Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

Serviços de nova geração ampliam capacidades e competitividade de empresas privadas

Organizações recorrem a parcerias estratégicas para acessar tecnologia e expertise avançada, como a implantação de plataformas ERP em poucas semanas
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Sócio-líder do Deloitte Private Program no Brasil.

Compartilhar:

A velocidade das transformações impõe um desafio às empresas privadas: acompanhar a evolução tecnológica, as mudanças regulatórias e o aumento dos riscos operacionais sem perder o foco em seus negócios principais. Nesse contexto, soluções baseadas em serviços de nova geração vêm se consolidando como uma vantagem para ampliar capacidades estratégicas e acessar tecnologia e expertise avançadas, sem a necessidade de grandes investimentos internos.

O modelo parte de uma lógica diferente do outsourcing tradicional. Em vez de priorizar apenas a redução de custos, os serviços de nova geração buscam gerar resultados concretos para o negócio, combinando tecnologia avançada, conhecimento especializado e suporte operacional contínuo. Na prática, isso significa que companhias podem acessar soluções completas, como cibersegurança, sistemas de gestão empresarial (ERP) ou plataformas de relacionamento com clientes (CRM), sem precisar estruturar departamentos internos inteiros para essas funções.

Ao trabalhar com especialistas externos, empresas privadas conseguem replicar capacidades frequentemente associadas a grandes corporações de capital aberto. O conteúdo “How next-generation managed services give private companies right-sized capabilities”, da Deloitte, traz um exemplo de uma empresa de engenharia avançada que buscava fortalecer sua segurança digital diante do aumento das ameaças cibernéticas. Em vez de desenvolver internamente toda a estrutura necessária, a organização optou por adotar uma solução de um parceiro externo, operada por especialistas e apoiada em uma plataforma integrada. O resultado foi um salto na visibilidade sobre ameaças – de menos de 50% para mais de 95% – além de monitoramento contínuo, resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades e mapeamento de ativos digitais.

Os benefícios desse modelo também aparecem na velocidade da evolução das soluções disponibilizadas. Por exemplo, há soluções disponíveis no mercado que já reduzem o tempo de implantação de plataformas ERP de cerca de um ano para aproximadamente quatro semanas, com serviços que incluem licenças, gestão contínua das aplicações e equipes especializadas, além de processos automatizados, controles integrados, planejamento de sucessão incorporado e preparação para auditorias. O resultado é uma estrutura operacional mais robusta, com custos competitivos e maior previsibilidade.

A relevância da tecnologia e das parcerias estratégicas para empresas privadas é apontada como fundamental em estudos recentes. O relatório “Defining the Family Business Landscape”, da Deloitte, indica que 40% das empresas familiares no mundo e 43% no Brasil apontam o investimento em tecnologia como uma das principais estratégias para aprimorar a eficiência operacional, reduzir custos e expandir suas iniciativas. No Brasil, as prioridades de investimentos incluem ainda o fortalecimento do reconhecimento de marca e do posicionamento (44%) e o desenvolvimento de parcerias ou alianças estratégicas (41%).

Essas parcerias estratégicas ou joint ventures, aliás, tornaram-se um dos principais caminhos para financiar o crescimento. Atualmente, essa abordagem é utilizada por 52% das empresas brasileiras para impulsionar o crescimento, percentual superior à média global, que é de 42%. A tendência deve continuar: em um a dois anos, a mesma proporção de companhias no país pretende manter essa estratégia como principal mecanismo de financiamento.

As empresas privadas possuem características que favorecem a adoção de modelos flexíveis. Estruturas organizacionais mais enxutas e processos decisórios menos burocráticos permitem que novas soluções sejam implementadas com rapidez. Além disso, muitas dessas organizações já estão habituadas a trabalhar com fornecedores externos em áreas como impostos, marketing digital ou tecnologia, o que facilita a integração de parceiros especializados ao dia a dia da operação.

Nesse cenário, escolher o parceiro certo torna-se uma decisão fundamental. Para que a colaboração realmente agregue valor ao negócio, as empresas devem considerar experiência setorial, capacidade de escalar soluções e suporte multidisciplinar. Quando bem estruturada, essa parceria permite que empresas privadas evoluam tecnologicamente, ampliem suas capacidades operacionais e respondam com rapidez às mudanças do mercado, mantendo a atenção focada em seus negócios principais.

Compartilhar:

A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.

Artigos relacionados

Estratégia, ESG
28 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra como o mercado voluntário de carbono foi da narrativa ambiental para a lógica de investimento - e por que empresas que ainda tratam o tema como reputação estão ignorando uma nova infraestrutura de valor global.

Eduardo Joaquim da Silva - Coordenador do Comitê Estratégico e Expansão de Negócios da Sustentalli

3 minutos min de leitura
Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
27 de maio de 2026 17H00
Este artigo traz um compilado dos principais insights que emergiram da edição do ATD Summit 2026. Realizada em Los Angeles, entre os dias 17 e 20 de maio, as reflexões desse evento global precisam entrar, com urgência, na agenda de líderes e organizações.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de maio de 2026 14H00
Ao propor o conceito PACE, este artigo argumenta que a inteligência artificial não apenas intensificou o caos, mas criou uma nova infraestrutura de ação - deslocando o foco da sobrevivência para a capacidade de operar, decidir e criar valor em um mundo reprogramável.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT e membro do Conselho de Administração da IMA

13 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
27 de maio de 2026 08H00
A crise do trabalho não é de esforço - é de estrutura. Este artigo mostra que nunca se investiu tanto em produtividade, e nunca o trabalho pareceu tão insustentável.

Tiago Amor - CEO na Lecom

3 minutos min de leitura
Estratégia
26 de maio de 2026 14H00
O problema das govtechs não é a burocracia - é tratar o governo como cliente quando ele deveria ser parceiro.

Luiz Costa - Gerente de Inovação da Dome Ventures e Lincoln Ferdinand - Gerente de Marketing da Dome Ventures

3 minutos min de leitura
Estratégia, Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de maio de 2026 07H00
Ao criticar abordagens superficiais e reativas, este artigo mostra por que cumprir a norma não basta - e como organizações precisam ir além do diagnóstico de risco para construir, de fato, ambientes que sustentem o florescimento humano.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

11 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
25 de maio de 2026 17H00
Diante da crescente complexidade dos negócios, este artigo propõe uma mudança estrutural: sair de modelos organizacionais fragmentados para desenvolver a nexialidade - a capacidade de conectar inteligências, integrar decisões e operar como um sistema coletivo em rede.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

7 minutos min de leitura
Estratégia
26 de maio de 2026 14H00
Quando a inteligência deixa de ser centralizada, a criatividade deixa de ser limitada - e a organização inteira passa a responder melhor ao mundo real.

Marcos Brabo - Chief Strategy Officer (CSO) e sócio da Agência Ginga

4 minutos min de leitura
Estratégia
25 de maio de 2026 08H00
Ao olhar para o fitness como laboratório de comportamento, este artigo revela por que engajamento real não nasce da atração inicial, mas da capacidade de transformar intenção em rotina por meio de conveniência, personalização e pertencimento.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de Pessoas
24 de maio de 2026 12H00
Quando a energia do Mundial entra no cotidiano corporativo, o humor, empatia e pertencimento se modificam; e quem ganha é a corporação, com o incremento do comprometimento de colaboradores e impactados

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

0 min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão