Gestão de Pessoas
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Liderar GenZ’s: As relações de trabalho estão mudando…

Mais da metade dos jovens trabalhadores já não acredita no valor de um diploma universitário — e esse é só o começo da revolução que está transformando o mercado de trabalho. Com uma relação pragmática com o emprego, a Geração Z encara o trabalho como negócio, não como projeto de vida, desafiando estruturas hierárquicas e modelos de carreira tradicionais. A pergunta que fica: as empresas estão prontas para se adaptar, ou insistirão em um sistema que não conversa mais com a principal força de trabalho do futuro?
Rubens Pimentel é CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial e já treinou mais de 32 mil executivos e profissionais.

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As novas gerações estão prestes a implodir as relações de trabalho. Pensam diferente, agem diferente e têm uma relação com o trabalho quase oposta à de quem hoje está no comando — ou seja, quem contrata e lidera essa galera, que é a força de trabalho disponível.

Pra começar: uma pesquisa feita pela Indeed e publicada na Fortune aponta que mais da metade dos jovens trabalhadores acredita que um diploma universitário não vale a pena. Motivo? É caro e o retorno é de longo prazo — ou, pior, nunca vem. Segundo a consultoria, em áreas como Psicologia, Inglês e Filosofia, o investimento pode levar até 20 anos para se pagar.

Diferente das gerações anteriores, essa turma faz conta. E a ficha caiu: trabalho é muito importante, sim — mas está na caixa de “negócios”, não de “prazer”. (Pessoalmente, acho que fazer negócios é um enorme prazer — mas, ainda assim, continua sendo negócio.)

A consequência dessa mudança de percepção é clara: teremos que repensar a nossa visão de trabalho, a estrutura e, no fim das contas, o sistema inteiro. Como contratamos, como remuneramos, como lideramos e como estruturamos as equipes. A velha estrutura de comando no estilo militar já ficou pra trás faz tempo…

Pergunta que não quer calar: as empresas vão mudar ou ainda vamos continuar nessa lenga-lenga de reclamar da GenZ e acender vela, esperando que num passe de mágica eles fiquem iguais a nós? Se for essa segunda opção, convenhamos: que arrogância preguiçosa da liderança atual!

Sem contar que fomos nós — Baby Boomers e GenX — que criamos essas figurinhas que agora estão chegando ao mercado. Não se trata de criticar como os criamos, e sim de refletir sobre como podemos aproveitar o potencial dessa geração, que simplesmente não aceita as estruturas como estão.

Essa é só uma reflexão inicial, pra destrinchar os muitos temas que estão nas linhas (e entrelinhas) deste texto. A ideia é abrir espaço para o debate: como inovar e mudar as estruturas de trabalho para que possamos, de fato, liderar pessoas e gerenciar processos de forma eficiente e produtiva?

Pense nisso com carinho.

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Rubens Pimentel é CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial e já treinou mais de 32 mil executivos e profissionais.

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