Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

A volta da robótica educacional: o objetivo é formar criadores, não apenas usuários de tecnologia

Muito além da programação e da montagem de robôs, o artigo mostra como a robótica educacional está ajudando estudantes a pensar criticamente, experimentar, colaborar e criar soluções para problemas reais, conectando aprendizagem, propósito e impacto social desde a escola.
CEO da Robomind

Compartilhar:

Durante muito tempo, a robótica educacional foi vista como uma atividade complementar, restrita a poucas escolas ou iniciativas voltadas à tecnologia. Hoje, esse cenário tem mudado gradualmente. O avanço da inovação, a transformação do mercado de trabalho e a necessidade de desenvolver competências cada vez mais ligadas à criatividade, ao pensamento crítico e à resolução de problemas fizeram da robótica uma importante aliada no processo de aprendizagem.

De acordo com a Cognitive Market Research and Consulting, o mercado brasileiro de robótica educacional movimentou quase 31 milhões de dólares em 2025 e apresenta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 27%. Esse crescimento demonstra uma mudança de percepção sobre o papel da tecnologia na educação. A própria pesquisa aponta que o mercado mundial de robôs educacionais vive um momento de expansão acelerada, deixando de ser um segmento de nicho para se consolidar como uma ferramenta amplamente difundida no ambiente escolar.

Além do aprendizado técnico, a robótica educacional oferece aos estudantes experiências práticas que integram diferentes áreas do conhecimento, como matemática, ciências, programação, engenharia e até habilidades de comunicação e trabalho em equipe. Ao construir soluções para desafios reais, crianças e jovens desenvolvem autonomia, capacidade analítica e confiança para enfrentar problemas complexos, competências que serão fundamentais em qualquer profissão do futuro.

Mais importante do que ensinar programação ou montagem de robôs, a robótica ensina a aprender. Em um mundo onde as transformações tecnológicas acontecem em velocidade crescente, a capacidade de errar, corrigir e inovar passa a ser tão importante quanto o domínio de conteúdos específicos. E é justamente essa mudança de mentalidade que torna a robótica educacional uma ferramenta tão poderosa dentro das escolas.

Outro aspecto que merece destaque é o potencial da robótica para aproximar os estudantes de desafios concretos da sociedade. Ao propor projetos conectados a temas sociais, ambientais e culturais, a aprendizagem ganha significado. Os alunos deixam de ser apenas consumidores de tecnologia para se tornarem criadores de soluções capazes de gerar impacto positivo em suas comunidades.

Nesse contexto, as competições de robótica assumem um papel importante. Muito além da disputa, elas funcionam como ambientes de colaboração e troca de experiências entre estudantes de diferentes culturas e realidades. Neste ano, a cidade de Joinville (SC), vai receber pela primeira vez a edição nacional do World Robot Olympiad (WRO), uma das maiores iniciativas de robótica educacional do mundo. Presente em 106 países, o WRO é promovido por uma fundação internacional sem fins lucrativos e reúne milhares de estudantes que compartilham deste interesse. Tenho a honra de representar essa iniciativa no Brasil e acompanhar de perto como ela transforma a trajetória de milhares de jovens.

O tema deste ano será “Robots Meet Culture”. A proposta é explorar como a robótica pode contribuir para preservar, proteger e desenvolver diferentes manifestações culturais.

O crescimento do setor, a presença cada vez maior nas escolas, tanto privadas quanto públicas, e iniciativas como o WRO mostram que essa transformação já está em curso. Estamos formando pessoas capazes de pensar de maneira crítica e criar soluções para problemas. Afinal, educar para o futuro é oferecer oportunidades para que os estudantes sejam protagonistas dele.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O fim da educação cega: Learner 360 – uma nova forma de enxergar quem aprende

O artigo discute por que a personalização da aprendizagem exige ir além dos indicadores tradicionais e apresenta o conceito de Learner 360, uma proposta para construir uma visão mais integrada, dinâmica e significativa do aprendiz, capaz de apoiar decisões educacionais mais precisas e trajetórias de desenvolvimento verdadeiramente centradas no indivíduo.

O futuro do trabalho será criativo, conectado e escalável

A IA vai tirar empregos ou reinventar o trabalho? A pergunta mais comum sobre inteligência artificial ainda gira em torno da substituição de empregos. O artigo propõe uma reflexão sobre o futuro das carreiras, questionando a estrutura tradicional das organizações e defendendo um modelo em que pessoas se concentram cada vez mais em criar, conectar, verificar e escalar, enquanto a IA assume grande parte das atividades operacionais.

Criatividade deixou de ser campanha. Tornou-se estratégia.

O artigo defende que a criatividade deixou de ser um recurso pontual para se tornar uma capacidade organizacional capaz de conectar tecnologia, inovação, cultura e estratégia, sustentando o crescimento contínuo e a relevância das empresas no longo prazo.

O que os lugares ensinam sobre controle

Marca de empresa é criada, marca de lugar é descoberta. Os gestores corporativos têm muito o que aprender com o “place branding” sobre gerir algo que não tem dono

Circulando pelo mundo, com sotaque brasileiro

Os padrões abertos já permitem que uma credencial de competência seja lida em qualquer país. O que ela significa depende de quem constrói o trilho por onde ela passa. Europa e Ásia já fizeram essa escolha, e o Brasil tem todas as peças para fazer a sua.

Estratégia
8 de outubro de 2026 14H00
Da aquisição à expansão de clientes, o artigo propõe uma reflexão sobre como organizações podem substituir crescimento baseado em volume por crescimento sustentado por retenção, adoção de valor e decisões mais inteligentes.

Renata Centurión - Sócia e Diretora da Winning By Design LATAM

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Vendas
8 de outubro de 2026 08H00
Diante de metas ameaçadas, a reação mais comum é fazer mais: mais reuniões, mais pressão, mais descontos, mais cobranças. O problema é que nem sempre atividade gera resultado. À medida que dezembro se aproxima, o verdadeiro desafio pode estar menos em acelerar e mais em eliminar comportamentos que comprometem decisões, margens e o próximo ciclo de vendas.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

8 minutos min de leitura
Liderança
7 de outubro de 2026 14H00
O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
7 de outubro de 2026 08H00
Metade dos executivos ouvidos pelo BCG já vê a própria equipe perdendo habilidades por causa da IA, e o julgamento é a primeira a cair. Velocidade sem discernimento não é ganho, é dívida com outro nome.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
6 de outubro de 2026 14H00
Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
6 de outubro de 2026 08H00
Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

9 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução