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Como o W20 e a economia do cuidado transformam a liderança feminina: tendências e oportunidade

A entrega do Communiqué pelo W20 destaca o compromisso global com a igualdade de gênero, enfatizando a valorização e o fortalecimento da Economia do Cuidado para promover uma sociedade mais justa e produtiva para as mulheres em todo o mundo
Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

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Na começo de outubro eu e as 130 delegadas de 19 países do W20 finalizamos uma parte importante do nosso trabalho dentro do grupo de engajamento do G20: entregamos o Communiqué nas mãos da nossa ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o embaixador e sous-sherpa do G20, Felipe Hees e a Maria Helena Guarezi, Secretária-Executiva do Ministério das Mulheres.

Após meses de trabalho para a construção do documento, e longas horas de conversas e debates para o fechamento da versão final, conseguimos entregar um documento com pautas importantes para as mulheres de todas as nações, que devem ser tratadas pelos próximos anos pelos governos de todo o mundo.

Para aqueles que já leram o Communiqué, que está disponível em português e inglês no portal do W20, notaram que um dos temas abordados por nós é a Economia do Cuidado, uma das pautas prioritárias da nossa luta e que merece atenção de todos.

Com o objetivo de promover a igualdade de gênero, é essencial criar um sistema de cuidado abrangente e de alta qualidade, que resultará na criação de empregos, aumento de produtividade e na redução da pobreza. Mesmo sendo um trabalho invisível para muitos, a economia do cuidado representa expressivos 9% do PIB Global, totalizando cerca de 11 trilhões de dólares, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Mas para além de fazer com que esse reconhecimento finalmente aconteça, o principal objetivo é tirar do ombro das meninas e mulheres a obrigatoriedade de serem as responsáveis por esses serviços dentro de casa.

Para que isso aconteça, é necessário oferecer acesso universal a serviços de assistência para crianças, idosos e pessoas com deficiência, assim como coletar e compartilhar dados desagregados por sexo sobre o trabalho do cuidado não remunerado, visando desenvolver políticas públicas que não só valorizem, mas também recompensem dignamente as mulheres que fazem esses serviços, a fim de garantir um emprego decente e proteção social para elas.

Sei que este é apenas o começo de um longo caminho que vamos ter que percorrer até a igualdade de gênero dentro da Economia do Cuidado, mas só de ver nossa luta nas mãos de pessoas que realmente podem mudar esse aspecto da realidade da vida das mulheres já é motivo para termos esperança em um futuro melhor. Que sejamos todos defensores dos direitos das meninas e mulheres do mundo.

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Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

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