Inovação & estratégia
2 minutos min de leitura

Preço ou valor? A economia da compra pode virar o prejuízo da operação da indústria têxtil

Em mercados cada vez mais competitivos, escolher uma máquina apenas pelo menor preço pode significar abrir mão de produtividade, automação e eficiência operacional. O artigo propõe uma mudança de perspectiva: substituir a lógica do custo inicial pela análise do valor que o investimento é capaz de gerar para a empresa ao longo dos anos.
Natural de Indaial (SC), Fábio Kreutzfeld é CEO e cofundador da Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode (SC). Com trajetória iniciada aos 15 anos na indústria, formou-se em eletrônica e automação industrial e acumulou experiência em empresas do setor têxtil, incluindo uma multinacional de tecnologia. Há 18 anos, empreende no desenvolvimento de soluções para acabamento têxtil, com foco em inovação, produtividade e atendimento consultivo, liderando uma equipe de 80 colaboradores e atendendo clientes no Brasil e nas Américas.

Compartilhar:

Em períodos de maior cautela econômica, é natural que as empresas revisem seus investimentos com mais rigor. E, nesse processo, existe uma pergunta que costuma ganhar protagonismo: qual equipamento custa menos?

Embora compreensível, essa lógica pode conduzir a decisões equivocadas. Quando falamos de máquinas industriais, especialmente em um setor tão competitivo quanto o têxtil, olhar apenas para o preço de compra é uma estratégia que, muitas vezes, se mostra ineficaz no curto, médio e longo prazo.

O menor preço de aquisição nem sempre representa o menor custo para a operação. Pelo contrário. Equipamentos mais baratos podem exigir mais intervenções, apresentar menor produtividade, consumir mais recursos, gerar maiores índices de desperdício ou não acompanhar as necessidades de evolução do negócio. Em muitos casos, o que parecia economia no momento da compra acaba se transformando em um custo permanente para a empresa.

O investimento em tecnologia industrial precisa ser analisado sob uma perspectiva mais ampla: quanto valor aquela máquina é capaz de gerar ao longo de sua vida útil? Equipamento industrial não gera valor no momento da compra; ele gera valor todos os dias em que está produzindo.

Uma máquina mais produtiva permite produzir mais em menos tempo. Um equipamento mais automatizado reduz a dependência de atividades repetitivas e minimiza erros operacionais. Soluções com inteligência embarcada e recursos de conectividade oferecem dados para decisões mais rápidas e assertivas. Sistemas desenvolvidos para otimizar processos diminuem perdas de matéria-prima, reduzem paradas e ampliam a previsibilidade da produção.

Em outras palavras, a inovação incorporada ao equipamento se converte em eficiência operacional, e eficiência operacional se traduz em competitividade.

Esse raciocínio é ainda mais relevante em um momento em que a indústria têxtil convive simultaneamente com desafios relacionados à produtividade, à disponibilidade de mão de obra qualificada e à pressão por margens mais saudáveis. Investir apenas considerando o desembolso inicial é como escolher um veículo apenas pelo preço na concessionária, ignorando consumo, manutenção, desempenho e valor de revenda.

As empresas mais preparadas para crescer são justamente aquelas que conseguem enxergar além da etiqueta de preço. Elas entendem que um investimento industrial deve ser avaliado pelo retorno que entrega ao negócio: mais produção, melhor qualidade, maior eficiência, menor desperdício e capacidade de adaptação às demandas futuras.

Máquinas industriais não são simplesmente um item de compra. São ativos estratégicos que influenciam diretamente a capacidade de uma empresa competir, inovar e se manter sustentável ao longo do tempo.

A pergunta, portanto, não deveria ser qual equipamento custa menos. A pergunta correta é: qual equipamento gera mais valor para o meu negócio? Porque, no fim das contas, o preço de compra termina no momento da aquisição. O valor de retorno acompanha a empresa por muitos anos.

Compartilhar:

Artigos relacionados

E se envelhecer não fosse apenas uma consequência do tempo?

Pesquisas recentes indicam que o envelhecimento biológico pode ser medido, acompanhado e, em determinadas dimensões, influenciado. A partir dessa nova compreensão, cresce o interesse por abordagens capazes de identificar riscos precocemente e promover trajetórias de saúde mais duradouras ao longo da vida.

Por que a IA se tornou membro essencial em equipes de manutenção preditiva?

A evolução da manutenção preditiva está levando a inteligência artificial para além da detecção de falhas. Sistemas multiagentes especializados começam a atuar como apoio para diferentes perfis profissionais, conectando análises técnicas, indicadores operacionais e recomendações de ação em um único fluxo de trabalho. O resultado é uma tomada de decisão mais rápida, contextualizada e alinhada às necessidades da operação.

Estamos dispostos a arriscar o futuro da humanidade pelo resultado no curto prazo?

Quando compreendemos que nossas decisões impactam pessoas que ainda nem nasceram, o futuro deixa de ser uma ideia abstrata e passa a exigir compromisso concreto. A partir de uma visão inspirada nos saberes indígenas e na interdependência entre pessoas, comunidades e natureza, o texto defende a construção de respostas coletivas para problemas que exigem uma compreensão mais ampla e integrada da realidade.

O papel dos lubrificantes nos 70 anos da indústria automotiva no Brasil

A trajetória dos lubrificantes automotivos acompanha os principais marcos da indústria automotiva brasileira. Com a chegada de motores mais eficientes, exigências ambientais mais rigorosas e a expansão da eletrificação, o setor precisou inovar continuamente para atender novas demandas e permanecer relevante em um cenário de transformação da mobilidade.

Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução