Empreendedorismo, Inovação, Gestão de pessoas
Oferecido por:

O Papel da inovação na construção de um RH estratégico

Líderes de RH enfrentam o desafio de se reinventar para manter relevância e conexão estratégica em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e de mercado. Já pensou que a inovação em cultura organizacional e tecnologia emerge como aliada essencial?
Vice presidente de Educação Corporativa da Liga Ventures, maior rede de inovação aberta da América Latina, que conecta startups e grandes empresas para geração de negócios

Compartilhar:

Os líderes de RH estão em xeque. A necessidade iminente de se reinventar para que suas funções e times se mantenham relevantes e conectados à estratégia é uma grande preocupação.

Ora, a pressão é por mais performance dos colaboradores; ora, chega pelas novas tecnologias, como a inteligência artificial. Segundo uma pesquisa realizada pela Gartner, as top cinco prioridades do RH em 2024 são: cultura organizacional, gestão da mudança, novas tecnologias, desenvolvimento de lideranças e gestão de carreira.

Num contexto de rápidas mudanças tecnológicas, do mercado consumidor e da gestão de pessoas, os desafios dos líderes de RH parecem maiores do que nunca. Mas como a inovação pode contribuir com esses desafios e ser aliada dos gestores e times de RH? Sem dúvida, quatro dentre as cinco maiores preocupações dos profissionais do setor estão relacionadas à inovação.

Independente das discussões que envolvem os benefícios e riscos associados a ambas as formas de trabalho, o fato é que a formação e fortalecimento da cultura organizacional se tornou ainda mais crítico, demandando maior intencionalidade, alinhamento e constância nas ações. Visto que a cultura é uma construção coletiva de comportamentos individuais, os códigos que a delimitam precisam estar claros e traduzidos, principalmente por meio dos ritos estabelecidos por uma corporação e o comportamento da alta liderança. Para tornar o cenário ainda mais complexo, a transformação – seja ela de mentalidade, digital, ou de negócio – vai exigir uma cultura que suporte e reforce os novos caminhos a desbravar.

Assim, o fortalecimento de uma cultura pró-inovação será o alicerce que irá preparar os times para as mudanças que se pretende atingir. Isso porque, ao ter essa pauta como um dos seus pilares, as equipes serão preparadas, estimuladas e amparadas sob a perspectiva de que há riscos aceitáveis, e que falhas decorrentes de experimentação não são sinônimo de punição e incompetência – fator que não só aumenta a segurança psicológica dos times, mas também contribui para a autonomia e autogestão.

Em 2023 e 2024, testemunhamos um aumento no entusiasmo em torno da IA, especialmente generativa, devido aos inúmeros potenciais ganhos para os negócios, dentre eles a produtividade. No entanto, gestores de RH se sentem pouco preparados para a implementação dessas tecnologias. Como aponta a mesma pesquisa da Gartner, 60% dos líderes de RH estão incertos sobre o impacto de tecnologias emergentes, como a IA generativa, nos talentos e no próprio setor.

Assim, a pressão sobre esses profissionais aumenta. Devido à natureza primária das suas atribuições, é esperado que esses profissionais apontem não apenas os impactos no presente e futuro do trabalho, mas inclusive como tecnologias emergentes podem contribuir na melhoria da experiência do colaborador e otimização de atividades. Adiciona-se a isso o fato de que a própria área de RH é terreno fértil para ganho de eficiência a partir da automação e digitalização de atividades fundamentalmente operacionais. Contudo, como oferecer respostas e direcionamentos em meio a tantas incertezas sobre a efetividade e resultados dessas ferramentas?

Dessa forma, há espaço para atuar de maneira ativa na estruturação da governança sobre a experimentação dessas tecnologias, na identificação de quais profissionais devem ser treinados e os ganhos esperados. Mas isso só será possível a partir dos testes dessas soluções, como num piloto, identificando formas e oportunidades de realizar o mesmo para outros times. Assim, líderes de RH poderão puxar e liderar a agenda de novas tecnologias, reforçando seu papel estratégico e protagonizando as mudanças que se almeja alcançar.

Com a rápida evolução do ambiente de trabalho e das expectativas dos funcionários, o RH enfrenta ainda o desafio de desenvolver gestores que possam se adaptar a essas mudanças e conduzir as equipes de forma eficaz em novos contextos. O relatório Startup Landscape: HRtechs, produzido pela Liga Ventures, demonstra que das mais de 340 startups mapeadas, a maioria está na categoria de Educação Corporativa.

Isso significa que ainda há uma lacuna entre o resultado dos treinamentos aos quais colaboradores são submetidos (em especial, gestores) e a percepção de prontidão para liderar mudanças. E, para isso, a transformação de mentalidade, a partir do desenvolvimento de habilidades em inovação, é fundamental.
Por fim, não é de hoje que o RH demanda maior espaço na mesa de decisão de grandes corporações. Dentre outras questões, atividades operacionais ”desviam” esses profissionais de temas estratégicos e demandam grande parte do seu tempo.

As mudanças significativas da sociedade atual trazem uma pressão por revisão do papel e prioridades desses times, mas a inovação pode e deve ser aliada neste processo. Com isso, as oportunidades que se abrem, quando bem aproveitadas, colocarão líderes de RH como protagonistas dessa nova realidade organizacional.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que o gestor intermediário recebe, além da cobrança?

Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Headless: a empresa precisa funcionar fora da própria tela

Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

Oferecido por:
8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
27 de agosto de 2026 15H00
Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

Oferecido por:
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução