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Um parágrafo pode revolucionar um negócio

__José Salibi Neto__ é cofundador da empresa de educação executiva HSM, palestrante, mentor de líderes e coautor dos livros Gestão do Amanhã, Código da Cultura, Estratégia Adaptativa e O Algoritmo da Vitória, entre outros. Lançará em maio pela editora Gente, em parceria com Sandro Magaldi, um livro sobre o motor do crescimento, que tem o JTBD como espinha dorsal.

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Imagine uma organização de 64 pessoas que teve crescimento de 25% em 2013, faturando o equivalente a US$ 58 milhões. Você a respeitaria como empresa, certo? No entanto, não estou falando de uma empresa, e sim do site de crowdsourcing norte-americano DonorsChoose, voltado para projetos educacionais. O site tem uma estratégia e uma gestão simples e eficazes, centradas na poderosa ideia da descentralização e da autonomia. Sua filosofia é a de que a linha de frente –no caso, os professores– é que sabe como aplicar recursos para encantar clientes –no caso, os alunos. E o faz por projetos; a DonorsChoose já bancou 90 mil projetos em escolas. 

Escolhi essa matéria para iniciar nossa conversa não por vê-la como uma iniciativa da sociedade civil a ser replicada, embora o seja, mas por considerá- -la acima de tudo uma inovação capaz de inspirar inúmeras empresas com fins lucrativos. Pense em intermediar, em larga escala, investidores e empreendedores, para que estes atendam os clientes deles –e você encontrará as semelhanças. Os cases que publicamos em HSM Management funcionam, antes de tudo, como inspiração. Como alguns empresários já comentaram conosco, às vezes uma simples ideia contida em um parágrafo tem o potencial de revolucionar um negócio inteiro. Para tanto, basta ser um leitor ativo, e não passivo, de um conteúdo. 

Há vários cases inspiradores nesta edição, como o da Mercur –cujas bolinhas de tênis eu bati por muito tempo–, o da Magnolia Bakery e seus cupcakes, o da Bacardi reforçando as mulheres e o da Universidade Bradesco, instrumento de uma concepção estratégica diferenciada de buscar a perenidade por meio do investimento em recursos humanos. A entrevista do CEO mundial da L’Oréal (CEO como sigla de principal executivo de ética) também pode ser lida como um case. O Dossiê sobre as novas fronteiras do pensamento lean é um case de certa maneira, porque mostra os desdobramentos, quase impensáveis, do que foi um case no pós-guerra –a Toyota. Também não poderia deixar de citar a entrevista exclusiva da pensadora Jeanne Liedtka, cada vez mais respeitada no mundo do design thinking, nem o interessante infográfico sobre o negócio do futebol, útil para torcedores e gestores. Então, boa Copa para nós e boa leitura! 

_PS: Preste atenção em como um tópico “quente” desta revista é a necessidade de ter indicadores que meçam o desempenho de longo prazo. Como diz minha filha, “significa”._

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