Inovação
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Fomento para inovação: Alavanca estratégica de crescimento para as empresas

O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados.  Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.
Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

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O fomento para inovação virou pauta estratégica nos últimos anos devido uma convergência de fatores. A recomposição e previsibilidade de grandes volumes de recursos públicos para inovação, reativação de instrumentos de subvenção e crédito com condições mais favoráveis, fortalecimento de agendas de neoindustrialização e missões tecnológicas, além de um ambiente competitivo pressionado por digitalização, inteligência artificial, descarbonização e reconfiguração de cadeias de suprimento elevou a necessidade cada vez maior por produtividade e diferenciação.

Nesse período, muitas empresas perceberam a importância e necessidade de incentivos fiscais, crédito para inovação, subvenções econômicas e parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT’s) como alavanca estratégica de crescimento. Encurtando o tempo de retorno do investimento, liberando o caixa e viabilizando projetos que, no mercado tradicional possuem um custo efetivo muito maior. Para 2026, a perspectiva é de aumento na oferta de recursos financeiros para inovação, competição mais intensa, combinando maior seletividade dos instrumentos, beneficiando quem estiver pronto com esteiras de projetos bem estruturados. As empresas, mais do que nunca, precisam entender e alavancar a combinação de incentivos fiscais, crédito e subvenções.

Em 2024, a Lei do Bem (conjunto de incentivos fiscais para empresas brasileiras que investem PD&I) encerrou o ano somando mais de 4 mil empresas participantes, 14 mil projetos apresentados, e o total de renúncia fiscal somando R$ 12 bilhões, sendo R$ 51 bilhões investidos por estas empresas. Já o Nova Indústria Brasil que é política industrial do governo federal lançada em 2024 para modernizar e fortalecer a indústria brasileira até 2033, somou mais de R$ 3 trilhões em investimentos públicos e privados, um volume que aponta para um cenário de expansão e transformação no ecossistema brasileiro de inovação. Desde 2023, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já destinaram mais de R$ 57,7 bilhões em recursos para inovação, sendo R$ 33,4 bilhões com recursos da Finep e R$ 24,3 bilhões do BNDES. Em 2025, o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) teve um acúmulo de R$ 7,33 bilhões em recursos não reembolsáveis.

Neste mesmo ano, entre janeiro e setembro de 2025, a Finep e o BNDES aprovaram R$ 14 bilhões em crédito para projetos de inovação no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB). Ainda em 2025, somente no crédito descentralizado a Finep liberou R$ 3 bilhões e para 2026 a Finep já anunciou que serão disponibilizados R$ 1,5 bilhão (30% destes nas regiões N/NE/CO) para o primeiro semestre com possibilidade de acréscimo de valor. O calendário e a capacidade de execução das agências e fontes de fomento podem concentrar janelas de liberações ao longo do ano, o que reforça a importância de preparação antecipada dos projetos, documentação padronizada e governança nas submissões. 

Com este cenário favorável para a ampliação do crédito tanto direto quanto descentralizado, é necessário observar propostas alinhadas às missões do Nova Indústria Brasil (NIB) tendo maior correlação por impacto e métricas ESG e tecnológicas. Os 6 eixos estratégicos de neoindustrialização da NIB focam nas seguintes áreas:

– Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais: Foco em segurança alimentar, com mecanização familiar e máquinas nacionais;

– Complexo econômico-industrial da saúde: Reduzir vulnerabilidades do SUS, produzindo mais insumos, vacinas e tecnologias em saúde no Brasil;

– Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis: Melhorar cidades e bem-estar, com foco em transporte público e adensamento produtivo;

– Transformação digital da indústria: Digitalizar indústrias, ampliar produtividade e participação nacional em novas tecnologias;

– Bioeconomia, descarbonização e transição energética: Garantir recursos para o futuro, com sustentabilidade e energia limpa;

– Tecnologias de interesse para soberania e defesa nacionais: Foco em domínio de tecnologias estratégicas para a defesa e soberania. 


A importância do fomento para inovação visa derrubar o custo de desenvolver projetos porque desloca, dilui e compartilha os principais componentes do risco e do financiamento ao longo do ciclo de pesquisa e desenvolvimento até a escala industrial. Linhas de crédito específicas para inovação, com juros reduzidos, carências e prazos longos, têm custo efetivo inferior ao crédito de mercado e aliviam o fluxo de caixa nos estágios mais incertos, quando a taxa de insucesso é maior. Subvenções econômicas e crédito para inovação cobrem parte das etapas de maior risco tecnológico, diminuindo consideravelmente os custos que seriam inteiramente privados, ajudando as empresas a acelerar o crescimento. 

Neste cenário, é essencial mapear e monitorar de forma contínua as áreas temáticas estratégicas que operam em fluxo contínuo, bem como as chamadas públicas que continuamente são abertas para submissão. Criar uma esteira de projetos bem estruturados aumenta as chances de aprovação e assegura o cumprimento de prazos. Em um cenário de maior volume de recursos, competição mais intensa e maior seletividade dos instrumentos, metodologia e governança tornam-se fatores determinantes. Contar com consultorias experientes em captações de recursos, acelera o ciclo e aumenta significativamente a eficiência em todo processo.

A combinação inteligente desses mecanismos, unindo incentivo fiscal, crédito e subvenção, potencializa a alavancagem de projetos. Na prática, cada real de recurso público e cada ponto percentual de economia tributária substituem capital próprio caro, suavizam o caixa e protegem o investimento na travessia da incerteza, permitindo às empresas apostarem mais em inovação, acelerar a curva de aprendizagem e chegar ao mercado com menor custo por resultado entregue.

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Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

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