Liderança, Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

76% das organizações já têm um Chief AI Office (CAIO). E agora, qual é o papel do CEO?

Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.
Fundador e CEO da B2B Match, a mais exclusiva e impactante comunidade de CEOs e C-Levels do Brasil. Com mais de duas décadas de experiência no mercado de eventos corporativos, ele já promoveu mais de 600 eventos voltados para líderes empresariais e é responsável por desenvolver experiências que conectam altos executivos e geram oportunidades de negócio em todo o país. Sob sua liderança, a B2B Match se consolidou como referência em conexões estratégicas para tomadores de decisão, reunindo mais de três mil profissionais de alto nível em eventos e iniciativas que unem conteúdo relevante, networking qualificado e impacto real para o ecossistema empresarial brasileiro.

Compartilhar:

Para começo de conversa, não vou ficar aqui falando (novamente) do quanto a IA impacta as nossas vidas (pessoal e profissionalmente), pois agora estamos em outro nível. Para darmos sequência neste papo, quero antes saber se você sabe me dizer o que é o CAIO, ou Chief AI Office?!

Pois é, dentro do contexto de tantas transformações, agora temos também um novo cargo nas organizações. Em linhas gerais, o CAIO é “o dono da IA” nas empresas. Para se ter uma proporção do quanto isso já é uma realidade, dados do IBM Institute for Business Value indicam que 76% das empresas pesquisadas em 2026 já contam com um CAIO (em 2025 eram apenas 26%). Outro dado relevante apontado no estudo é que 85% dos entrevistados afirmam que os líderes realmente eficientes precisarão se tornar também especialistas em IA e outras tecnologias.

Dados da Deloitte apontam que, no Brasil, 95% das empresas pesquisadas planejam adotar IA agêntica nos próximos dois anos, enquanto apenas 27% afirmam possuir governança madura para isso.  Diante disso, a pergunta que começa a emergir nas mesas de reuniões e negociações é: E agora, qual é o real papel do CEO?!

A resposta, é claro, não é simplória, já que estamos mergulhando em águas cada vez mais complexas e vemos a IA participando ativamente de tomadas de decisões, automações de processos e fluxos, análises financeiras e até mesmo interações com clientes finais. Para entendermos o papel dos CEOs nessa nova realidade, a mesma pesquisa do IBM Institute, que citei acima, também indica que 64% desses profissionais já se sentem confortáveis em usar IA para auxiliar na tomada de decisões estratégicas. O ponto (que particularmente acho que merece mais atenção) é que para 25% desses CEOs já é ‘normal’ que decisões operacionais sejam tomadas apenas por recursos de IA, sem nenhuma intervenção humana e pior (…ou melhor?), a estimativa é que esse índice alcance 48% até 2030.

Além disso, informações do World Economic Forum já apontam para o fato de que há conselhos e empresas que transferem direitos de decisões para sistemas autônomos (e isso acontece mais do que gostaríamos). O problema é que enquanto alguns gestores focam em se preocupar com o que a tecnologia pode fazer, na verdade deveriam se atentar aos limites que estão estabelecendo para ela. Ou seja: o que você autoriza para que a IA execute?!

Então, neste ponto, você pode me perguntar “Ah Bruno, então o papel do Chief AI Office é desnecessário?”. E a resposta é NÃO.

Na verdade, o CAIO ajuda justamente a acelerar a adoção de recursos de IA (que façam sentido para a operação), ajuda na construção e desenvolvimento de capacidades da equipe, coordena iniciativas e novos projetos e, principalmente, atua no compliance e governança de dados quando o tema é IA.

Acredito que o foco nunca deve ser um “cabo de guerra” entre cargos, mas sim a criação de modelos sinérgicos dentro da mesma empresa. Portanto, o propósito deve ser a união das capacidades singulares do CAIO e do CEO, saindo da sensação de um departamento de IA para algo que faz parte das agendas do CEO, CFO, CHRO, CMO e até mesmo do conselho. Assim, a IA deixa de ser apenas uma infraestrutura e passa a ser encarada com a relevância que tem: auxiliar na estratégia e novos negócios da empresa como um todo.

No final do dia, o papel do CEO continua o mesmo (e cada vez mais importante): saber responder questões únicas, como: Quais operações devem continuar essencialmente humanas?; Até onde a IA pode atuar sem supervisão humana?; Quem responde caso um agente cometa um erro?; 

E, a principal: Que tipo de organização queremos ser depois que a IA for incorporada por toda a cultura da empresa?

Essas respostas não podem (nem devem) ser terceirizadas e somente o olhar atento de um CEO que acompanha, estuda e se dedica às transformações de seu tempo, pode responder com qualidade e empatia.

Compartilhar:

Fundador e CEO da B2B Match, a mais exclusiva e impactante comunidade de CEOs e C-Levels do Brasil. Com mais de duas décadas de experiência no mercado de eventos corporativos, ele já promoveu mais de 600 eventos voltados para líderes empresariais e é responsável por desenvolver experiências que conectam altos executivos e geram oportunidades de negócio em todo o país. Sob sua liderança, a B2B Match se consolidou como referência em conexões estratégicas para tomadores de decisão, reunindo mais de três mil profissionais de alto nível em eventos e iniciativas que unem conteúdo relevante, networking qualificado e impacto real para o ecossistema empresarial brasileiro.

Artigos relacionados

76% das organizações já têm um Chief AI Office (CAIO). E agora, qual é o papel do CEO?

Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Empresa familiar sem governança é refém do fundador; com governança, vira legado

O mercado de M&A tem demonstrado que empresas com bom potencial nem sempre conseguem converter interesse em transação. Muitas vezes, a diferença está na qualidade da governança. Ao discutir sucessão, gestão, acordos societários e profissionalização da tomada de decisão, o artigo explica por que a governança se tornou um dos principais fatores de geração de valor para o middle market brasileiro.

A NR-1 perguntou sobre o trabalho. A empresa respondeu sobre as pessoas.

A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

A equipe de marketing do futuro pode caber em uma pessoa

Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Problemas complexos exigem criatividade coletiva

O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

Bem-estar & saúde
20 de julho de 2026 07H00
Quase 80% dos trabalhadores sentem culpa ao tirar férias e muitos continuam respondendo mensagens durante o período de descanso. O artigo discute como essa cultura afeta pessoas e organizações e por que líderes precisam dar o exemplo para transformar a relação com o descanso.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude e autora do livro “Saúde mental é inegociável”

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 14H00
WhatsApp, redes sociais, chats e inteligência artificial mudaram a forma como as empresas se relacionam com seus clientes. O desafio agora não é apenas responder mais rápido, mas transformar cada interação em uma oportunidade de fortalecer confiança, reputação e valor de marca.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 08H00
Pensamento estratégico, julgamento humano, curadoria de ferramentas digitais, desaprendizagem contínua e construção de significado despontam como as competências que diferenciarão profissionais em uma era em que inteligência e execução estão cada vez mais distribuídas entre pessoas e máquinas.

Denis Caldeira - CEO da Caldeira Growth e autor de "Cresça ou Desapareça"

8 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Cultura organizacional, User Experience, UX
18 de julho de 2026 14H00
À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

Aziz Camali Constantino - Idealizador e cofundador do Oxigênio Ilhabela

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de julho de 2026 07H00
Enquanto a maioria das empresas não pode se dar ao luxo de substituir sistemas críticos da noite para o dia, startups vêm assumindo um papel estratégico na construção de uma transformação tecnológica mais rápida, modular e segura.

Philippe Rosa - Diretor de Inovação e Novos Negócios da TQI e líder do TQI Ventures

3 minutos min de leitura
Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de julho de 2026 13H00
Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

Daniel Luzzi - Fundador e CEO da Cognita Learning Lab

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de julho de 2026 08H00
A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
16 de julho de 2026 14H00
Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de julho de 2026 08H00
Robôs humanoides deixaram de ser protótipo e entraram em produção comercial em série. Enquanto conselhos ainda debatem a IA generativa, a automação física avança sem esperar. O atraso não aparece no balanço, mas se acumula como dívida de reação.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Empreendedorismo
15 de julho de 2026 15H00
Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Sandra Regina da Silva - Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo