Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
4 minutos min de leitura
Oferecido por:

A gestão de talentos na nova era do trabalho

A verdadeira vantagem competitiva agora é a capacidade de realocar competências na velocidade das transformações
CEO da Chiefs.Group, plataforma que conecta executivos seniores disponíveis para trabalhar sob demanda a empresas, através de soluções flexíveis como mentorias, projetos e vagas part time, além de uma empresa parceira da Heidrick & Struggles. Cristiane Mendes tem uma trajetória marcada pela co-fundação da Delivery Center, Shopping Brasil e Visor, negócios que impactaram o setor de inovação brasileiro. Ela ainda é membro de conselhos empresariais, investidora e mentora de startups, bem como Top Voice do LinkedIn desde 2024, além de especialista em transformação digital e futuro do trabalho.

Compartilhar:

O mundo do trabalho é uma narrativa em constante evolução, moldada por mudanças sociais, econômicas e tecnológicas. Estamos vivendo uma era em que mudança é normal. Como devemos reagir quando tudo muda o tempo inteiro?

Estou falando, por exemplo, de múltiplas gerações trabalhando no mesmo ambiente de trabalho. Estou falando do advento da inteligência artificial mudando ou reconstruindo tudo o que vínhamos fazendo da mesma forma há décadas. Estou falando de carreiras cada vez mais curtas, em especial na alta liderança. As pessoas estão ficando menos tempo em uma posição.

Nos últimos anos, o maior questionamento que recebi em conversas de negócios foi: como podemos encontrar pessoas com as habilidades certas para fazer o que precisa ser feito no momento certo?

É comum que diante dessa transformação digital das empresas elas não tenham profissionais suficientes ou a expertise necessária para a implementação dessas mudanças. E é exatamente aqui que a contratação de executivos sob demanda, que possuem experiência e conhecimentos específicos, pode ajudar a empresa a se tornar mais ágil e melhorar sua eficiência, além de atender às necessidades e demandas dos clientes.

A falta de profissionais qualificados é um fenômeno mundial que atinge diferentes segmento. Como comprovação desse cenário, segundo o levantamento da HR Tech Koru em parceria com a Chiefs.Group, 71,5% da força de trabalho está abaixo do nível de prontidão esperado e, ao mesmo tempo, o investimento em atração cresce enquanto o desenvolvimento cai.

Enquanto isso, na falta de um líder crítico, a maioria das empresas ainda escolhe sobrecarregar times ou desorganizar estruturas, como se não houvesse outras rotas possíveis. A consequência disso é que as empresas estão levando mais tempo para encontrar os profissionais ideais e, consequentemente, estão perdendo velocidade e oportunidades de negócio ou atrasando projetos estratégicos por falta de executivos qualificados.

Com isso, o antigo foco interno do RH já não é suficiente. O RH estratégico está repensando a equação de talento. Porque se o mercado já reconhece que contratar demora, formar demora mais ainda e o negócio não espera. Existe um mercado de expertise sênior pronto para resolver exatamente isso. O futuro do trabalho passa pela construção de ecossistemas que integram talentos internos e externos, sejam eles consultores, trabalhadores part-time ou interinos. A ‘nova era do trabalho’, permeada por flexibilidade, inovação e novos modelos de contratação.

No Open Talent Summit 2025, evento apoiado pela HSM, Glaucia Guarcello, CEO da HSM Singularity Brazil, provocou: ‘Pare de prever o imprevisível. Desenvolva capacidades para prosperar em múltiplos cenários futuros.’ É exatamente isso. E como fazer isso na prática? Quando você entende que os talentos críticos para dar agilidade ao seu negócio não estão apenas dentro da sua empresa, mas disponíveis sob demanda, você ganha a flexibilidade que esse momento exige. Na sua estratégia de negócio para 2026, vale considerar: como sua estrutura atual responde quando tudo muda o tempo inteiro?

A habilidade de alocar e realocar talentos conforme a demanda pode ser um fator competitivo para a sua empresa. Não é sobre substituir seu time, é sobre complementá-lo com expertise pontual quando e onde você precisa. Executivos on demand são profissionais experientes, altamente qualificados e especializados em diferentes áreas, que, no geral, são contratados por um período determinado, modelos fracionados ou por projeto, para atender às necessidades específicas de uma empresa. Esse profissional é capaz de contribuir com sua expertise na resolução de problemas e elaboração de estratégias, sem a necessidade de um vínculo permanente.

Dito isso, quando buscamos por experiência em um setor ou em um mercado diferente do nosso, faz sentido pensar em contratações fracionadas. Inclusive, dados da Deloitte mostram o crescimento da preferência dos executivos por esse modelo de trabalho muito menos engessado. É a chance que executivos seniores têm de expandir conhecimento, conhecer novos mercados e contribuir com suas bagagens. O Open Talent é um dos pilares fundamentais do “Futuro do Trabalho”. É praticamente sinônimo desse conceito. É coerência, estratégia, amplitude, descentralização, flexibilidade. O modelo faz parte de uma cultura flexível, pois traz diferentes visões, vivências, formações e realidades. É o mundo traduzido em profissionais com carreiras distintas, formações sólidas e com o legítimo DNA da transformação.

Então, se atualmente tudo muda, talvez seja a hora de pensarmos um pouco mais nessas variáveis, sendo a flexibilidade a primeira variável do momento, e como podemos considerar diferentes cenários que se adequem melhor às demandas de cada empresa. As empresas que estão à frente de seus mercados já entendem que talento sob demanda deixou de ser tendência para se transformar em necessidade.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Reduzimos o analfabetismo. Agora precisamos evitar que os jovens abandonem a escola.

Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais ficou abaixo de 5%. O avanço, porém, expõe uma nova urgência: milhares de jovens continuam deixando a escola para trabalhar. O desafio agora é construir caminhos que permitam estudar, gerar renda e desenvolver competências para um mercado de trabalho em rápida transformação.

Entre o burnout, a felicidade e a IA: o que aprendemos no Mind Summit 2026

Em sua primeira experiência em um grande evento de negócios, duas estudantes foram convidadas a refletir sobre temas que impactam diretamente a nova geração de profissionais. O resultado foi uma jornada de descobertas sobre bem-estar, propósito, trabalho e o papel das pessoas em um futuro cada vez mais tecnológico.

O futuro da governança continua sendo humano

Com a participação de nomes como Christopher Garman, Thomas Shannon, Sergio Rial, Jeane Tsutsui e Guilherme Horn, o Congresso IBGC 2026 propõe um debate sobre um dos temas mais relevantes da atualidade: como exercer liderança e governança em um mundo marcado por inteligência artificial, incertezas geopolíticas e mudanças cada vez mais rápidas, sem abrir mão das competências que permanecem essencialmente humanas.

Crédito justo depende de informação, não apenas de regulação

Investigações sobre práticas abusivas colocam em evidência a necessidade de repensar a relação entre instituições financeiras e consumidores. Em um ambiente marcado por inovação digital e alta demanda por crédito, a transparência deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do setor.

O conselho do Mind Summit 2026: mens sana in “corporate” sano

Das reflexões de Amy Edmondson sobre segurança psicológica aos alertas de Michael Long sobre a economia da atenção, passando pelas provocações de Paul Goldsmith e Deepika Chopra, a última edição do Mind Summit revelou um ponto em comum: o futuro do trabalho dependerá menos da capacidade das máquinas e mais da nossa habilidade de preservar aquilo que nos torna humanos em meio à aceleração tecnológica.

Liderança
14 de setembro de 2026 08H00
Inspirada na filosofia dos mestres jardineiros japoneses, o autor analisa a trajetória centenária da Omron e questiona um dos pilares da gestão tradicional: e se o papel do líder não fosse controlar resultados, mas cultivar o ambiente onde inovação, autonomia e crescimento acontecem naturalmente?

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

Oferecido por:
11 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
13 de setembro de 2026 17H00
Modelos de inteligência artificial estão cada vez mais baratos, disponíveis e semelhantes em desempenho. O desafio das organizações não é apenas automatizar processos, mas definir onde a decisão deve continuar sendo humana e como transformar discernimento em vantagem competitiva.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

Oferecido por:
10 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
13 de setembro de 2026 14h00
Os movimentos recentes de Art’G e Belmont Emeralds revelam estratégias de geração e captura de valor

Adriana Salles Gomes

Oferecido por:
0 min de leitura
Inovação & estratégia
13 de setembro de 2026 08H00
Enquanto os ciclos tecnológicos se tornam cada vez mais curtos, organizações enfrentam um desafio permanente: transformar inovação em resultados concretos e que gere valor para o negócio no longo prazo.

Andréia Rengel - CEO e sócia da AMcom

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
12 de setembro de 2026 14H00
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, o people analytics permite que o RH amplie sua influência nas decisões corporativas.

Gabriela Resende - Diretora de Operações de Recursos Humanos da Propay

Oferecido por:
5 minutos min de leitura
User Experience, UX
12 de setembro de 2026 09H00
Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Tâmara Lira - CFO da Paschoalotto

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de setembro de 2026 14H00
Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Marta Ferreira

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
11 de setembro de 2026 08H00
Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.

Eduardo Raffaini - Sócio-líder de Soluções de Strategy da Deloitte

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

Oferecido por:
10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução