ESG
3 minutos min de leitura

Como celebrar o dia das mulheres

Depois do Carnaval, março nos convida a ir além das flores e mimos: o Dia Internacional da Mulher nos lembra que celebrar mulheres é importante, mas abrir portas é essencial - com coragem, escuta e propósito.
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

A próxima efeméride no calendário, após o Carnaval, é o Dia Internacional da Mulher. Há poucos anos, a fórmula era oferecer uma rosa vermelha, um dia de beleza, chocolates e outros símbolos de feminilidade. Pensávamos em celebrar o feminino. Claro que todos gostam de gentileza e de demonstrações de afeto, mas é bom lembrar que o 8 de Março foi inserido no calendário por outras razões.

Se você ainda considera o máximo as ações de beleza, pode oferecer esse ‘cardápio’ em uma semana de cuidados pessoais e bem-estar (wellbeing).

Em março, minha recomendação é discutirmos sobre carreira. Como fazer isso? Existem muitas formas. Vou listar algumas, mas que tal fazermos deste post uma utilidade pública? Se você participou de uma atividade interessante, compartilhe nos comentários. Vamos valorizar práticas que, em nossa opinião, alcançam e transformam mais pessoas.

Algumas ideias:

  • Convide mulheres para falar. Não precisa ser sobre a luta delas, e sim sobre suas áreas de atuação. Mulheres cientistas, empresárias, executivas. Qual será a fórmula de cada uma para ter avançado em sua carreira? A conversa não precisa ser apenas sobre as que “vencem” (entre aspas, porque sucesso não se mede pelo cargo), mas também sobre as que enfrentam dificuldades e desafios. Nós também aprendemos com isso, e essa escuta empática pode ajudar a pensar coletivamente em soluções.

  • Aproveite para celebrar as diferentes histórias da própria empresa. Celebre e reconheça as mulheres oferecendo mais oportunidades, melhores salários, cargos e reconhecimento. Não se trata apenas de comunicação interna.

  • Faça uma escuta ativa. O que mais pode ser feito para que elas avancem?

  • Ofereça programas de mentoria e formação complementar. Disponibilize cursos para que ampliem seu repertório, especialmente se isso for feito dentro do horário de trabalho, pois, para muitas, a jornada na empresa é apenas a primeira do dia.

  • Busque compromissos objetivos e pragmáticos para avaliar se as práticas internas estão, de fato, promovendo a diversidade. Uma empresa pode até contratar muitas mulheres, mas por quanto tempo elas permanecem? O número de mulheres que entram é realmente maior do que o de que saem?

  • Envolva os homens nessa discussão. Como podemos, juntos, ajudar a criar um repertório mais amplo que apoie outras mulheres? Pode parecer um tema ultrapassado, mas, recentemente, em pleno 2026, eu estava em um debate e um colega se queixou de “não haver mais espaço para o homem branco e heterossexual”. Felizmente, o facilitador, com gentileza, lembrou os números ainda tão desiguais da presença masculina e nossa necessidade urgente de equilibrar os espaços.

Enfim, meu desejo sincero é o de ampliar oportunidades. E que nós, mulheres, sejamos um ponto de apoio para que outras possam evoluir cada vez mais. Nem sempre fazer isso com uma pedra na mão é a melhor saída. Encarar situações com enfrentamento apenas constrói mais muros. A via do diálogo é sempre a melhor e mais sustentável, embora esteja longe de ser simples.

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

Como celebrar o dia das mulheres

Depois do Carnaval, março nos convida a ir além das flores e mimos: o Dia Internacional da Mulher nos lembra que celebrar mulheres é importante, mas abrir portas é essencial – com coragem, escuta e propósito.

ESG: uma pauta de sobrevivência empresarial

O ESG deixou de ser uma iniciativa reputacional ou opcional para se tornar uma condição de sobrevivência empresarial, especialmente a partir de 2026, quando exigências regulatórias, como os padrões IFRS S1 e S2, sanções da CVM e acordos internacionais passam a impactar diretamente a operação, o acesso a mercados e ao capital. A agenda ESG saiu do marketing e entrou no compliance – e isso redefine o que significa gerir um negócio

Inovação & estratégia
10 de fevereiro de 2026
Quando a inovação vira justificativa para desorganização, empresas perdem foco, desperdiçam recursos e confundem criatividade com falta de gestão - um risco cada vez mais caro para líderes e negócios.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de fevereiro de 2026
Cinco gerações, poucas certezas e muita tecnologia. O cenário exigirá estratégias de cultura, senso de pertencimento e desenvolvimento

Tiago Mavichian - CEO e fundador da Companhia de Estágios

4 minutos min de leitura
Uncategorized, Inovação & estratégia, Marketing & growth
6 de fevereiro de 2026
Escalar exige mais do que mercado favorável: exige uma arquitetura organizacional capaz de absorver decisões com ritmo, clareza e autonomia.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de fevereiro de 2026
O desafio não é definir metas maiores, mas metas possíveis - que mobilizem o time, sustentem decisões e evitem o ciclo da frustração corporativa.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
4 de fevereiro de 2026
O artigo dialoga com o momento atual e com a forma como diferentes narrativas moldam a leitura dos acontecimentos globais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
3 de fevereiro de 2026
Organizações querem velocidade em IA, mas ignoram a base que a sustenta. Governança de Dados deixou de ser diferencial - tornou-se critério de sobrevivência.

Bergson Lopes - CEO e fundador da BLR Data

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
2 de fevereiro de 2026
Burnout não explodiu nas empresas porque as pessoas ficaram frágeis, mas porque os sistemas ficaram tóxicos. Entender a síndrome como feedback organizacional - e não como falha pessoal - é o primeiro passo para enfrentar suas causas estruturais.

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

3 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing & growth
1º de fevereiro de 2026
Como respostas rápidas, tom humano e escuta ativa transformam perfis em plataformas de reputação e em vantagem competitiva para marcas e negócios

Kelly Pinheiro - Fundadora e CEO da Mclair Comunicação e Mika Mattos - Jornalista

5 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de janeiro de 2026
Engajamento não desaparece: ele é desaprendido. Esse ano vai exigir líderes capazes de redesenhar ambientes onde aprender volte a valer a pena.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Liderança
30 de janeiro de 2026
À medida que inovação e pressão por resultados se intensificam, disciplina com propósito torna-se o eixo central da liderança capaz de conduzir - e não apenas reagir.

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança