Cultura organizacional

Como estão os treinamentos corporativos com o fim da pandemia?

Está na hora de repensar as formas de ensino corporativo tradicionais. O e-learning é flexível e adaptável às necessidades e preferências de aprendizagem de cada indivíduo, além de levar a uma melhor retenção de conhecimentos e melhor desempenho no local de trabalho

Compartilhar:

Maior crise sanitária dos últimos 100 anos, recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência de saúde pública de Importância internacional relativa à covid-19. O anúncio não significa o fim da pandemia e nem que já podemos baixar a guarda, mas sim que está na hora de de fazer a transição para um tratamento comum a outras doenças infecciosas.

Como resultado dos esforços de distanciamento social da covid-19, houve uma movimentação em larga escala para o ensino online – seja no modelo tradicional como no corporativo.

A mudança fez com que os educadores experimentassem novas abordagens, algumas das quais nunca haviam pensado antes. Os meses da pandemia foram, então, um período de experimentação do qual puderam emergir novos aprendizados.

Algumas novas abordagens funcionaram bem. E, de experiências não planejadas e realizadas de maneira emergencial como uma maneira de não paralisar o aprendizado, cada vez mais empresas e escolas descobrem que, de um ensino alternativo devido à crise, é possível transformá-lo em um modelo permanente de sucesso.

De que maneira? Investindo no desenvolvimento de uma experiência coerente e construída com base em princípios de design instrucional com o objetivo de desenvolver experiências coesas de alta qualidade.

Os componentes dessas experiências online incluem metodologias e contextos digitais de aprendizagem, com ferramentas, simuladores e sistemas de apoio. Em um mundo onde o bate-papo por vídeo tornou-se um item básico em reuniões, é possível retirar as “amarras” ao trocar a imagem real por um avatar, já colocando em prática alguns conceitos do metaverso.

O aluno pode controlar o personagem para realizar diferentes ações, como se jogasse videogame. Este tipo de atividade coloca todo o protagonismo em suas mãos, os motivará e os deixará mais interessados e com vontade de aprender por mais tempo.

Tecnologias como inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada também podem ser utilizadas de maneira disruptiva. A construção civil, por exemplo, é um setor que pode se beneficiar desses recursos. Algumas das oportunidades para melhorar treinamentos nesse setor incluem interações em ambientes virtuais que simulam canteiros de obra reais, planejamento, execução e identificação de problemas de projeto.

E todas essas inovações prometem abrir as portas do ensino a distância para cada vez mais empresas. Um relatório recente divulgado pelo Market Watch apurou que apenas o mercado mundial de e-learning corporativo faturou mais de US$ 25 bilhões em 2022, com um potencial de atingir quase US$ 55 bilhões em 2030.

Embora muitas empresas utilizem o ensino corporativo para integração, conformidade e outros assuntos obrigatórios, o aprendizado online pode ser usado para fornecer uma ampla variedade de outros conteúdos de treinamento, desde capacitações técnicas até desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Flexível e adaptável às necessidades e preferências de aprendizagem de cada indivíduo, a modalidade pode levar a uma melhor retenção de conhecimentos e melhor desempenho no local de trabalho, seja remoto, no escritório ou híbrido.

O e-learning tem sido tradicionalmente visto por muitos como um caminho alternativo à educação corporativa tradicional. Mas, agora que você sabe como ele é uma ferramenta indispensável no aprendizado de equipes, é hora de repensar a estratégia de treinamento e desenvolvimento de talentos para o futuro!

Compartilhar:

Artigos relacionados

A escassez de talentos pode estar no processo seletivo

Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ter mais robôs já não é suficiente

Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

A pergunta que todo treinamento deveria responder

Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Geopolítica
20 de setembro de 2026 08H00
A disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, a transição energética e a corrida pela inteligência artificial estão redefinindo o equilíbrio global de poder. Nesse cenário, o Brasil reúne uma combinação rara de recursos estratégicos - energia limpa, minerais críticos e capacidade produtiva - que pode transformar sua posição internacional.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de setembro de 2026 14H00
A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

Matheus Fonseca - Fundador da Leapy

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de setembro de 2026 08H00
Profissionais de alto impacto já conseguem pesquisar, analisar, testar hipóteses e executar entregas com um nível de autonomia impensável há poucos anos. O problema é que muitas organizações ainda operam com estruturas, processos e planos de carreira desenhados para limitar exatamente esse potencial.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

8 minutos min de leitura
Liderança
18 de setembro de 2026 14H00
A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de setembro de 2026 08H00
Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Marcus Granadeiro - Membro do RICS - Royal Institution of Chartered Surveyors (MRICS) e sócio-diretor do Construtivo

3 minutos min de leitura
Vendas, Liderança
17 de setembro de 2026 15H00
Toda equipe de vendas convive com metas. O problema começa quando a pressão pelo resultado transforma forecast em interrogatório, cobrança em ansiedade e gestão em controle excessivo. A autora traz uma reflexão sobre como líderes podem influenciar a performance sem comprometer a confiança e a qualidade das decisões comerciais.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

7 minutos min de leitura
Marketing
17 de setembro de 2026 13H00
As principais lições para quem está entrando no mundo das buscas generativas e quer entender como marcas passam a ser encontradas, citadas e recomendadas pelas IAs

Clayton Melo - Jornalista, estrategista de inovação, GEO PR, storytelling estratégico e comunicador de futuros. Tem MBA em Marketing pela FGV, Master em Foresight e Design de Futuros pela ESPM e formação em Leadership for the AI Age (MIT Professional Education) e Multimedia Storytelling pela University of the Arts London. É diretor de IA, Foresight e Inovação da GBR.

Direito, Regulação & Compliance
17 de setembro de 2026 08H00
Quando uma grande empresa entra em recuperação judicial, os impactos não ficam restritos ao seu balanço. Fornecedores deixam de receber, investimentos são adiados, empregos ficam ameaçados e a atividade econômica perde força, criando um efeito dominó que alcança empresas e consumidores em todo o país.

João Alberto Graça - Advogado, consultor em Direito Tributário, Societário e Governança Corporativa, membro do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná

5 minutos min de leitura
Liderança
16 de setembro de 2026 18H00
Ao observar a comunicação constante de um pequeno grupo de galinhas-d’angola, o autor encontrou uma metáfora surpreendente para um dos maiores desafios dos líderes: perceber, interpretar e responder aos sinais que as pessoas emitem antes que o silêncio, a desmotivação ou a ruptura se tornem irreversíveis.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

12 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de setembro de 2026 14H00
A área branca se tornou um ativo estratégico! Energia, refrigeração, distribuição elétrica e gestão térmica passaram a determinar quais infraestruturas conseguirão acompanhar a próxima geração da transformação digital.

Felipe Vasco da Silva - Diretor de Aplicações Tecnológicas para a América Latina da Vertiv

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução