de bom trabalho para funcionários e comunidades”, comenta Rajesh Chandy, diretor do Wheeler Institute e professor de empreendedorismo e marketing na London Business School.

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