Tecnologias exponenciais
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“Privacidade só se torna prioridade quando já foi comprometida”, destaca Meredith Whittaker

No SXSW 2025, Meredith Whittaker alertou sobre o crescente controle de dados por grandes empresas e governos. A criptografia é a única proteção real, mas enfrenta desafios diante da vigilância em massa e da pressão por backdoors. Em um mundo onde IA e agentes digitais ampliam a exposição, entender o que está em jogo nunca foi tão urgente.
Marcel Nobre é Empreendedor, Pesquisador, Professor e Speaker (SXSW e TEDx) de inovação, tecnologia e inteligência artificial. É fundador e CEO da BetaLab, uma edtech que desenvolve projetos de aprendizagem corporativa de forma inovadora e ultra customizadas para as maiores multinacionais do Brasil. É professor na HSM/Singularity, MIT e FIA Business School. É especialista convidado na CNBC Times Brasil, colunista na HSM Management e co-host do Podcast Trends News.

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Whitakker SXSW@

A conversa sobre segurança e confidencialidade online entre Guy Kawasaki e Meredith Whittaker se destacou pelas declarações contrárias aos agentes de IA que são usados para garantir cibersegurança. A presidente do Signal, Meredith, trouxe um alerta no SXSW 2025: vivemos em um mundo cada vez mais vigiado, onde poucas empresas concentram dados extremamente sensíveis sobre nossas vidas. Mas há saída: fortalecer a criptografia, reduzir a coleta de dados e entender o que está em jogo.

A criptografia é a única proteção real. Não há espaço mais para uso de dados compartilhados e achar que estamos seguro com estas atividades. Whittaker defendeu que a única forma de garantir privacidade é não armazenar dados desnecessários. O Signal, por exemplo, não guarda histórico de mensagens nem metadados, tornando impossível que terceiros acessem essas informações.

Outro ponto levantado na conversa foi a interferência dos agentes públicos. Não há motivo e nem sentido para que o backdoor seja acessado por governantes. Para os palestrantes, não deveríamos ceder a pressões para permitir acesso secreto a mensagens de usuários. Como é de código aberto, qualquer mudança nesse sentido seria imediatamente descoberta.

Enquanto a conversa fluia, pudemos perceber estes dois movimentos que estão sendo tratados como preocupação e cautela. A privacidade digital está ameaçada, mas ainda há caminhos para protegê-la. Aplicativos realmente seguros, mudanças de hábito e mais consciência sobre o uso dos nossos dados podem fazer a diferença.

O que está em jogo quando falamos de segurança digital?

1. O perigo da concentração de dados

Grandes empresas armazenam mensagens, localização, preferências e até vulnerabilidades dos usuários. Esse poder já é usado para vender produtos – ou manipular decisões políticas e sociais. WhatsApp, Telegram e iMessage não são tão privados quanto parecem e estão em ação com interesses políticos. Whittaker explicou que, embora alguns apps usem criptografia, ainda coletam metadados: quem falou com quem, quando e de onde. Essa informação é valiosa e pode ser explorada de várias formas.
Um exemplo disso foi nos EUA, quando uma mulher foi condenada após o Facebook entregar suas mensagens diretas à polícia. O caso expõe como dados armazenados podem ser usados contra qualquer pessoa.

2. Ataques hackers e espionagem governamental

Em 2024, um ataque hacker expôs dados de milhões de americanos, incluindo registros de chamadas, localização e mensagens. Esse vazamento mostrou os riscos de backdoors e falhas em sistemas de comunicação. No Brasil, tivemos este mesmo problema relacionado ao nosso governo e no começo dessa década pelo SERASA.

Cada vez mais temos ataques hackers preparados e que são feitos em diferentes pontos. Não há mais este alvo único, mas cada acesso que sua empresa permite em sites, inteligências artificiais e outros softwares, mais seu alcance para uma invasão de dados cresce, tornando seu produto vulnerável.

Olho nisso que o futuro é fantástico, mas tem quem use as inovações para questões problemáticas.

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Marcel Nobre é Empreendedor, Pesquisador, Professor e Speaker (SXSW e TEDx) de inovação, tecnologia e inteligência artificial. É fundador e CEO da BetaLab, uma edtech que desenvolve projetos de aprendizagem corporativa de forma inovadora e ultra customizadas para as maiores multinacionais do Brasil. É professor na HSM/Singularity, MIT e FIA Business School. É especialista convidado na CNBC Times Brasil, colunista na HSM Management e co-host do Podcast Trends News.

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