Inovação
4 min de leitura

Mobilidade no SXSW 2025: tendências, testes e a experiência de um futuro em movimento

O SXSW 2025 transformou Austin em um laboratório de mobilidade, unindo debates, testes e experiências práticas com veículos autônomos, eVTOLs e micromobilidade, mostrando que o futuro do transporte é imersivo, elétrico e cada vez mais integrado à tecnologia.
Renate Fuchs é Managing Director na Industry X da Accenture Brasil. Atualmente, Renate também atua como Vice-Presidente da VDI - Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, onde preside o cluster de Inclusão e Diversidade. Nesse papel, ela criou e lançou o programa Industry4her, voltado para a qualificação de mulheres engenheiras em transformação digital e liderança, reforçando seu compromisso com a diversidade e a equidade de gênero no setor de tecnologia.

Compartilhar:

Inovação

Austin se consolidou como um laboratório vivo para mobilidade durante o SXSW 2025. A cidade, que já oferece patinetes, bicicletas e uma ampla infraestrutura para veículos elétricos, foi palco de experiências imersivas, novas tecnologias e debates sobre o futuro. Além da trilha de transportes trazer discussões sobre inovação, muitas dessas tendências puderam ser vivenciadas diretamente nas ruas.

Um festival de mobilidade em Austin

A mobilidade em Austin durante o SXSW é uma experiência única. Diferente de muitos eventos que apenas discutem inovações, aqui é possível ver, testar e interagir com novas tecnologias de transporte.
• Micromobilidade em todos os cantos: Patinetes e bicicletas continuam a ser um dos meios mais eficientes de locomoção entre os eventos do festival.
• Presença forte dos veículos elétricos: A Rivian, patrocinadora do evento, realizou diversas ativações pela cidade, destacando suas picapes e SUVs elétricos.
• Experiências imersivas com veículos autônomos: O Waymo, da Alphabet, foi integrado ao Uber, permitindo que usuários dessem “match” com um carro autônomo ao solicitar um UberX, Uber Green, Uber Comfort ou Uber Electric.
• Aviação elétrica acessível: A Lift Aircraft permitiu que alguns participantes do festival pilotassem um eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical) em um voo com suporte da equipe em terra.
• Experiências criativas com veículos: A Nice House usou um Cybertruck alugado para criar entrevistas descontraídas com CMOs, mostrando uma abordagem inovadora para ativações de marca dentro da mobilidade.

Destaques dos Painéis sobre Mobilidade

Além das experiências práticas, o SXSW 2025 trouxe uma trilha robusta sobre mobilidade, explorando tendências que vão redefinir o transporte nos próximos anos.

  1. O futuro dos veículos autônomos e sua integração urbana

A parceria entre Waymo e Uber foi um dos temas mais debatidos. Com os veículos autônomos disponíveis na plataforma da Uber em Austin, a discussão girou em torno da expansão do serviço, desafios regulatórios e da aceitação do público. A estratégia é ter centenas de veículos autônomos operando em Austin e Atlanta nos próximos anos. Hoje, a Waymo conta com 200 mil viagens de carro autônomo por semana nos Estados Unidos.

  1. O impacto da aviação elétrica e os desafios dos eVTOLs

A experiência de pilotar o Hexa eVTOL, da Lift Aircraft, foi um marco, mostrando como a mobilidade aérea urbana está cada vez mais próxima. O painel destacou:
• Desafios das baterias: Atualmente, o tempo de voo ainda é limitado (5 a 12 minutos), mas avanços em baterias de estado sólido prometem aumentar a autonomia.
• Possíveis aplicações: Transporte urbano, resposta a emergências e turismo foram algumas das utilidades discutidas.
• Locais de teste: A Lift Aircraft já testou suas aeronaves em Austin, Japão, Abu Dhabi e Flórida, com planos de expansão para outras regiões.
• Capacidade de produção: Até o momento, a Lift Aircraft já produziu mais de 24 aeronaves e tem planos de escalar a produção conforme a regulamentação da aviação elétrica evolui.

  1. Descoberta de novos materiais para baterias com IA

Um dos painéis mais técnicos explorou como a inteligência artificial está acelerando a descoberta de novos materiais para baterias. Destaques:
• Uso de mapas moleculares com mais de 100 bilhões de moléculas para encontrar eletrolitos mais eficientes.
• Impacto direto na autonomia de carros elétricos, drones e eVTOLs, podendo aumentar a duração das baterias em até 30%.
• Como esses avanços podem reduzir custos e aumentar a vida útil das baterias em 20% a 30%.

O SXSW 2025 reafirmou Austin como um epicentro da inovação em mobilidade, onde tecnologias emergentes não são apenas debatidas, mas testadas. Com avanços em veículos autônomos, aviação elétrica e eletrificação urbana, fica claro que o futuro do transporte está mais próximo do que nunca. A expectativa é que o avanço da inteligência artificial e baterias elétricas viabilize uma maior adoção nos principais centros urbanos do mundo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Liderança
29 de junho de 2026 16H00
Ao revisitar a história de Francisco Serrão, este artigo propõe uma inversão rara na lógica da liderança contemporânea: talvez a verdadeira coragem não esteja em continuar a todo custo, mas da capacidade de definir limites.

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
29 de junho de 2026 08H00
Ao contrastar o poder das big techs ocidentais com a força industrial e estrutural do Oriente, este artigo amplia a leitura sobre inovação e revela que o futuro da economia global não será definido por empresas isoladas, mas pela interação entre ecossistemas tecnológicos interdependentes.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
28 de junho de 2026 15H00
Com Sérgio Frangioni e a Blanver como pontos de observação, o terceiro artigo da série sobre a indústria farmacêutica brasileira investiga como decisões empresariais, PDPs, IFAs e produção local podem aproximar inovação farmacêutica da vida concreta dos pacientes.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

13 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de junho de 2026 08H00
Diante de um cenário de sobrecarga crescente no trabalho, este artigo mostra que o problema não está apenas no volume, mas na forma como o trabalho é organizado, e apresenta caminhos práticos para redesenhá-lo com mais significado, autonomia e energia.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Estratégia
27 de junho de 2026 15H00
Mais do que acumular experiências, este artigo propõe uma mudança na forma de pensar carreira, apoiando-se em conceitos como “capital profissional” (composto de cinco capitais) e “professional equity”

Nathália Brandão - Head de Educação Corporativa no TikTok LATAM, Escritora e Forbes Under 30

5 minutos min de leitura
Liderança
27 de junho de 2026 08H00
Na estreia da coluna do Grupo Mulheres do Brasil, este artigo mostra que a liderança do futuro não será construída por decisões individuais, mas pela capacidade de mobilizar diversidade, escuta e inteligência coletiva para enfrentar desafios que já não cabem em uma única visão.

Andrea Gasques - Diretora de Comunicação do Grupo Mulheres do Brasil

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de junho de 2026 14H00
Ao revisitar os 30 anos do CESAR, este artigo mostra por que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de formar pessoas que saibam interpretar, conectar e dar sentido ao conhecimento.

Janaina Calazans - Gerente de Ensino Superior da CESAR School

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de junho de 2026 08H00
Este artigo revela por que o verdadeiro desafio da IA não é adoção, mas uso intencional, capaz de ampliar o pensamento, e não substituí-lo.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de recursos
25 de junho de 2026 15H00
A teoria dos jogos expõe o erro estrutural por trás do modelo reativo que consome bilhões sem gerar resultados proporcionais. Este artigo mostra que não falta dinheiro na saúde, falta estratégia para usar.

Dr. Jorge Luiz Andrade - Anestesiologista e vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de junho de 2026 08H00
Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo