Editorial

A pergunta de 20 milhões de dólares e o homem-cacto

CEO da HSM e coCEO da SingularityU Brazil. Pós-graduado em finanças, possui MBA com extensão na China, na França e na Inglaterra. Tem mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro. É casado com a Marcia e coleciona discos de vinil.

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A pergunta de US$ 20 milhões é dupla: “Por que gestores precisam de criatividade e como podem desenvolvê-la?”. E a resposta (integral ou, ao menos, parcial) você encontra nesta revista, depois de lê-la de cabo a rabo e participar das atividades. (Sim, este número tem várias atividades interativas, incluindo um game online para medir seu quociente criativo.)

Explico a precificação. Esse foi o mais alto valor já pago por uma obra de arte brasileira. É justamente a obra que aparece ao virar a página – A Lua, pintada em 1928 por Tarsila do Amaral e que será repintada por você. (Isso mesmo.) Hoje é vista no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, que desembolsou os US$ 20 milhões em fevereiro de 2019.

A Lua é linda, uma paisagem aparentemente muito simples no momento em que o sol se põe e lua surge. Mas sua criatividade, e seu valor, vem do cacto esquisito – com braço, tronco e cabeça, antropomórfico. Esse é o homem-cacto, um modo de Tarsila misturar surrealismo com mitos indígenas. O homem-cacto é a criatividade de impacto.

Bem. Assim como há tese de negócio e teoria de investimento, esta revista tem tese e teoria. A tese é de que criatividade não é algo só de artistas; empresas precisam cada vez mais dela – e as nossas precisarão especialmente, se quiserem que o Brasil se recupere deste horror vivido agora. E a teoria é que criatividade é algo tanto individual quanto coletivo. Veja Tarsila: ela criava sozinha, mas sempre cocriava com os colegas do movimento antropofágico. Nas empresas, pessoas e equipes criam.

Em suma, esta HSM Management traz uma série de conteúdos estruturadores do processo criativo nos negócios, um melhor que o outro, dividindo-os em lado A e lado B para representar individual e coletivo. Neste, que é o lado B, destaco: o holandês BJ Hilberts falando de liderança criativa; o texto da cópia como “start” da criação; o texto sobre a teia da P&D; o artigo do nosso Eduardo Ibrahim, professor da SingularityU Brazil; o case do varejo popular; a reportagem sobre educação (de crianças e adultos) para a criatividade etc. Ah, a jornada de leitura contém trechos de poemas; servem para soltar as amarras da sua imaginação.

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CEO da HSM e coCEO da SingularityU Brazil. Pós-graduado em finanças, possui MBA com extensão na China, na França e na Inglaterra. Tem mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro. É casado com a Marcia e coleciona discos de vinil.

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