Assunto pessoal

Coaches vão treinar líderes de favelas. E você?

Os profissionais da gestão poderiam se inspirar na nova iniciativa da ICF Brasil em parceria com a Central Única das Favelas, que está para começar

Compartilhar:

Você tem uma agenda ESG pessoal? Se tem, é contribuição em dinheiro? Ou um trabalho voluntário que não tem a ver com sua expertise, como construir casas? Uma parte significativa dos gestores que são filantropos tende a seguir uma dessas duas opções. Eles se esquecem de um terceiro caminho, que é pessoalmente repassar seu conhecimento de gestão a pessoas de baixa renda, o que poderia gerar um impacto muito maior do que as outras contribuições – no velho clichê “ensinar a pescar em vez de dar o peixe”.

Agora, os gestores podem seguir o exemplo dos coaches. Em 2021, o braço brasileiro da International Coaching Federation (ICF-Brasil) procurou Celso Athayde, presidente da Central Única das Favelas (Cufa), para oferecer programas de coaching aos líderes da associação ministrados por seus associados. O projeto, parte da iniciativa Ignite da ICF global, sairá do papel agora em 2022 – o vice-presidente do conselho deliberativo global da ICF, Steve Weiss, veio ao País em junho para participar de seu lançamento. Marcia Yokota, diretora de responsabilidade social da ICF Brasil, contou mais sobre a parceria:

__Os coaches.__ Serão 20, cada um com várias acreditações da ICF e muitos ex-executivos de organizações, e mais três supervisores. Como houve mais do que 20 inscrições, os coaches finalistas foram sorteados. Todos trabalharão voluntariamente.

__Os coachees.__ Serão 20 líderes estaduais da Cufa, com muita experiência de liderança na prática – colaboração, comunicação, engajamento etc. Eles poderão escolher o tema que julgam mais importante para trabalhar com seu coach.

__Como será.__ O método será individualizado por cliente. Haverá dez sessões, de uma hora cada, o que representa um investimento em torno de R$ 180 mil (seguindo estimativa de valor de PwC), e o programa vai até dezembro. Prevê-se um efeito cascata sobre as comunidades. Sentiu-se provocado? Pense no que pode fazer, sozinho ou com colegas. Todo mundo precisa de gestão.

Coaching atrai mais interesse

Steve Weiss, VP do conselho global da ICF, dividiu com HSM Management achados da mais recente pesquisa com empresas que mostram impacto da pandemia no coaching em âmbito global (a ICF tem 50 mil membros em 140 países) e especificamente no Brasil.

O awareness da profissão de coach, que vinha sendo de 50% nos últimos dez anos, saltou para 73% nos últimos dois anos, segundo Weiss. No Brasil, 50% das empresas entrevistadas têm processos de coaching em curso e 65% pretendem fazer novos programas – dois percentuais que ficam acima da média mundial.

__Leia mais: [As redes sociais e o que Cheryl faria](https://www.revistahsm.com.br/post/as-redes-sociais-e-o-que-cheryl-faria)__

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quando tudo vira conteúdo, o que ainda forma pensamento?

A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo – e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Fornecedores, riscos e resultados: a nova equação da competitividade

Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência – e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

Apartheid climático: Quando a estratégia ESG vira geopolítica

A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de janeiro de 2026
Inovar não é sinônimo de começar do zero. A lente da exaptação revela como ideias e recursos existentes podem ser reaproveitados para gerar soluções transformadoras - da biologia às organizações contemporâneas.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Cultura organizacional, Tecnologia & inteligencia artificial
2 de janeiro de 2026
Em 2026, não será a IA nem a velocidade que definirão as empresas líderes - será a inteligência coletiva. Marcas que ignorarem o poder das comunidades femininas e colaborativas ficarão para trás em um mundo que exige empatia, propósito e inovação humanizada

Ana Fontes - Fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República - CDESS.

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de janeiro de 2026
O anos de 2026 não será sobre respostas prontas, mas sobre líderes capazes de ler sinais antes do consenso. Sensibilidade estratégica, colaboração intergeracional e habilidades pós-IA serão os verdadeiros diferenciais para quem deseja permanecer relevante.

Glaucia Guarcello - CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de dezembro de 2025
Segurança da informação não começa na tecnologia, começa no comportamento. Em 2026, treinar pessoas será tão estratégico quanto investir em firewalls - porque um clique errado pode custar a reputação e a sobrevivência do negócio

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...