Inovação & estratégia
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Serviços de nova geração ampliam capacidades e competitividade de empresas privadas

Organizações recorrem a parcerias estratégicas para acessar tecnologia e expertise avançada, como a implantação de plataformas ERP em poucas semanas
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Sócio-líder do Deloitte Private Program no Brasil.

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A velocidade das transformações impõe um desafio às empresas privadas: acompanhar a evolução tecnológica, as mudanças regulatórias e o aumento dos riscos operacionais sem perder o foco em seus negócios principais. Nesse contexto, soluções baseadas em serviços de nova geração vêm se consolidando como uma vantagem para ampliar capacidades estratégicas e acessar tecnologia e expertise avançadas, sem a necessidade de grandes investimentos internos.

O modelo parte de uma lógica diferente do outsourcing tradicional. Em vez de priorizar apenas a redução de custos, os serviços de nova geração buscam gerar resultados concretos para o negócio, combinando tecnologia avançada, conhecimento especializado e suporte operacional contínuo. Na prática, isso significa que companhias podem acessar soluções completas, como cibersegurança, sistemas de gestão empresarial (ERP) ou plataformas de relacionamento com clientes (CRM), sem precisar estruturar departamentos internos inteiros para essas funções.

Ao trabalhar com especialistas externos, empresas privadas conseguem replicar capacidades frequentemente associadas a grandes corporações de capital aberto. O conteúdo “How next-generation managed services give private companies right-sized capabilities”, da Deloitte, traz um exemplo de uma empresa de engenharia avançada que buscava fortalecer sua segurança digital diante do aumento das ameaças cibernéticas. Em vez de desenvolver internamente toda a estrutura necessária, a organização optou por adotar uma solução de um parceiro externo, operada por especialistas e apoiada em uma plataforma integrada. O resultado foi um salto na visibilidade sobre ameaças – de menos de 50% para mais de 95% – além de monitoramento contínuo, resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades e mapeamento de ativos digitais.

Os benefícios desse modelo também aparecem na velocidade da evolução das soluções disponibilizadas. Por exemplo, há soluções disponíveis no mercado que já reduzem o tempo de implantação de plataformas ERP de cerca de um ano para aproximadamente quatro semanas, com serviços que incluem licenças, gestão contínua das aplicações e equipes especializadas, além de processos automatizados, controles integrados, planejamento de sucessão incorporado e preparação para auditorias. O resultado é uma estrutura operacional mais robusta, com custos competitivos e maior previsibilidade.

A relevância da tecnologia e das parcerias estratégicas para empresas privadas é apontada como fundamental em estudos recentes. O relatório “Defining the Family Business Landscape”, da Deloitte, indica que 40% das empresas familiares no mundo e 43% no Brasil apontam o investimento em tecnologia como uma das principais estratégias para aprimorar a eficiência operacional, reduzir custos e expandir suas iniciativas. No Brasil, as prioridades de investimentos incluem ainda o fortalecimento do reconhecimento de marca e do posicionamento (44%) e o desenvolvimento de parcerias ou alianças estratégicas (41%).

Essas parcerias estratégicas ou joint ventures, aliás, tornaram-se um dos principais caminhos para financiar o crescimento. Atualmente, essa abordagem é utilizada por 52% das empresas brasileiras para impulsionar o crescimento, percentual superior à média global, que é de 42%. A tendência deve continuar: em um a dois anos, a mesma proporção de companhias no país pretende manter essa estratégia como principal mecanismo de financiamento.

As empresas privadas possuem características que favorecem a adoção de modelos flexíveis. Estruturas organizacionais mais enxutas e processos decisórios menos burocráticos permitem que novas soluções sejam implementadas com rapidez. Além disso, muitas dessas organizações já estão habituadas a trabalhar com fornecedores externos em áreas como impostos, marketing digital ou tecnologia, o que facilita a integração de parceiros especializados ao dia a dia da operação.

Nesse cenário, escolher o parceiro certo torna-se uma decisão fundamental. Para que a colaboração realmente agregue valor ao negócio, as empresas devem considerar experiência setorial, capacidade de escalar soluções e suporte multidisciplinar. Quando bem estruturada, essa parceria permite que empresas privadas evoluam tecnologicamente, ampliem suas capacidades operacionais e respondam com rapidez às mudanças do mercado, mantendo a atenção focada em seus negócios principais.

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